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Mostrando postagens de Fevereiro, 2008
Apartheid, after 14 years

The recent events at Free State University demonstrated that racism is still very alive in South Africa. The segregation system was officially end in 1994, but these 14 years were not enough to heal the wounds. The video showing white students humiliating black staff members of the university was shocking. But it was not the only one that made us think about the real situation of racial relations in SA. There was a recent case of murder when a white man entered an informal settlement in Skielik and opened fire on residents, killing four, including two children (one of 10 yo, the other was a 3-month little baby). Not forgetting the case of a Forum for Black Journalist, when a white journalist was forced to leave.

Those cases confirmed that injures were not cured yet. It demands time and, of course, good will and humanity.

I hope this case could be solved soon with the offenders brought to justice. I also pray that this case do not seriously damage the post-aparth…
Another song of freedom

So, won't you help me sing? And free your mind!

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Favela fabulous
É o título da matéria de Alice O'Keeffe no New Statesman. Fala do AfroReggae e sua atuação nas comunidades de Vigário Geral e Parada de Lucas. Mais importância, fala do impacto que a iniciativa teve e tem na vida de muitas pessoas que encontraram um caminho na música, nas artes. O grupo não se restringe à favela, mas tem lá seu principal objetivo: mostrar outro caminho.A matéria, que cita facções criminosas do Rio e a polícia "notoriamente" corrupta, mostra um AfroReggae consciente de que vivemos num mundo capitalista e que não parou no tempo. Hoje é uma marca apreciada por muitas grandes empresas, mas que não se deixa escolher, escolhe.
O obituário de um queniano

"Eu os amava, meus compatriotas. Eu os amava sem pensar na linhagem de seus pais. Eu amava o Quênia. Mas olhem o que este país fez em mim: sodomizou meu senso de humanidade e meu orgulho". Simiyu Barasa

Após ler um texto de Benedicto Ferri de Barros, intitulado “Poder e tragédia no Quênia”, publicado na versão on-line do Diário do Comércio, fui à busca de dois textos que ele cita. O primeiro deles foi publicado na Veja de 20/02/2008, por Roberto Pompeu de Toledo, no qual o autor faz referência ao segundo texto, este do queniano Simiyu Barasa e com o título "O obituário de Simiyu Barasa".
O texto deveria ser lido na ONU. Deveria ser veiculado pelo governo queniano. Deveria estar disponível a todos aqueles que habitam o país palco de um dos episódios mais tristes da história recente. Triste e irracional. Não análise acadêmico-jornalística, é um relato, cheio de sentimento, emoção.
Barasa, jovem de vinte e poucos anos, é um escritor, roteirista d…
O trote, a esmola e o alcoolismo

Época de início das atividades acadêmicas. Calouros e veteranos se encontram. O processo de iniciação pede o famoso trote. É uma experiência única e de suma importância, com impacto no decorrer da graduação (e da vida). Permite, ou deveria permitir a integração do aluno ingressante com os que lá estão. Conhecimento do ambiente universitário e suas possibilidades, tais como xerox, biblioteca, laboratórios, secretarias, departamentos, diretório acadêmico... Enfim, onde e como conseguir o quê.

Mas o que se vê são trotes repetitivos e já esperados, com alunos pintados nas ruas passando pela experiência de pedir dinheiro. A esmola que muitas vezes é negada aos pedintes originais, de Janeiro à Dezembro, é dada (ou negada, mas com risos amistosos), à elite do país (*) duas vezes ao ano, no primeiro e segundo semestres.

(*) Ser universitário num país onde existem tantos analfabetos, tantos que passam fome, é para poucos.

Passei pelo trote. Porém, no dia da saída p…
África, te une!


África, meu antepassado fundamental, te une para o bem de nosso povo.
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Leite ou Biocombustível

Já era previsto. Produzir para fazer um carro se mover parece ser mais vantajoso que produzir para alimentar um ser humano. A lógica é a do mercado. Humanismo, consciência, amor ao próximo, nada. É preciso pagar as contas. É preciso lucrar, e cada vez mais. É preciso comprar um carro novo. E abastecê-lo. Aquecimento global? Tudo bem. O carro tem ar-condicionado, e tudo movido com o santo Biocombustível.
É fato. Na Namíbia, a demanda por Biocombustível fez subir o preço do leite. É que a matéria-prima para a fabricação do óleo santo é a mesma usada para alimentar a vaca leiteira. Parece que não houve sequer um impasse. A opção foi feita.
O resultado foi uma alta nos preços da ração, em virtude da demanda para o Biocombustível e, com isso, o leite também encarece.
Fonte: New Era
Incoerência?! Equilíbrio de forças?

