Postagens

Mostrando postagens de Novembro, 2008
Imagem
Machado de Assis
Dois excelentes episódios sobre o grande poeta, romancista, dramaturgo, contista, jornalista e teatrólogo, considerado um dos maiores escritores do Brasil, exibidos no programa GNews Documento (da GloboNews) e disponibilizados na internet.
O cronista e seu tempo(14/09/2008) O início da vida intelectual e literária do Rio de Janeiro do século XIX, por Machado de Assis. Um retrato da época pelo olhar oblíquo das crônicas, romances e contos do autor.
O romancista e sua escrita(21/09/2008) Sem sair do Rio de Janeiro, era o escritor mais internacional do Brasil no século 19. Vamos percorrer os caminhos literários de Machado de Assis, e saborear o fino estilo do bruxo das palavras.
Biografia de Machado de Assis - Fonte: ABL
Imagem
Doações aos desalojados em Santa Catarina

A Defesa Civil de Santa Catarina abriu as contas abaixo para receber doações.

Banco do Brasil – Agência 3582-3 -Conta Corrente 80.000-7 Besc – Agência 068-0 - Conta Corrente 80.000-0 BRADESCO S/A - 237 Agência 0348-4 - Conta Corrente 160.000-1
Em nome da pessoa jurídica Fundo Estadual da Defesa Civil, CNPJ - 04.426.883/0001-57. O órgão informa que todo dinheiro arrecado será utilizado para compra de mantimentos para os desalojados.
Peço que confirmem as informações no site da instituição: Defesa Civil - Santa Catarina.
Imagem
Membro da mais alta corte


Eis o retrato de uma triste herança de Fernando Henrique e que está sendo muito bem aproveitada pela corja corrupta que atualmente ocupa os mais altos postos do poder público.
O jurista Dalmo Dallari avisou já em 2002. Previu o que estamos vendo.
"Se essa indicação vier a ser aprovada pelo Senado, não há exagero em afirmar que estarão correndo sério risco a proteção dos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a própria normalidade constitucional."
Leiam transcrição de artigo publicado na Folha de São Paulo em 8 de Maio de 2002. Parece que não adiantou muito. Gilmar Mendes conseguiu o posto e hoje preside a mais alta corte.
Recentemente li outro artigo, este de Leando Fortes, originalmente publicado na revista CartaCapital em de 19 de novembro de 2008, e reproduzido no Blog do Mimo, onde temos um histórico mais amplo dessa personalidade. Nos rincões dos Mendes - Em sua terra natal, o presidente do STF e a família agem como coronéis.
Imagem
Consciência nossa de cada dia

Será que a cada semana da consciência negra será a mesma ladainha reducionista? A mesma exteriorização do pensamento estreito? Refletindo sobre tudo isso, escrevo esta postagem.

Dia 20 de novembro não escrevi sobre o tema (mas indiquei um livro do Ipea). Pensei em escrever, mas depois desisti. Era chover no molhado. Li poucas reportagens, algumas não totalmente, pelo mesmo motivo. Resolvi exercer meu direito à não-leitura (leiam post anterior).

Observei, ouvi, assisti, senti, refleti. Chego à conclusão que o dia, para muitas pessoas, vale nada mais que um feriado e que, para a maioria, é algo confuso, constrangedor, estranho. Para alguns é até ridículo.

Vejam a confusão que se cria na sociedade quando alguns deputados se juntam para... criar confusão. Só pode ser essa a intenção dos que aprovaram um projeto, considerado por muitos como mal redigido (e confuso); e às pressas para que ficasse simbólico tê-lo aprovado no Dia da Consciência Negra. O projeto de le…
A não-leitura

Jose Ribamar Bessa Freire. Este é seu nome. Na universidade era simplemente Bessa. Com certeza foram as melhores aulas durante a graduação. Aulas no sentido amplo da palavra. Tive esse privilégio. Nos links aí ao lado eu indico seu site, o Taqui Pra Ti. Uma de suas mais recentes crônicas versa sobre a leitura, ou a não-leitura. Me identifiquei e indico.

