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Mostrando postagens de Junho, 2007
Explora-se a ignorância, mantém-se a ignorânciaA Pfizer realizou em 1996 testes com o então novo antibiótico Trovan, durante um surto de meningite no norte da Nigéria. O medicamento, sem autorização segundo o governo nigeriano, foi ministrado em aproximadamente 200 crianças, das quais 50 morreram, embora a farmacêutica americana reconheça “somente” 11 mortes.Muito se fala sobre os testes e pesquisas com animais em laboratório. Mas pouco se comenta sobre os testes com seres humanos. O que aconteceu na Nigéria, apesar da defesa da farmacêutica, e considerando o relato de pais e crianças sobreviventes, foi a exploração do desconhecimento, da ignorância de pessoas que, pensando estar recebendo tratamento de fato, serviram como cobaias. Mais um ato desumano em prol do lucro. A farmacêutica declarou que obteve “consentimento verbal” dos pais das crianças. Essa é boa! Imagino a cena.Além das mortes comprovadas, sejam 5 ou 20 por cento, muitas crianças desenvolveram deformidades físicas e men…
Retrato de um playboy

“Eu sou playboy filhinho de papai / Me afundo nessa bosta / Até não poder mais /Sou playboy filhinho de papai / Sou um débil mental / Somos todos iguais”

Esse é o refrão da música Retrato de um Playboy, de Gabriel O Pensador, lançada a mais de 10 anos. Me recordo que muitos criticaram o teor da letra. Basicamente falando de uma categoria que teve de tudo (em termos financeiros e estruturais) e, mesmo assim, procura externar na sociedade uma certa revolta não justificada. Naquela época algo já acontecia… e continuou a acontecer.
“…E por falar em pão que eu como todo dia / Eu me lembrei da empregada que se chama Maria / Ela me dá comida me dá roupa lavada / Mas quando eu tô presente ela é sempre humilhada / Você precisa ver como eu trato a coitada / Eu a rebaixo a esculacho e fico dando risada…”; é mais um parte da música. Para letra completa, clique aqui.
Os criminosos que espancaram e roubaram a empregada doméstica Sirlei estão numa categoria um pouco diferente. Além…
Então, estamos combinados?!

- É pessoal, a coisa tá feia naquela região da África. Tão dizendo que o bicho tá pegando lá. Onde é mesmo? Sudão… Chade… Darfur… Cartum? Como é mesmo o negócio?

- Sudão é o país. Fica no nordeste africano. Aliás, é o maior país daquele continente. Cartum é sua capital. Referimo-nos a Cartum quando falamos do governo central daquele país, com seu presidente, o Omar Hasan Ahmad al-Bashir, com o qual tentamos negociar. Darfur é uma região a oeste do país.

- E Chade, por que falamos mesmo essa palavra?

- Chade é um país!

- País? Mais um? E o que tem esse Chade?

- O Sudão faz fronteira com Chade, mas especificamente na região sudanesa de Darfur.

- Tá certo, mas qual é o problema então?

- O problema é que muitos sudaneses estão se refugiando também em áreas de Chade.

- Mas por que essas pessoas não ficam em seu país?

- O genocídio, lembra?

- Não fale essa palavra! Já temos certeza? Não pode restar dúvida!

- Temos sim. Calculamos mais de 2 milhões de refugiados, muitos no Ch…
Afro-latin americans
Indico essa série de reportagens do jornal americano Miami Herald sobre a questão do afrodescendente na América Latina. Procurando, sempre que possível, traçar um paralelo com o que acontece nos EUA, países como Cuba, Costa Rica, Panama, Colombia, Brazil, dentre outros, são temas de reportagens. No caso do Brasil, particularmente, ficou interessante a matéria do jornalista Leonard Pitts Jr. e o artigo da professora Elisa Larkin, esposa do Abdias. Pitts entrevista várias pessoas, de Simon Schwartzman a Miriam Leitão, ficando claro que a análise considera muitas vertentes.
Para acessar a página principal do especial A Rasing Voice: Afro-latin Americans, clique aqui. Para ir direto ao artigo de Leonard Pitts, sobre o Brasil, clique aqui. Para a análise de Elisa Larkin, clique aqui.
Quais serão os frutos de mais uma reunião?

