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Mostrando postagens de 2006
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PAZ

Mais um ano se vai, um ano intenso. Os acontecimentos para o país foram marcantes: desilusão no futebol, festa no vôlei, repetição nas urnas, terror nas metrópoles. Isso para citar alguns. Na faculdade foi tempo de descobertas, contestações, decepções e também alegrias, conquistas, aprendizado. Um retrato da vida. Fica a perspectiva de recuperar o “sonho de mudar o mundo”, sonho um tanto esquecido no meio acadêmico em face de questões imediatistas, pessoais.

Fazendo um balanço pessoal vejo que estou mais contestador, talvez devido a uma desesperança que sinto com relação a muitas coisas, praticamente um rabugento. Estou mais medroso também, pois não consigo me desligar de questões que estão a minha volta, nas ruas, na sociedade, no futuro que por vezes parece tão concreto. Estou um pouco mais confuso, pois não consigo seguir caminhos simples em momentos e situações que demandam simplicidade, serenidade, até mesmo um pouco de abstração. Logo, acho que piorei um pouquinho nesses 12 me…
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Primeiro, derruba-se o muro Em tempos de ataques a ônibus, delegacias, cabines de polícias e até centros culturais discute-se que esse desastre social estaria relacionado com uma espécie de concorrência entre o tráfico e as milícias. Bem, como vemos, nessa licitação pública o Estado ficou de fora. Acho que levaram a idéia de Estado Mínimo longe demais. E quando esse mesmo Estado quer se fazer Máximo faz uso de ferramentas políticas imediatistas e eleitoreiras. Quando não ao calor das emoções com os atos que vemos recentemente no Rio, e que já vimos em SP neste mesmo ano. A meu ver isso não dá certo. É um ciclo vicioso que demanda coragem e boa vontade para rompê-lo.

O professor Hélio Santos, em seu livro “Busca de um Caminho para o Brasil” fala do que essas políticas públicas improvisadas, ao sabor do jogo político, causam a médio e longo prazo. Hoje podemos dizer que o efeito negativo pode se apresentar num prazo muito curto. É o Brasil excluído gritando. Mesmo em países com políticas …
Grande dia!

Estou neste momento escutando a música 'Brasis' de Gabriel Moura. Uma letra fantástica para definir, ou melhor, para descrever nosso país. Fala da diversidade. E falando da diversidade, não devemos esquecer das adversidades, da discrepância, incoerências, desigualdades. São Brasis. Um deles, por exemplo, fica a mercê das escolhas do outro no que se refere a definição do salário mínimo. Já o outro Brasil se reuni (hoje) para decidir sobre o reajuste de seu salário máximo. Com a decisão do Supremo, a Câmara deverá se reunir hoje para votar o aumento dos salários dos parlamentares. Espero poder acompanhar essa importante decisão: aumento de cerca de 91%. Imaginem isso: os funcionários de uma empresa se reunem (só eles, sem os chefes) e votam sobre o aumento que deverão "se dar". Não é utopia. Isso existe num dos Brasis. Esses funcionários chegaram a negociar o fim de certos benefícios (como 14° e 15° salários) em favor do reajuste. Eles são muito legais! 14° sa…
Ética e Moral

Uma coisa que ‘ficou’ das aulas na Unirio é a questão da palavra e seu significado. “Recorram às palavras” era mais ou menos o que dizia o professor. O nome eu não citarei aqui, mas alguns já devem saber de quem se trata. Pois bem, pelo pouco que li sobre definições de ética e moral, vejo que ambas se referem a algo subjetivo, pessoal. A segunda seria o objeto de estudo da primeira, para os filósofos. Ambas, porém, relacionadas, até em sua etimologia, com comportamento, conduta, costumes.
Num verbete da Wikipédia, li que “Em filosofia, o comportamento ético é aquele que é considerado bom, e, sobre a bondade, os antigos diziam que: o que é bom para a leoa, não pode ser bom à gazela. E, o que é bom à gazela, fatalmente não será bom à leoa. Este é um dilema ético típico.”. E um dilema e tanto! Talvez pudéssemos relativisar esse dizer dos antigos, amenizando a relação leoa-gazela com um ‘nem sempre’. O fato é que se trocarmos leoa por deputado e gazela por povo, teremos um pou…
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A questão do acesso

Arquivisticamente falando… Quando ouço falar em acesso à informação (aos arquivos ou centros de informação), penso que a coisa fica um pouco limitada. Partimos do ponto que a informação deve estar organizada, que a instituição considerou os aspectos de preservação levando em conta o usuário de tal informação, as tecnologias de difusão, dentre outros ‘cuidados’, já que o usuário é um ser perigoso, destruidor e inconveniente. O acesso, em minha opinião, é mais amplo. Com todas as preocupações que bem sabemos, acaba-se por não considerar o aspecto humano na instituição. Pessoas despreparadas, sem conhecimento das atividades da instituição, de sua importância. É claro, a questão do preparo desses ‘colaboradores’ deveria ser observada pelos responsáveis pela instituição.
Já relatei em sala de aula minhas experiências no Arquivo Nacional, quando fui comprar algumas publicações. Isso foi antes do “grande concurso”. O despreparo da pessoa era impressionante. E não foi algo p…
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Já comprou seu porquinho de cerâmica?


Fernando Collor de Mello, Zélia Cardoso de Mello, Luiz Inácio Lula da Silva, Povo Brasileiro. O primeiro está de volta, a segunda está viajando, o terceiro ficará mais algum tempo e o quarto é aquele que talvez receba, novamente, uma trolha bem parecida com aquela que os dois primeiros proporcionaram.

A trolha do passado tinha um nome feio: confisco. A trolha atual tem um nome bonito, do tipo que atrai, sem assustar: Poupança Fraterna! (talvez essa venha com vaselina popular).

