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Mostrando postagens de 2010
Deus, agnosticismos, ateísmos e outras coisas

Recentemente um jovem amigo anunciou uma descoberta pessoal. Disse ele: "sou ateu!". Disse que pensava nessas questões de crer e não crer há algum tempo, que já tinha uma visão crítica, mas agora tinha certeza. Interessante observar o fato de sua família ser predominantemente católica e tal postura, descoberta ou certeza veio após assistir ao documentário Religulous.
Algumas semanas antes desse "anúncio", li um bilhete - muito bonito e bem escrito... à mão - de minha irmã. Ali ela expressava sua felicidade por encontrar conforto em sua fé e como isso estava sendo importante para ela. Não entrarei em detalhes, mas confesso minha emoção não apenas por ver que minha irmãzinha esta se expressando tão bem na forma escrita e demonstrando maturidade, embora com certo ar adolescente, num assunto tão delicado. É claro que não perdi a oportunidade de escrever, também à mão, um elogio e um pedido para que sempre lidasse e vivesse as…
Aid creates dependency Ajuda cria dependência
Though I have not read her famous book DEAD AID, the studies of Dambisa Moyo help me to figure out how poverty could be create/mantained from the simple act of help. When this act comes full of bad interests or is bad executed. The following video was an indication from Ms Moyo from Twitter, when she brought the international organization Poverty Cure to our knowledge.
Embora eu não tenha lido seu famoso livro DEAD AID, os estudos de Dambisa Moyo me ajudaram a descobrir como a pobreza pode ser criada/mantida a partir do simples ato de ajudar. Quando este ato vem cheio de segundas intenções ou é mau executado. O vídeo a seguir foi uma indicação da Sra. Moyo no Twitter, quando ela nos fez conhecer uma organização internacional chamada Poverty Cure.



The kind of aid the video talks about is that global system of aid that basically works on transfering money from rich to poor countries. The kind of aid wich dont creates wealth, but keep the depende…
Lembranças permanente Poemas perdidos e Memórias apagadas
Bem antes de me aventurar nesse incrível mundo que é a blogosfera, eu já experimentava a enriquecedora forma de expressão que é a escrita.

Um pequeno histórico... A primeira lembrança que tenho de um contato - e vislumbramento - com um texto, e sua estrutura, e seu ritmo, e sua rima e seu significado é de um poema. Aula de português, Escola Municipal Rotary (em Mesquita), Professora Denise (que também ministrou inglês)... lá nos idos de 1989 ou 90, talvez antes. Era o Soneto da Fidelidade, de Vinícius de Moraes. Esse texto foi uma, digamos, exceção que minha lamentável memória e minha quase incapacidade de concentração me concederam, pois não o esqueci desde então.

Talvez o que tenha facilitado este registro em meus parcos neurônios, além da beleza do poema, tenha sido exatamente sua estrutura, sua forma, isto é, a disposição dos 14 versos de um soneto. Achei algo simples, acessível. E, por isso, mais tarde pude aplicar aquela lógi…
Há 100 anos

Um fato na história dos direitos humanos que realça a importância de nos indignarmos, de não aceitarmos sermos tratados de maneira indigna. Realça também o quanto o Estado foi (hoje o meios são outros) cruel com quem assumisse postura crítica contra ações e políticas que desrespeitassem direitos fundamentais, básicos. Uma história que nos mostra que, embora legalmente abolida pouco mais de duas décadas antes, a política escravagista estava bem viva (como até nossos dias), seja num aparato legal que respaldava punições análogas às que eram aplicadas aos escravizados, seja na mentalidade dos entes públicos (militares e civis) que viam o homem negro, os trabalhadores da base da pirâmide daquela hierarquizada sociedade, como inferiores. E, como inferiores, era inaceitável o fato de irem contra ao que lhes era imposto.
Mas eis que um semialfabetizado, negro, de 30 anos, não aceitou, não acatou. João Cândido Felisberto em 22 de Novembro de 1910 iniciou a luta não apenas por seus d…
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Cumprindo a Lei em letras miúdas