Eu vi o prato: lingüiças fritas, pedaços de aipim (mandioca) fritos, dois pastéis, dois figos em calda (?), e muitas outras guloseimas bem "leves". Prato alto, estilo morrinho ou "de peão". Pegou um pedaço de aipim frito mesmo antes de sentar. Pra quê perder tempo? Para beber, o garçom atento anotou o pedido: Coca Zero!!!
Às origens

Lembro-me do tempo de escola, quando tínhamos aqueles passeios básicos: fábrica da Coca-cola (onde se formavam consumidores), zoológico (não me lembro de ter ido), Quinta da Boa Vista, Jardim Botânico... Desses, só me recordo da fábrica. Hoje optaria por outra: a da AMBEV. Os tempos são outros.
Tive essas lembranças ao ler uma matéria na revista Ebony sobre o passeio que alunos da KIPP Ways Academy, uma escola pública (ou seria mais adequado dizer, colégio gratuito) de Atlanta, fizeram. A escolha foi feita pelos próprios alunos. Em sua maioria, se não todos, afro-americanos, os alunos queriam (e foram) conhecer um país da África. O escolhido foi Gana. Angariaram a verba, foram presenteados com passagens áreas da Delta Airlines e lá foram. Tiveram contato com a cultura local, com parte da exuberante natureza (paisagens montanhosas, cachoeiras, rios), conheceram uma escola, fizeram passeios "radicais" (como atravessar uma ponte feita de cordas), inesquecíveis e emocio…
Às margens de um comentário

Vejam a encrenca que um comentário escrito às margens de um texto pode fazer. Num relatório do governo Inglês sobre a já desmistificada presença de armas de destruição em massa no Iraque, uma palavra foi escrita às margens: Israel.

Essa palavra foi escrita ao lado do parágrafo que dizia ser o Iraque o único país a desrespeitar audaciosamente as resoluções da ONU quanto ao uso de armas de destruição em massa. Por se tratar de um dos países mais protegidos e acobertados do mundo (vejam o post The Israel Lobby), como não poderia deixar de ser providenciaram para que tal anotação não viesse a público. Primeiro disseram que poderia prejudicar as relações entre o Reino Unido e Israel. Depois disseram que se tratava de informação sobre a segurança nacional. Usaram artigos distintos do Freedom of Information Act. Mas a própria lei de liberdade de informação possibilitou que o documento secreto pudesse ser lido pelo Guardian, jornal inglês.

Não houve objeção para outra…
Sami Al-Hajj

A propósito da última postagem, não podemos esquecer de Sami. De origem sudanesa, o repórter da Al Jazeera está preso em Guantánamo desde de 2001. Foi considerado "inimigo combatente" numa viagem à trabalho no Afeganistão, mesmo estando devidamente identificado e autorizado. O curto vídeo abaixo resume um pouco do caso. Há informações, divulgadas pela esposa, Asma Ismailov, de que Sami poderia ser liberdado em Março. Ele está muito doente, ficou diabético e desenvolveu problemas reumáticos, renais e cordiácos, além de hipertensão. Penso que se a intenção dos EUA é desenvolver o ódio, estão se saindo muito bem. Mais ódio, mais conflitos, mais desculpas para guerras, mais armas, que são fabricadas e compradas pelo governo estadunidense, e assim alguns enriquecem. Imagino o que pensam e sentem as crianças que tomam conhecimento desses fatos, ocorridos com seus conterrâneos, com amigos de seus pais, com seus entes queridos.

Mais sobre o caso de Sami al Hajj, clique a…
Sayed Pervez Kambaksh
Este é o nome de um estudante afegão de 23 anos, que foi preso ano passado acusado de blasfemar contra o Islã e condenado à morte. O crime que Sayed cometeu foi fazer download de um documento, um artigo, sobre o Islã e os direitos das mulheres de um site Iraniano. Logo foi questionado por seus próprios professores, que disseram terem sido informados por outros estudantes que o artigo teria sido escrito pelo próprio Sayed. Uma mentira. Os nomes dos estudantes não foram revelados, se é que existem.
Logo depois foi procurado pelo serviço de inteligência nacional do Afeganistão, que o prenderam por acessar o website. Ao protestar, disseram que era para sua própria segurança, pois corria o risco de ser assassinado. Seu caso foi amplamente divulgado pelo jornal britânico The Independent, que iniciou uma petição para pressionar o governo afegão no sentido de cancelar a execução de Sayed.
Dividindo a cela com assassinos, ladrões e terroristas, Sayed também foi agredido por…
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Falando nisso...

Já havia feito aqui uma "propaganda" do Google Books. Assim como também coloquei um post onde indicava o livro Histórias do Tio Jimbo, de Nei Lopes. Bem, combinando uma coisa e outra com o post anterior, verifiquei agora que já podemos ter acesso (mesmo que limitado) à obra literária do grande sambista-intelectual. E por que não começar com uma obra de referência, com direito a prefácio do professor Hélio Santos (este, autor de A busca de um caminho para o Brasil: a trilha do circulo vicioso)? É isto que temos em Enciclopédia da Diásporá Africana, disponível do Google Books.

Clique aqui e, na página que se abrirá, clique no botão [Pré-visualizar este livro]
Faraós negros

A tarefa é árdua, porém interessante, gostosa, reveladora. Estudar a história africana. Aquela em que o negro é protagonista. O que a Lei (10.639) hoje torna obrigatório deveria ser algo natural, mas, como é sabido, muitos foram os que trabalharam para que isso não viesse à tona.