Nesta segunda-feira, 25 de Junho, acontece em Paris uma conferência cujo tema será a crise humanitária em Darfur, Sudão. Já comentei aqui no blog sobre mais essa calamidade que ocorre desde 2003. Assim como no Holocausto, ou em Ruanda, ou no Timor Leste, a postura internacional com relação aos acontecimentos é apática. Recusou-se, durante muito tempo, em reconhecer que naquela região ocorre um genocídio, condição sine qua non para uma “possível” atitude. Vemos a importância que têm a palavras, meras palavras.

Palavras muito bem empregas por Jan Egeland, chefe de Assuntos Humanitários da ONU que em palestra de 2006 no conselho de segurança, tentou chamar atenção dos poderosos do mundo, dizendo “a melhor forma de explicar aos que tem poderes para influenciar seria reunir todos para negociações num dos campos [de refugiados]. Eles trariam suas famílias, suas esposas, suas crianças. Então veriam como é. Como é dormir com medo. Ter milícias ou homen…
Não estou tão louco assim
Ontem ao ouvir a declaração do Senador Renan Calheiros aos repórteres, numa matéria do Jornal da Globo, eu pensei ter ouvido coisas. Revi agora o vídeo para confirmar. Foi aquele lance do processo contra ele ser algo esquizofrênico. A certa altura o senador diz "eu não vou permitir que devassem a vida de senadores; eu fiz as provas, fiz questão de fazer as minhas provas...". Essas provas seriam as que ele apresentou? Caramba, então ele as fez?
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Lá se vão 374 anos
Foi num dia 22 de junho. O ano era 1633. Nesse dia um cara, que viria a se tornar conhecido mundialmente, se retratava perante a Igreja Católica. "Abjuro, maldigo e detesto os citados erros e heresias..." A ciência então incomodava a Igreja. Ele defendia as teorias de Copérnico, quanto ao sistema heliocêntrico (o Sol como centro do sistema solar) elaborado cerca de 100 anos antes. "Afirmar que a Terra gira em torno do Sol é tão errado quanto dizer que Jesus não é filho de uma virgem", declara o Cardeal Bellarmino durante seu julgamento. Fazer o quê, não é?

O julgamento e todo o processo suscitam até hoje muitas interpretações, elucubrações, teorias, estudos. A biografia do condenado é rica assim como suas invenções e teorias. Informação vasta para qualquer um que se interesse por ciência, filosofia, religião, história da humanidade, etc. Isso aqui não é nem o começo para falar do físico, matemático e astrônomo italiano que, ao se retratar por sua “…
Comércio a sangue frio

Anteontem, quarta-feira, dia 20 de junho, o NY Times publicou uma matéria intitulada In the Amazon, Giving Blood but Getting Nothing sobre uma empresa americana que estaria comercializando sangue de tribos brasileiras na internet.

Fui conferir. A empresa se chama Coriell Cell Repositories, tem sede em New Jersey. As amostras de sangue vendidas no site da empresa são das tribos Surui, Karitiana e Ianomâmi (apesar deste último não estar mais no site). A empresa também comercializa amostras de tribos do México (Pima, Quéchua) e do Equador (Auca), dentre outras. 0.050 mg de amostra de DNA sai por aproximadamente 55 dólares e 1.0 ml da cultura de sangue fica em 85 dólares.

Vê-se então que é “normal” esse tipo de comércio. O que complicou foi a forma de coleta. Segundo os índios brasileiros a empresa fez a coleta prometendo ajuda com medicamentos, o que não se concretizou. E também não foram informados de futura comercialização de seu sangue.

A empresa diz que não fez n…
Mundo globalizado? Nem tanto!

Estava a pouco lendo o artigo de Howard W. French, publicado hoje na seção Africa & Middle East do International Herald Tribune. O artigo, intitulado “African nations excluded from global discourse” (Nações africanas excluídas do discurso global) fala do isolamento intelectual que ocorre na África, relacionando isso como um obstáculo ao desenvolvimento e a globalização. O autor conta suas experiências recentes em Malauí, país do sudeste africano. Dentre outras coisas, French fala sobre as dificuldades de acesso a internet, com preços exorbitantes para malauianos e, segundo ele, mesmo para os estrangeiros. Outro fato que ele cita, e que particularmente me chama atenção, diz respeito às dificuldades que ele encontrou em achar uma livraria. As diversas pessoas para as quais ele pediu a informação sempre apontavam para a mesma livraria, cuja principal atividade, parecia ser a de papelaria, estando à venda de parcas publicações relegada a um segundo plano. …
A crise (aérea?)