Em abril deste ano eu escrevi uma postagem como forma de divulgação da Lei n° 12007 de 2009. Como informado, esta é lei que "dispõe sobre a emissão de declaração de quitação anual de débitos pelas pessoas jurídicas prestadoras de serviços públicos ou privados". Leiam aqui.
Ontem resolvi entrar em contato com a operadora de telefonia fixa Oi solicitando a declaração quitação citada na lei. Hoje (a rapidez me impressionou), recebi o retorno informando que tal declaração foi apresentada na conta de Maio/2010. Informei que não havia recebido a declaração ou, pelo menos, não havia notado. A operadora então me encaminhou a conta por e-mail indicando o local da declaração. Consultando a conta indicada, realmente identifiquei a declaração de quitação, num texto curto e objetivo, em letras miúdas na primeira página. Reproduzo a conta em miniatura, indicando em vermelho o local da declaração.
Ah, o texto: "Esta declaração substitui a quitação mensal…
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O exemplo do palhaço
Ele teve um número recorde de votos, independente das razões e motivações de seus mais 1 milhão eleitores. Ainda não foi empossado e a polêmica continua com indícios de que não seja alfabetizado. Esse é mais um capítulo dessa novela que é a vida pública e política no país. Não posso deixar de dar os meus pitacos. Longe de mim tentar resolver. A intenção é usar a notícia. E farei isso de 5 modos.
1° - A culpa não é do analfabeto. Ao contrário do Luiz da Silva, não vou exaltar a falta de estudos. Isso não é algo para se ter orgulho. Mas uma coisa não podemos negar: a roubalheira, a falta de ética e moral, o desrespeito com o bem público, os crimes que acontecem na vida política brasileira não são cometidos por analfabetos! Muito pelo contrário. As Vossas Excelências, que tanto nos envergonham, que tanto nos roubam, que exaltadamente bradam suas virtudes e suas imaculadas inocências na tribuna, são em sua maioria doutos e distintos cavalheiros e damas, com seus diploma…
Eleições 2010
Está quase no fim. No domingo à noite já teremos escolhido os traseiros que ocuparão a cadeira da presidência durante os próximos quatro anos. O plural é proposital, pois sabemos que é sempre um grupo que vai ao poder.
Evitei (e evito) entrar nas discussões que ocorrem nos lugares e momentos mais inadequados sobre quem seria melhor ou pior para o Brasil. Seja no trabalho, algumas vezes de forma desrespeitosa; seja durante um jantar na casa de amigos; nos infindáveis e-mails que desafiam os recursos anti-spam e filtro (nunca os usei tanto); seja nas redes sociais com uma quase imposição a leituras das mais diversas que “comprovariam”, com a mesma paixão, as falcatruas de um ou de outro candidato; até mesmo em festa de criança...
De qualquer forma, por mais que me incomode a maneira e principalmente os lugares e momentos nos quais esse tipo de discussão é levantado, é ótimo saber que podemos discutir, que podemos nos posicionar. Essa tal liberdade também ajuda a descobrirmos …
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Uma lei, uma luta, uma fruta
Que fique claro: não sou nenhum puritano! Posto isso, permitam-me destilar talvez um preconceito, talvez um incomodo, talvez uma inquietação ou mesmo curiosidade.
Hoje, ao ler uma nota curta num jornal sobre uma certa mulher, nascida a pouco mais de 20 anos, me veio a mente outra mulher, cuja luta começou anos antes do nascimento da primeira. A luta a que me refiro teve e tem sua importância não apenas para ambas, mas para todas as mulheres. E, por que não dizer para todos nós, independente de gênero?
A primeira mulher, conhecida por seus dotes físicos (é realmente impressionante!) e..., bem, creio que só. Penso que foi uma das precursoras na adotação de pseudônimos frutíferos (com trocadilhos, por favor). Atualmente está em evidência num reality show que, pelo menos para mim, não tem relevância alguma. Isto é, nada que acrescente ou possa acrescentar algo na minha vida (só na minha?). Não posso dizer que seja a única razão para que eu não assista o tal progr…
Quebrando o silêncio
Admiro muito os escritores, jornalistas, cronistas e blogueiros. Gostaria de escrever mais, com mais constância, com mais regularidade. E também gostaria de produzir textos melhores, mais bem escritos, aprimorando a cadência com que as palavras são lançadas do início ao fim, sem deixar que as ideias expostas percam a coerência.
Além da admiração, tenho profundo respeito pela arte da escrita. É uma arte, talvez como todas as outras, terapêutica. Sim, muitas angústias são extirpadas junto com a derradeira palavra no texto. Em outras postagens cheguei a comentar o que representa, para mim, o ato escrever, e mais especificamente o que escrevo neste blog.
Por isso, esses mais de trinta dias sem que uma única nova linha fosse acrescentada ao TUIST me deixam com certa frustração. Uma sensação de fracasso, para ser extremo. Sei que não há nenhum compromisso formalizado, ou promessa de escrever tantas postagens ou tantas linhas de texto por semana, por mês. Mas não adianta.
Ce…
Sarney, PLS 166 e a fumaça que encobre a história
Sempre me pergunto a razão de José Sarney ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Letras. Figura conhecida mais por sua atuação no cenário político do que no mundo literário, este maranhense não desperta muitos sentimentos bons nas pessoas que conheço. As palavras corrupção e coronelismo o acompanham. Uma pergunta que já virou piada é "você já leu algum livro do Sarney?". Não vou e nem posso julgar sua qualidade literária, até porque a desconheço, nunca li seus livros. Já me basta sua influência política.
Mas um texto de sua autoria está sendo motivo de discussões e vale conhecer, mesmo em parte. Até porque não se pode combater ou criticar estando completamente ignorante. Este texto, um Projeto de Lei do Senado, é como um livro, com suas mais de 250 páginas, e capítulos e parágrafos.
Li muitos livros que me decepcionaram no fim. Algumas vezes por um parágrafo, outras pela sensação de que algo deixou de ser escrito. Este &qu…
Da clarineta ao carimbó
Paulo Moura foi (e continuará sendo) um dos maiores instrumentistas do Brasil e do mundo.