(...) O filósofo alemão Schopenhauer escreveu no século XIX que livro ruim é veneno intelectual, que estraga o espírito. Livros ruins, escritos apenas com o objetivo de gerar dinheiro, além de inúteis, são prejudiciais, porque para ler um livro bom, a condição é não ler o ruim, já que a vida é curta, e o tempo e a energia são escassos. Quem vive para ler, perde a capacidade de pensar por conta própria, como quem sempre anda a cavalo acaba esquecendo como se anda a pé. "Leram até ficar estúpidos" – diz o filósofo, para quem a leitura, sem a não-leitura, paralisa o espírito, da mesma forma que o excesso de alimento …
Imagem
As políticas públicas...

... e a desigualdade racial no Brasil 120 anos após a abolição. O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) lançou hoje um livro onde apresenta estudos sobres diversos aspectos da questão racial no Brasil.

Cap 1. Inicia com um enfoque histórico que analisa a formação do mercado de trabalho brasileiro à luz do passado escravista e da transição para o trabalho livre.
Cap 2. Sobre a discriminação racial e a ideologia do branqueamento que ganham força, sobretudo a partir da abolição.
Cap 3. Trata do tema racial tendo em vista as diferentes abordagens do estudo da questão da mobilidade social, proporcionando um rico quadro da trajetória dos estudos sobre o assunto.
Cap 4 e 5. Tratam dos dados mais recentes sobre as desigualdades raciais, extraídos da Pnad: um sobre os aspectos demográficos outro sobre os diferencias de renda.
Cap 6. Analisa as políticas públicas de combate à desigualdade racial no Brasil seus limites e abrangência.
Cap 7. São apresentadas algumas co…
Qual é a tua obra?
A ética é quase que uma obrigação do ser humano no seu relacionamento com a sociedade. Ouçam essa entrevista de Mário Sérgio Cortella para a CBN. Foi concedida em 26 de abril de 2008 para o Programa Mundo Corporativo e, embora tenha o foco nos negócios, como sempre Cortella dá uma aula sobre muito mais.

Qual É a Tua Obra ? - Inquietações Propositivas Sobre Ética , Liderança e Gestãoé o título que o professor e filósofo lançou em 2007 pela Editora Vozes.
Ética, Negócios, Trabalho, Filosofia, Vida. "só é um bom ensinante quem também for um bom aprendente".


O Brasil na África e a África no Brasil

A história da escravidão é algo definitivamente complexo. Dentro do fenômeno escravidão que assolou o país durante praticamente três séculos e deixou suas marcas, existem várias histórias. A triste matéria é rica demais e durante décadas teve sua versão minimizada, não por falta de conhecimento dos fatos, estes estavam lá.

Mas a historiografia de hoje não é a mesma de ontem. Novas abordagens, novos olhares sobre velhos documentos, a crítica às fontes, nos permitiram conhecer detalhes de algo antes posto como linear, regular, uniforme.

Autores como Pierre Verger, João José Reis, Alberto da Costa e Silva, Robert Slenes, Keila Grinberg, Manolo Florentino, Flávio dos Santos Gomes e tantos outros, nos dão um panorama do intricado período.

Num ano de tantas efemérides e na semana em que se comemora [trazer à memória, lembrar, recordar] a morte de Zumbi dos Palmares (cuja história sua e do Quilombo que comandou também passa por revisão com base em novos es…
Imagem
A crise mundial
World crisis


Neste sábado, líderes das nações economicamente mais poderosas do mundo, além daquelas ditas economias emergentes, participam de uma reunião para discutir a crise econômica que atinge vários países.

This saturday, leaders of world most economically powerful nations, and these emerging economies, participate in a meeting to discuss the economic crisis afflicting many countries.

