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Mostrando postagens de Novembro, 2012

1 ano, 5 meses, 1 dia

Nessas semanas que antecedem a posse do Ministro Joaquim Barbosa, atual vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, como presidente da casa, eu comecei a vislumbrar a possibilidade de o Ministro assumir, interinamente que seja, a Presidência da República. Um presidente negro no Brasil.
A constituição prevê, em seu artigo 80, que “em caso de impedimento do Presidente e do Vice-Presidente, ou vacância dos respectivos cargos, serão sucessivamente chamados ao exercício da Presidência o Presidente da Câmara dos Deputados, o do Senado Federal e o do Supremo Tribunal Federal”.
Numa pesquisa rápida (ou aqui), tive uma surpresa. Não seria novidade. Entre 14 de Junho 1909 e 15 de Novembro de 1910 o Brasil foi governado por um mulato. Com o falecimento de Affonso Penna, assumiu seu vice, Nilo Procópio Peçanha.
A pesquisa também mostrou que a origem mestiça de Nilo Peçanha não passou incólume aos olhos da sociedade (e da imprensa) na época. Foi “ridicularizado na imprensa em charges e anedotas que …

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Mauritânia - Escravidão não abolida

Há alguns anos eu assisti uma reportagem sobre a escravidão num país africano. Mauritânia. Lembro que a aberração foi contextualizada culturalmente. Não exatamente para explicar a situação de tantos seres humanos subjugados por essa “prática” deplorável, mas talvez para não criminalizá-la (digo isso pelas repetidas citações da palavra “cultura” e suas variações). E realmente confusa essa relação, por vezes paradigmática, contraditória, entre o que seria [aceitável e admissível] cultura e o que seria considerado crime, crueldade, desumanidade [logo, inaceitável e inadmissível].
Já disse aqui no TUIST e repito que, nesse espaço, eu lanço meus preconceitos, minhas verdades efêmeras, transitórias, algumas vezes minhas fraquezas, minhas dúvidas, minhas inseguranças. Mas também minha raiva, meus desconfortos, minhas agonias.
Assinei a Rider’s Digest durante alguns anos e a matéria que mais me marcou foi a história de Waris Dirie, modelo Somali (linda!) que contou em primeira pessoa o que pas…

A lei de acesso e a alternância no poder

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Terminou o segundo turno das eleições municipais. Em 2013, os mais de 5000 municípios brasileiros terão novos prefeitos e novos vereadores. Novos? Bem, em sua maioria, creio eu, dadas as muitas reeleições.
Finda a apuração, duas das muitas entrevistas com os recém-eleitos chamaram minha atenção. Numa delas, o candidato eleito disse que faria uma auditoria na cidade para descobrir o atual estado, digamos, das contas da prefeitura. Em outra, essa não de candidato eleito, o entrevistado (um ex-secretário de Saúde) comentou algo bastante relevante sobre a dificuldade de se manter uma política de saúde na cidade com uma rotatividade tão grande dos gestores da saúde pública. Essa segunda entrevista, assim como a primeira, no contexto das eleições e da eventual troca de prefeitos e vereadores.
Em ambos os casos a Lei 12.527 de 18 de Novembro de 2011 pode ser o remédio.

Não havendo preguiça política dos que pleiteiam os cargos de prefeito ou vereador – sejam eles da oposição ou da situação –…

Eu quero 100%!

Bem simbólica a atual "exigência" de 20% da velocidade de internet contratada (leia aqui, ou aqui). Pela norma da Anatel (aprovada um anos após a publicação), se pagamos por 1 mega (de megabit, não de megabyte... veja o glossário) por segundo, temos direito a um quinto (inevitável lembrar das aulas de história... a Lei do Quinto).
Poderíamos estender isso a outros direitos pouco exigidos, cobrados, defendidos. Será que temos direito a apenas: 20% de políticos honestos, 20% de promessas de campanha atendidas (podendo ser negociado), 20% de hospitais funcionando, 20% de saneamento, 20% de escolas de qualidade... e por aí vai.
Exigimos pouco, temos pouco.
Eu quero 100% do que tenho direito, pois me é exigido 100% do meu dever.