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Minhas desculpas ao Leandro
Recentemente recebi de um amigo uma indicação de vídeo. Não posso dizer que fiquei espantado com o conteúdo. Creio que o primeiro sentimento foi de indignação. Depois, ou ao mesmo tempo, senti certa vergonha, misturada com perplexidade ao pensar a situação mais amplamente. Em cena está o até então desconhecido Leandro com dos homens públicos bem conhecidos, o Presidente do Brasil, Luiz da Silva e o Governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.
Vamos aos homens públicos. Esses senhores são muito bem vistos pela maioria da população, segundo as pesquisas. O primeiro, inclusive, vive quebrando os próprios recordes de popularidade como "nunca antes nesse país...". Ambos também tentam ser reeleitos. O segundo é de fato. O primeiro, "por tabela", uma vez que a candidata de seu partido e sua candidata está bem cotada nas pesquisas principalmente por ser instrumento de continuidade. Fora isso, não tenho muito a acrescentar. Ambos são o qu…
Biblioteca do Congresso Americano (última parte)
Nesta biblioteca, pesquisadores e restauradores trabalham incessantemente para salvar uma gigantesca coleção de um de seus maiores inimigos: a ação do tempo.


Biblioteca do Congresso Americano (primeira parte)
A Biblioteca do Congresso dos EUA é a maior do mundo e tem mais de 140 milhões de itens divididos entre 463 idiomas de todas as partes do mundo. Existe um departamento inteiramente dedicado ao Brasil. Nele pode-se encontrar de tudo, desde os desenhos originais da nossa capital, Brasília, até os sucessos de Zeca Pagodinho. A instituição bicentenária reúne segredos e raridades, como o documento, de quase 500 anos, que revela uma briga judicial entre uma tribo indígena e a corte espanhola.