Acho que o negócio é mais embaixo. A declaração da nossa querida ministra do Turismo parece se encaixar adequadamente à atenção dada até o momento ao assunto. Lembrando... Marta Suplicy disse no dia 13/06, ao ser questionada sobre o que ela diria aos que não viajam por causa desse problema (enfrentados por passageiros nos aeroportos), "relaxa e goza; depois você esquece todos os transtornos". Uma ministra de Estado, falando pelo Estado para os cidadãos. Interessante que a expressão é parte de um ditato por demais triste que diz "Já que o estupro é inevitável, relaxa e goza". Com isso vemos, de certa forma, a visão do governo sobre o problema e sobre o que deve ser feito.
Analisando o lado dos controladores... Muitas são as críticas que ouço e leio. Umas dizem que os caras devem fazer seu trabalho ou pedir demissão, outras dizem que eles são um bando de irresponsáveis e deveriam pensar no povo que sofre nos aeroportos. A primeira coisa a notar é esse …
E assim a podridão continua

Já não fosse a tentativa clara de um grupo de parlamentares em tentar acobertar o mau que assola o congresso, ainda temos aí a volta de um dos personagens do ano: Zuleido Veras. Segundo reportagem no Jornal da Tarde, o dono da Gautama está preparando o terreno para sua volta. Volta? O melhor seria, para sua permanência, uma vez que após tudo que se expôs, ele nada sofreu (além de uns dias na cadeia). A matéria diz que o empresário escreveu cartas "não muito extensas", não se arriscando mais em falar ao telefone. Os destinatários seriam deputados e vereadores. As correspondências falam das práticas "corretas" da empresa e seu alto grau de profissionalismo. Numa delas, endereçada ao vereador Alberto Betão Pereira Justino, o Betão, (PSB) presidente da Câmara de Mauá, na Grande São Paulo, lê-se 'Sei que, no momento devido, o exame sereno dos fatos permitirá julgamento técnico e correto que irá recolocar esta discussão no devido trilho, pe…
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Foto do DIA
Não resisto em colocar aqui a foto de Severino Silva / Agência O Dia. Vejam (e leiam) a pintura. Excelente!!
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Dia dos namorados Hoje (e sempre) vale o romantismo. Então, abaixo vocês poderão ver parte do filme Before Sunset (Antes do Pôr-do-sol). Dirigido por Richard Linklater (mesmo da Escola do Rock) e com Ethan Hawke e Julie Delpy no elenco. Um filme de 2004. Neste clip Julie Delpy canta Waltz. Assistam (a letra está abaixo)





Julie Delpy - A Waltz For a Night Lyrics

Let me sing you a waltz
Out of nowhere, out of my thoughts
Let me sing you a waltz
About this one night stand

You were for me that night
Everything I always dreamt of in life
But now you're gone
You are far gone
All the way to your island of rain

It was for you just a one night thing
But you were much more to me
Just so you know

I hear rumors about you
About all the bad things you do
But when we were together alone
You didn't seem like a player at all

I don't care what they say
I know what you meant for me that day
I just wanted another try
I just wanted another night
Even if it doesn't seem quite right
You meant for me much more
Than …
RCTV: o outro lado da moeda

Postei dias atrás uma crítica com relação ao fechamento da RCTV. A crítica, foi dirigida ao Hugo Chaves e sua política um tanto repressora, em minha opinião. Como este é um espaço para a troca de idéias, acho por bem mostrar algo que rebata, se certa forma, meu pensamento, minhas críticas. Algo que vejo ser importante para refletirmos sobre o papel da mídia na sociedade. Com esse propósito, indico o artigo de Ignacio Ramonet, reproduzido na Agência Carta Maior, nesta data.