Talvez o carinha (deputadoNazareno Fonteles, PT-PI) tenha até boa intenção, mas acho que ele está viajando, ou fumou alguma coisa de péssima qualidade, ou bebeu como eu não beberia. Penso que, para cumprir parte do objetivo "nobre" dele, deveria haver uma mudança na mentalidade de seus colegas deputados. Pode ser que ele ainda não conheça o conceito de fraternidade.

O negócio é sério. Tem um pessoal aí, sem originalidade alguma, que está propondo uma nova versão do con…
Direitos humanos Não me sinto muito á vontade falando sobre a pena de morte. Não porque seja contra. Eu não sou. Mas é complicado, numa sociedade injusta, corrupta e hipócrita, falarmos em “fazer justiça” condenando alguém à morte. Outro dia estava lendo o caso da mulher que roubou manteiga e foi presa. A matéria comparava esse caso (de justiça, já que roubo é crime) com o político recém absolvido no escândalo das sanguessugas ou mensalão (sei lá, são tantos que já fiquei confuso). É de pirar, né?
Isso sem falar nos casos onde pessoas ficam presas durante meses ou anos, sem terem cometido crime algum. Já vi vários casos assim.
Mas o que dizer, ou melhor, o que fazer com os monstros que atearam fogo naquelas pessoas em Sampa? Acabei de ler que a criança, um menino de 5 anos, morreu há pouco no hospital. Essa é uma pergunta que poderia ser dirigida ao pessoal dos direitos humanos.
Casa de ferreiro, espeto de páu


Estava lendo umas matérias sobre a questão do Sistema Brasileiro de TV Digital e lembrei de uma visita técnica que fiz ao CEDOC/Funarte quanto estava fazendo um trabalho da faculdade. Numa conversa com a responsável pelo setor de biblioteca eu perguntei se o pessoal do CCPF/Funarte de alguma forma atuava nos acervos fotográficos do CEDOC. Bem, com minha falta de didática acabo por falar sobre muitas coisas diferentes para chegar numa única idéia, por isso, acho legal esclarecer pelo menos as siglas. CEDOC é o Centro de Documentação e Informação da Funarte (Fundação Nacional de Arte) e abriga um acervo variado e grandioso sobre a atividade artística e cultural do Brasil (incluindo aí um grande acervo fotográfico). Já o CCPF é o Centro de Conservação e Preservação Fotográfica da mesma instituição. Este último, por sua vez, é reconhecido internacionalmente por seu trabalho, indicado na sigla. Para minha surpresa (ou não), me foi dito que o CCPF não tinha atu…
Muhammad Yunus Hoje assisti, no Globo Rural, uma reportagem sobre uma fazenda no Ceará que se diferencia das convencionais basicamente por trabalhar com o que eles chamam de Agricultura Biodinâmica. A reportagem vocês poderão ler clicando aqui, mas uma das coisas que me chamou atenção foi o impacto social direto e indireto que negócio trouxe. Sim, é um negócio, e dos bons. Como poderão ver é uma multinacional americana, com faturamento mundial na casa dos bilhões. Mas voltando ao impacto social... Os empregados da fazenda recebem um tratamento infelizmente pouco praticado no Brasil, com salário, registro, segurança. Vinculam-se ao programa de alfabetização, na própria fazenda. Podem agora ter um padrão de vida que não imaginavam ter. Tudo isso se refletiu numa mudança naquela região, além de contribuir para algo pouco valorizado: o aumento da auto-estima daquelas pessoas. Vocês devem se perguntar qual a relação disso com o título dessa postagem. A resposta é simples: a relação é a mudan…
O Rio de Janeiro continua lindo apesar: Dos eventos nas linhas coloridas da cidade Das enchentes em algumas localidades, principalmente na Baixada Das centenas de pessoas que dormem pelas ruas Da violência que cada vez mais reflete a postura do Estado (de Direito) que temos Dos atrasos nas obras do PAN que comprometem o esperado evento Das praias sujas Das lagoas sujas .... É tanta coisa! Mas será que ... ... com o evento envolvendo a digníssima ministra, as autoridades começarão a tratar o problemas das linhas coloridas com mais responsabilidade? ... os eleitos pelo povo tomaram medidas preventivas de efeito duradouro e responsável de modo a preparar o Estado para as mudanças climáticas que estamos vendo (e contribuindo) e deixar de lado intervenções eleitoreiras? ... o Estado e a sociedade perceberão a necessidade de quebrar o ciclo vicioso atual, onde a falta de atenção com uma parcela da sociedade faz com que, mas cedo ou mais tarde, essa camada se torne motivo de "muita tensão" par…
E assim termina mais um período!

Com todos os problemas e dificuldades, creio que foi proveitoso. Aprendemos mais um pouco, de uma maneira ou de outra. Ficou a lição de que os eventos em Arquivologia necessitam ser melhor elaborados. Até o futebol foi comprometido. A única coisa que desceu redondo foi a cerveja. Se pensarmos bem, o tempo é curto, cada semestre passando bem rápido. Devemos aproveitar, e para isso é necessário organização, responsabilidade. Saindo um pouquinho do futebol, evento Arquivístico de maior prestígio, lembro da Jornada Arquivística. Creio que o momento não foi muito aproveitado, mais uma vez por falta de organização, talvez até de bom senso dos organizadores. Fui em ambos os dias. Um com muita choradeira tomando tempo precioso (e raro) para discursões e apresentações de maior relevância. O outro um tanto curioso. Tá certo, no Brasil existem poucos cursos de Arquivologia. Mas qual foi a razão de convidarem o Historiador (de uma Universidade que possui curso de Ar…