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Da falta de ética ao dedo-duro
Ontem, um telejornal esportivo estava transmitindo uma reportagem sobre a mais nova polêmica do futebol: a cirurgia do Kaká. A polêmica se dá pelo fato de o jogador declarar já estar sentindo dores no joelho desde a copa. Além das declarações do belga Marc Martens, médico que conduziu a cirurgia, alertando que Kaká arriscou comprometer toda sua carreira futura por ter jogado a última copa, ao invés de se afastar para tratamento. É mais ou menos isso. Não sou muito fã de futebol e o foco desta postagem não é esporte.
Bem, nesse confusão toda, surge José Luiz Runco, médico da seleção brasileira, teoricamente responsável (sic) por liberar ou não um atleta para jogar. Seria, considerando a declaração do cirurgião, responsável (sic) por qualquer problema mais grave que o jogador pudesse vir a ter. Runco pôs em dúvida a ética de Martens. Em entrevista, declarou “companheiro de profissão tem que ser ético”. Clique aqui para assistir. Reparem que em dado momento R…
Um toque para preservar
Continuo com minhas lembranças sobre a curta e incompleta viagem à Paris e Lisboa. Como o olhar crítico não ficou embaçado pela grandiosidade e beleza daquelas cidades, nem pelo incrível museu que é o Louvre, principal inspirador desta postagem, não pude deixar de notar algumas coisas. Uma dessas coisas está relacionada com minha formação em Arquivologia. Mas especificamente com uma, digamos, preocupação arquivística. Falo de preservação.
Alguns podem se perguntar o que a preservação em arquivística tem haver com o acervo museológico do Louvre. Mas preservação é algo bem mais amplo do que a mera conservação de um papiro, por exemplo. Pode estar relacionada com uma atuação política da instituição detentora do acervo, seja ele museológico, bibliográfico ou arquivístico. Pode também ter um aspecto social envolvido. E eu arriscaria dizer até que um aspecto psicológico pode estar presente. Algo como a necessidade do tocar. Ou, numa adaptação à desconfiança do apóstol…
Metas Desumanas
Domingo passado eu saí de casa e fui ao Aterro do Flamengo com uma intenção: andar de bicicleta. Pensei nisso nos dias anteriores àquele fim de semana. Tinha esse objetivo, essa meta. Pedalar num dia de sol.
Como não tenho esse meio de transporte, aluguei uma. Dez reais por uma hora. Paguei antecipado. Altura do banco regulada. Guidão um pouco torno (mas isso eu percebi depois) e mãos à obra. Ou melhor, pés no pedal. Aterro cheio. Dia de corrida de... bicicleta. Segui a orientação de seguir pela ciclovia e evitar as ruas que, mesmo interditadas para lazer, estavam sendo usadas para o evento ciclístico. Estava fazendo um dia lindo. Pedalando, sem músicas no ouvido, mas com toda a bela paisagem harmonizando o passeio.
Pessoas andando, pessoas pedalando, pessoas sentadas, em pé, pessoas caminhando. Na praia de Botafogo, reparo um senhor, com seus quarenta, talvez cinquenta anos, olhando o relógio. Mas não era uma simples conferência das horas. Era, mais que isso, uma verific…
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Da Coca-cola ao Louvre A educação comparada
Tenho algumas boas recordações do tempo de escola. Consigo “regressar” até o jardim de infância. Hoje o lugar já não é uma escola. Bem, já fazem uns 27 anos! Depois disso, um ano no segundo e último colégio particular, para concluir a alfabetização (na verdade, comprovar) e a primeira séria que, com as recentes mudanças, eu não sei mais como se chama esse período escolar. Depois disso, entregue ao Município e então ao Estado. Nesses tantos anos de escola não me recordo de muitos passeios. Mas dois deles eram emblemáticos, quase obrigatórios: Zoológico e fábrica da Coca-Cola. No primeiro eu tenho certeza de não ter ido. No segundo, sim, eu estava lá.
Eu acredito, hoje, que toda a experiência de vida pode ser usada como aprendizado. Não sei se ou quanto minha vida seria diferente se tivesse participado do passeio ao zoológico. E, da mesma forma, não acredito que a visita à fábrica do refrigerante tenha acrescentado algo. Ali não aprendi química, …
Um leitor escreve o que muitos pensam E a mesmice é propagada como relevante novidade
Espaço bastante democrático, embora eu não entenda qual o critério para o uso, a versão online do jornal O Globo permite que leitores escrevam e publiquem artigos. Eu mesmo já postei no Eu-repórter. Também existe o serviço Opinião do Leitor. Creio que os textos passam por revisão, mas a essência está lá. O pensamento, o sentimento externado em palavras escritas. É algo que gosto muito. O TUIST é um pouco disso. Um espaço para desabafos literários. Mesmo que não profissional. Aqui, embora transcrevo minhas angústias pessoais, meus preconceitos, meus medos, minhas revoltas (e outras coisas mais), tenho certeza que tais revoltas, medos, preconceitos e angústias são familiares de outros. Assim são os textos, as postagens, as opiniões, tanto em blogs (amadores) como em jornais (profissionais). A opinião de um pode refletir a opinião de outrem.
Hoje, estava fazendo minha varredura diária do portal de notícias…
A arte de Keith Mallett