O título é A mídia do ódio; e começa assim ..."Por que ninguém protestou quando a RCTV foi fechada em 1976, por difusäo de notícias falsas, ou quando foi lacrada em 1980, por sensacionalismo, ou quando foi fechada em 1981, por difusão de programas pornográficos, ou quando foi condenada, em 1981, por ter ridicularizado o presidente da República?". Cliquei aqui para ler o artigo na íntegra.
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“A classe política rouba, rouba, e não acontece nada” Também título de uma reportagem. Desta vez trata-se de uma entrevista concedida à revista Isto É pelo senador Pedro Simon (PMDB-RS). Aqui o senador gaúcho expõe seus pensamentos sobre a degradação ética e moral que vê no Congresso brasileiro (Senado + Câmara) e no ambiente político nacional. Afirma que a mudança deve ser exigida pela sociedade. Essa entrevista tem muito haver com a postagem anterior, sobre a reportagem da revista Época. Mas uma vez falamos em corrupção. Sobre pessoas ocupando cargos públicos, mas agindo em benefício próprio. Um item que chama atenção em ambas as reportagens é a questão do foro privilegiado, que fere o quinto artigo de nossa tão amada constituição (Art. 5° Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza…). Fiz uma pesquisa rápida e vejo que se trata da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) n° 358/2005, ainda em tramitação no congresso. Clique aqui. A PEC propõe o foro privilegiad…
“O que o Brasil precisa fazer para combater a corrupção”Este é o título de uma matéria de Leandro Loyola, Murilo Ramos e Marcela Buscato, disponível on-line na revista Época. Ao apresentar cinco práticas para diminuir a corrupção, os autores fazem comparações com os resultados em outros países e nos lembra alguns casos recentes de corrupção e desvio de dinheiro público no Brasil. Exemplo disso são as pontes construídas no Maranhão pela Gautama, que ligam nada a lugar algum; o programa Luz para Todos no Piauí, que deixa muitos brasileiros no escuro, dentre outros. Também faz uma crítica a estrutura atual do poder público, com organismos de repressão e fiscalização que não comunicam. Os pontos abordados na matéria são: orçamento, impunidade, controle, transparência, nomeações políticas (“hoje cerca de 24 mil vagas que podem ser preenchidas por indicação de políticos”). Primeira página da matériaSegunda e última página da matériaComo sempre, é muito interessante ler os comentários também…
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Assim a fumaça nunca se apagará

Ontem vi no programa Fantástico uma reportagem sobre a Operação Prometeu que a PF efetuou no nordeste visando à erradicação da maconha, coibindo seu plantio. Cultivo esse que, descobriram, estava sendo feito inclusive em terras da União. Até aí nenhuma novidade, pois sabemos que muitos crimes são cometidos em áreas públicas. Até mesmo a água usada para a irrigação da erva era desviada do Rio São Francisco.

Absurdos a parte, me chamou atenção o modo como algumas das plantas era “erradicadas”. Os policiais, provavelmente com escassos conhecimentos de agricultura, cortavam algumas das plantinhas a altura do caule. Aquilo mais parecia uma boa poda. Logo, as plantas crescerão frondosas e mais rápido do que se imagina, estarão novamente prontas para a colheita… e consumo. Outras, é claro, eram arrancadas.

Em outro ponto da reportagem temos as entrevistas com os “agricultores” presos. Um não tinha conhecimento do valor de mercado do produto que cultivava. Outros,…
Dificultando para facilitar

No Globo de hoje temos a seguinte notícia “O ministro da Justiça, Tarso Genro, prepara um projeto que restringe a concessão de escutas telefônicas pelas polícias Federal e Civil. O Ministério Público também deverá dar o seu aval antes de o pedido de grampo seguir para a Justiça...”

Já era de se esperar. É notório que a PF está agindo contra a roubalheira que assola o país. Quase toda semana é uma operação nova com nome esquisito que põe no xilindró um monte de figurões. Os bandidos estão em todos os escalões do governo e ocupam posições de destaque no cenário político nacional. Não é de hoje, é claro. Muitos fazem o que fazem há anos, mas parece que agora estão começando a cair nas malhas da justiça. Malha essa que poderá ficar com alguns buracos caso comecem a reprimir a ação da polícia. Refrear a ação da justiça é tornar o ambiente propício para os criminosos.