Crise que começa no setor financeiro, diminuindo o lucro dos ricos e preocupando governos. Os EUA já engedraram um pacotão para ajudar os coitados. Aqui no Brasil, o Luiz da Silva faz o mesmo. Fico pensando: será que ele se imaginava fazendo o jogo que tanto criticou?

Crisis that began in the financial market, reducing the profits of the rich and while governments. The U.S. has launched an economic package to help the "Poor". Here in Brazil, Luiz da Silva did the same. I wonder if he imagined doing something he always criticized.

O fato é que parece ter havido uma união mundial e…
Imagem
Uma fabulosa animação.

Imagem
Histórico, sim. E para todos!

Minha postagem sobre a vitória de Barack Hussein Obama nas eleições presidenciais estadunidenses foi, reconheço, sem aprofundamento. Fiquei, sim, contente pelo simbolismo que o fato representa. Ciente de que, por outro lado, mudanças drásticas e esperadas na política que a todos afeta podem demorar.

Mas o que tenho eu com o que ocorre nos EUA? Por que não cuido da minha vida, busco e comemoro minhas (do país em que nasci e vivo) vitórias?

Essas indagações foram geradas após ver um comentário recebido para a postagem citada, quando afirmo ser histórico o desfecho eleitoral estadunidense. O leitor diz “Histórico pra eles, vamos deixar de comemorar as vitorias dos outros e buscar as nossas...”. Agradeço, como sempre, os comentários e a oportunidade para expor o que penso, o que sinto, enfim, para trocar uma idéia sobre tudo.

Nascido e criado em Mesquita (Baixada Fluminense, RJ) há alguns anos, trabalhando e vivendo boa parte do dia na cidade do Rio de Janeiro, p…
Imagem
5 de Novembro de 2008Um dia histórico!
A postagem a seguir começou a surgir após a leitura do artigo How we fuel Africa's bloodiest war (Como abastecemos - ou alimentamos, ou estimulamos, ou financiamos - a mais sangrenta guerra da África) de Johann Hari no The Independent. Li ontem o artigo publicado um dia antes e uma coisa me intrigou, além do título, é claro: o coltan. Uma das conclusões a que cheguei foi que minha ligação com o continente africano não se dá simplesmente na origem, na história, no sangue. Meu modo de vida, os recursos de que disponho e que acabam se tornando banais, também me ligam àqueles do outro lado do Atlântico e de uma maneira que não imaginava. A propósito, você também está ligado a tudo isso.
Vamos conversar

- Alô! É "do Congo"?
- Sim. Quem fala? - Aqui é o Alex, do Brasil. Tudo bem por aí? - Oi Alex. Sinceramente não está nada bem, e há muito tempo. - Ainda em guerra? - Sim. Parece interminável. Somos milhões, e todos sofremos muito. - Por aqui não se fala muito. Parece que se trata de m…
Imagem
© JONATHAN SHAPIRO. 23-5-2008

Zapiro (sempre uma grande charge). Clique aqui para ver outras.

SEPPIR, aí complica!

Hoje li uma “matéria” (entre aspas, em protesto pelo tom usado no referido texto de O Globo) sobre a proposta de criação de uma delegacia especial de crimes étnico-raciais pela SEPPIR. Assim como o autor do texto no jornal, eu não concordo com esse projeto da secretaria. Aliás, uma secretaria assim como outras desse governo (e herdadas de governo anterior), que tem se mostrado inútil.

Polêmica já se esperava de um órgão público criado para lidar com uma questão que a maioria finge que não existe. Mas tais polêmicas poderiam ser minimizadas com foco em ações que realmente impactassem a sociedade, de forma positiva, não resolvendo o “problema” (também entre aspas, pois, para uma parcela da população, não configura problema), mas contribuindo para diminuir seus sintomas.

Pelo que li no site da instituição, uma das justificativas para a criação da tal delegacia seria a falta de preparo das atuais delegacias em lidar com queixas por racismo. É óbvio que o atual modelo de …