PEC 89/2003. Ao Juiz, o que é justo!
Se um dia critiquei, nesse caso específico eu aplaudo. Senadora Ideli Salvatti (PT-SC), autora da PEC - Proposta de Emenda à Constituição, nº 89 de 2003 de 18/11/2003 que "dá nova redação aos artigos 93 e 95 da Constituição Federal, para impedir a utilização da aposentadoria dos magistrados como medida disciplinar e permitir a perda de cargo, nos casos que estabelece."

Até então, se um Juiz comete um crime (ou seja lá qual for a palavra amena que se use ao invés de... crime) o castigo, a punição, a pena, era a aposentadoria. E com toda a pompa que o cargo permite e o nosso dinheiro paga. Uma aberração, assim como o foro especial.

Bandido, esteja ele atuando como juiz, presidente, deputado, vereador, senador... goleiro, merece a cadeia. Isso, sim, é justiça.
Matéria relacionada: "Aposentadoria deixa de ser punição para juízes" - O Globo
O Analfabeto Político
O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.

Bertolt Brecht (1898 — 1956)
L'Étranger avec Fraternité (...)

Programa Globo News Especial, exibido em 13/06/2010 sobre a vida dos imigrantes na França.

(...) Com um pouco de Liberté
Mas sem Égalité!

Como comentei em postagem anterior, estive em Paris. Oh, Paris, Paris... A Cidade do Iluminismo, a Cidade Luz. Belas ruas e avenidas, construções cheias de personalidade, Catedrais grandiosas, monumentos incríveis, estrutura e infraestrutura de tirar o fôlego. Torre Eiffel... Louvre... Sena... E pessoas, muitas pessoas de toda parte. Sotaques, vestimentas, cores e olhares que nos fazem pensar estar em várias partes do mundo numa única esquina ou num único vagão de metrô ou numa única sala de exposição, restaurante, praça...

É, de fato, uma cidade atraente. Mas o que seria atraente para muitos, como eu, que estive lá à passeio, torna-se atraente para outros tantos que veem em Paris, ou alguma outra cidade europeia, uma oportunidade de recomeço, uma oportunidade de vida.