O objetivo seria evitar abusos e distorções no uso da escuta, mas também pode beneficiar aqueles la…
Comentando o comentárioGostaria de fazer um adendo à postagem anterior sobre a reportagem e o comentário sobre o G8 e a África. A essência do comentário (que comentei) seria a corrupção que suga o dinheiro enviado por países ricos, em detrimento ao real foco de tal ajuda: os africanos pobres. Quanto a isso, eu concordo em número e grau com o autor do comentário. O que realmente critico é a questão, como destaquei, da generalização. Os corruptos, ladrões, ditadores, tanto aqui como lá, não são maiorias, não espelham uma nação. A critica que fiz, então, se dá ao perigo que vejo em julgar todo um continente por mazelas sociais causadas por algumas pessoas. Da mesma forma criticaria expressões do tipo: o Brasil é um país corrupto. Em uma postagem futura eu gostaria de abordar mais amplamente a questão da corrupção, assim como a questão do “perigo” que vejo em determinadas posições político-ideológicas (já presenciei exposições interessantes em sala de aula, vindas de doutos docentes). Nã…
60 bilhões de dólares para a África.Li hoje pela manhã uma notícia sobre o comprometimento (mais uma vez) do G7 + 1 em adotar um pacote de 60 bilhões de dólares para o combate a AIDS e outras doenças que assolam o continente Africano. Como quase sempre, fui ler os comentários a essa notícia. Sempre instrutivos, ilustram o pensamento de muitos em relação não só a notícia, mas também sobre determinado aspecto da mesma, neste caso, a África. Um dos comentários me chamou atenção, primeiramente pelo caráter denunciativo (mesmo que o autor aparentemente não tenha se dado conta) e depois pelo desfecho preconceituoso e até desrespeitoso com os africanos. A denuncia – sendo o autor um funcionário de uma embaixada em Roma e tendo contato com diplomatas de diversos países, ele se diz “escandalizado” como desperdício de dinheiro que fazem os diplomatas africanos. Exemplifica citando o caso de um embaixador de um país “miserável” da África que comprou recentemente um automóvel Mercedes avaliado em …
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Terça-feira, dia 5 de Junho, Dia do Meio Ambiente. Mais uma data estabelecida pela ONU. Esta em 1972, pela Assembléia Geral, para marcar a abertura da conferência sobre Meio Ambiente Humano, em Estocolmo. Mesmo dia em que outra resolução criava o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). O tema deste ano é o derretimento das calotas polares. O título em inglês é “MELTING ICE - A HOT TOPIC”. Bem apropriado.

Já faz 35 anos. Período em que a humanidade evoluiu (e poluiu) muito. Por que só agora surge esse furor em relação ao meio ambiente? Em minha opinião a resposta é: mídia. Com certeza muitas pessoas conscientes da importância em preservar, não precisaram ler reportagens apocalípticas nos jornais para fazer algo. Não precisaram ser alarmadas em todos os telejornais sobre o que o ser humano anda fazendo com a Terra. Mas a maioria parece que precisou de um empurrãozinho. A mídia mais uma vez mostra sua força. É certo que os detentores dessa “força” são cônscios desse fato.…
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Trio Parada Dura

Bush querendo implantar um sistema antimíssil na Europa. E logo nas barbas de Putin, ex-KGB e que vem se mostrando um ditador nato na condução de seu país. Por falar em ditador, ainda temos o Chaves, que não gosta que ouvir críticas e, como “ganhou” o poder em seu país, simplesmente passa por cima de quem as faz.

O Bush agora quer que todos se unam para algo que ele recusou há tempos, preservar o mundo. Chaves critica o mundo capitalista e globalizado, como se não dependesse desse mundo para vender seu petróleo. Bush critica Chaves que critica Bush que compra petróleo de Chaves. E Putin nem ao menos ri para parecer mais agradável. Mais parece um cão feroz aguardando por uma boa briga. Enquanto isso não acontece, ele vende caças ao Chaves para que este se defenda de Bush que afronta Putin com a base antimíssil na Europa.

Enquanto isso centenas de milhares de pessoas morrem em Darfur, a calota polar derrete, a Terra esquenta, o mar sobe, espécies se extinguem, os Iraquian…