Minha curta viagem à Europa começou em Lisboa, ond…
Michael Jackson (1958 - )


A grandiosidade das coisas
Vivo na cidade do Rio de Janeiro. Antiga capital do país, cheia de histórias. Muitas delas registradas na forma de monumentos, praças, estátuas, chafarizes, casarões, igrejas, museus, bibliotecas… Muita coisa de inspiração européia, muitas adaptadas aos trópicos, são construções de extrema beleza. Muitas, infelizmente, em estado de conservação precário. Mas muitas conservam os detalhes que fazem os mais atentos, e interessados, pararem por algum tempo de modo a contemplar as verdadeiras obras de arte. Belo exemplo é o Teatro Municipal, recentemente reformado e reaberto ao público. Eu, sempre fiquei vislumbrado com tamanha riqueza de detalhes, de formas. Algo que me faz parar são as portas de certos prédios. Já repararam as do Iphan (e Livraria da Travessa) na Avenida Rio Branco? E as portas da Igreja do Colégio Zaccaria, no Catete? Os detalhes, a beleza, a riqueza.

Em Portugal (Lisboa, Porto, Sintra) e França (Paris) não foi diferente. Porém, chamou minha aten…
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Voltei. E já digo: "até breve, Lisboa!"
Esta é a terceira postagem de hoje e desde que retornei das merecidas férias. Passei 18 dias de muita festa, novidades, vistas fabulosas, novas e marcantes amizades, muita cultura, muitas surpresas, muitas coisas para lembrar, para refletir, para amadurecer como ser humano. E, como não poderia deixar de ser, muita bebida e comida... tudo moderadamente, é claro. Estive na Europa, minha primeira viagem internacional. Mais especificamente em Portugal e França. E, para ser mais específico ainda, em Lisboa (a maior parte do tempo), Porto, Sintra e Paris.
Foi um choque cultural. A palavra cosmopolitismo define um pouco do que vi no conjunto das pessoas. Encanto e surpresa poderia definir o que vi e senti no conjunto das coisas.
Em muitas postagens eu externei aqui minha decepção e tristeza no trato com o ser humano, exemplificando isso com situações que vivi (e, infelizmente, vivo). O que faz com que me sinta um ser estranho dentro de meu própr…
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Conversa animada
Tirando toda a política (ou politicagem) envolvida no encontro, e a questão alimentar onde os líderes dão um péssimo exemplo nutricional (péssimo e, provavelmente delicioso... ninguém é ferro), a imagem é, no mínimo interessante. Pensem no seguinte fato, antes de olharem a foto novamente: esses dois carinhas comandam países que, juntos, possuem mais de 10 mil ogivas nucleares.
Um crime arquivístico
Não me refiro ao arrombamento e roubo dos documentos. Me refiro, sim, ao descaso com que os processos estão armazenados. Aquilo não pode ser considerado um arquivo. A Polícia Federal, além de investigar o crime de arrombamento, investigar a responsabilidade do Estado na guarda daqueles processos.


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Após o 13 de Maio

Relembrando um texto postado em 2007.

Alvorecer de um novo dia

Manhã de 14 de maio de 1888. O Brasil acordava feliz. Enfim livre de uma chaga. Talvez não soubesse que ficaria aberta durante muito tempo. Naquela ocasião, assim como nos dias de hoje, já existiam dois Brasis. Um deles, embora feliz, estava preocupado com o porvir. “E agora?”, se perguntava. O outro, também feliz, dizia: “Esqueçamos!”.


Leia o texto na íntegra.
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The Color of Beauty
Renee Thompson is trying to make it as a top fashion model in New York. She's got the looks, the walk and the drive. But she’s a black model in a world where white women represent the standard of beauty. Agencies rarely hire black models. And when they do, they want them to look “like white girls dipped in chocolate.”

The Colour of Beauty is a shocking short documentary that examines racism in the fashion industry. Is a black model less attractive to designers, casting directors and consumers? What is the colour of beauty?

This film is part of the
Work For All series, produced by the National Film Board of Canada, with the participation of Human Resources and Skills Development Canada





Fonte: National Film Board of Canadá
Música ao redor do mundo
A música liberta. E encanta, e une, e emociona. Sintam essa versão de Stand By Me, parte do documentário Playing For Change: Peace Through Music.

Encurtadores de links e a preservação da informação
Esses dias fiquem pensando nesses serviços de redução e redireciomento de links (os URL Shortening Services) e na capacidade dessas empresas de se manterem. A preocupação está relacionada com a preservação desses links reduzidos e da associação desses links com os originais, para um correto redirecionamento e, consequentemente, a recuperação da informação que se busca.

Os URL Shortening Services são aqueles serviços que transformam links imensos em endereços reduzidos, relativamente fáceis de serem memorizados e usados em redes sociais como o Twitter, que restringe o número de caracteres, e-mails, mensagens via celular. Exemplos: TinyURL, Zapt.in, Migre.me, etc...

São dezenas de empresas que oferecem o serviço. Isso sem contar naquelas que reduzem seus próprios links, tais como a CNN ou a Reuters. A Google, por exemplo, já lançou seu próprio sistema, o Google URL Shortener – Goo.gl – atualmente disponível somente nas aplicações Google (…
Papel sintético
Papel sintético a partir do plástico reciclado, tecnologia desenvolvida no Núcleo de Reciclagem de Polímeros do Departamento de Engenharia de Materiais da Universidade Federal de São Carlos (DEMa – UFSCar) em parceria com a iniciativa privada. Leia uma entrevista sobre o projeto aqui. Além do apelo ecológico, que por si só já atribui grande importância à nova tecnologia, o papel sintético apresenta características que podem auxiliar na preservação. É mais durável, pois apresenta maior resistência química, mecânica e à umidade. Creio que o material não é tão atraente aos fungos quanto o papel feito a partir da fibra de celulose. Também não ficou claro a questão da temperatura, uma vez que se trata de material plástico.

Política de dominação

Parece que ele aprendeu. E aperfeiçoou essa tal política.
Creio que o Brasil tem um sério problema de memória. E memória num contexto social. Ela é seletiva, funcionando quando interessar. Mas é também planejada e cultivada de maneira sutil e eu diria até profissional de maneira a moldar e a conduzir a sociedade de acordo com os interesses de um ou outro grupo.

Algumas vezes, eventos e ações, que dão corpo a essa memória, são registrados. Temos então os documentos, os arquivos. Nem sempre esses documentos nos são acessíveis da maneira como deveriam segundo a lei. Outras vezes, porém, tais registros constitutivos de nossa memória são publicizados, tornados acessíveis mesmo fora do âmbito do Estado. Com a ajuda das novas tecnologias essas ocasiões têm sido mais frequentes.
Entretanto, a problemática da memória na trama da política de dominação não estaria completa sem o que chamo de política de ignorância. Este, um crime perpetrado ao longo de décadas. Se, no primeir…
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Marcapasso da compreensão

O marcapasso é um dispositivo que produz um estímulo elétrico conduzido até o coração quando este apresenta um número de batimentos abaixo do adequado para o funcionamento do organismo, para manutenção da vida. O aparelho compreende que nossa bomba interna precisa ser ajustada e faz esse ajuste.




Homem é baleado na cabeça ao tentar entrar numa agência bancária. O cliente havia sido foi barrado na porta giratória por usar um marcapasso. O crime foi cometido pelo segurança do banco, que está preso. O Banco emitiu nota lamentando e ao mesmo tempo se defendendo, com uma observação sobre o segurança ser de empresa terceirizada. Seria melhor não terem emitido a nota. Ora, será que a empresa a qual pertence o segurança se apossou do banco naquele momento? A agência bancária é de quem afinal?

Quando ouvi a notícia, além de ficar chocado com a violência gratuita (eu ainda me choco), fiquei imaginando como seria a vítima. Sem mais delongas, imaginei naquele momento qual se…