O que a edição de fevereiro da National Geographic trouxe é só a ponta do iceberg. Novo? Não. Estudiosos afrocêntricos já falam sobre isso há muito tempo.

Indico. Faraós negros.
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Pobreza faz mal à saúde

Parece chover no molhado, mas é o que comprova uma pesquisa apresentada semana passada no encontro da AAAS (American Association for the Advancement of Science). A investigação, empreendida por diversas universidades estadunidenses foi resumida num artigo do Financial Times que inicia dizendo “Poverty in early childhood poisons the brain...”. Algo como “Pobreza na infância envenena o cérebro…”.

Para quem pensa que o país do Bush é uma maravilha, essa pesquisa e os artigos e comentários que desperta servem para desmistificar certas coisas. Existem pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza nos EUA. Vejam isso! O país que mais investe em guerra, gastando bilhões em armamento, em máquinas feitas com o objetivo principal de levar a morte e destruição (na realidade o objetivo principal é enriquecer alguns) e não para garantir a paz como é pregado, não conseguiu erradicar a pobreza de seu território.

Bem, mais voltando a pesquisa e ao artigo… A pesquisa diz que criança…
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9 anos O jornal venezuelano El Universal preparou uma análise dos nove anos de gestão do governo de Hugo Chavez. São abordadas diversas áreas, tais como, política interna e política externa, saúde, economia, educação e cultura. Uma economia que parece totalmente focada no Petróleo (item abundante naquele país) e políticas, ações, projetos e discursos carregados de orientação ideológica (em nome do projeto da Revolução Bolivariana) marcam um governo que entrará para a história. Para o bem ou para o mal. Clique aqui. Tudo em espanhol.
Perigo em Angola

Um jornal angolano publicou uma matéria sobre o elevado número de empresas de segurança naquele país. Seriam mais de 1500 das quais menos de 200 estariam legalizadas. O fato se agrava quando se percebe que essas empresas ilegais portam armamento pesado de guerra sem qualquer tipo de autorização para isso.

Angola é um dos países africanos que mais se desenvolveu nos últimos tempos. Isso em termos econômicos e de forma não abrangente uma vez que grande parte da população carece de condições básicas de vida. Assim como no Brasil, Angola desenvolve uma economia de mercado impulsionava por investimentos estrangeiros, pelo petróleo (pode se tornar líder no continente) e tem se destacado no mercado financeiro.

Como não poderia deixar de ser, isso faz com que os investidores estrangeiros e os ricos locais não se sintam seguros num país com tanta diferença social. Fazendo crescer, assim, o mercado de segurança privada. Além do armamento pesado, manuseado sem restrição aparente, e…
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Tiros: de cima para baixo, de baixo para cima

Muitas vezes as incursões da força policial em comunidades tem como conseqüência a morte de pessoas que, a principio, nada têm a ver com o crime. Entram para as estatísticas de morte por bala perdida. Embora agora percebe-se uma mudança, mesmo que tímida, as ditas operações policiais parecem ser as únicas vezes em que o Estado se faz presente nas favelas, nos morros. As imagens que passam na televisão mostram policiais atirando para cima. Algumas vezes até noto que, ao atirar, viram o rosto para o lado, como que não querendo ver o resultado. Atiram para onde acham que parte os tiros dos bandidos, razão de sua presença. Apontam para determinada direção e puxam o gatilho. Os bandidos, creio eu, fazem o mesmo. Apontam para baixo e puxam o gatilho de suas armas, muitas vezes, mais modernas e poderosas que a dos policiais. Mas têm uma vantagem: seus alvos usam uniformes e carros oficiais com a sirene no topo. É fácil identificar.

Ontem essa guerr…
Muito além do cidadão Kane

Um filme que, embora focando as organizações Globo e seu mais ilustre comandante, o já falecido Roberto Marinho, ilustra um pouco do que é o poder da mídia em nosso país. Este documentário, produzido pela britânica BBC há mais de 10 anos, continua proibido no Brasil. Artifícios jurídicos impetrados pela Rede Globo conseguiram essa proeza. Mas, graças à Internet, podemos saber porque esses fatos reunidos num trabalho de mais de 100 minutos, incomodaram tanto a grande organização.

Bentidas coisas que eu não sei

Aqui temos Mart'nália cantando "Benditas". Dela e da Zélia Duncan.



Benditas coisas que eu não sei Os lugares onde não fui Os gostos que não provei Meus verdes ainda não maduros Os espaços que ainda procuro Os amores que eu nunca encontrei Benditas coisas que não sejam benditas A vida é curta Mas enquanto dura Posso durante um minuto ou mais Te beijar pra sempre o amor não mente, Não mente jamais E desconhece do relógio o velho futuro O tempo escorre num piscar de olhos E dura muito além dos nossos sonhos mais puros Bom é não saber o quanto a vida dura Ou se estarei aqui na primavera futura Posso brincar de eternidade agora Sem culpa nenhuma
Thriller, 25 anos. Relembrando o passado

Realmente o tempo passa rápido. O aniversário de 25 anos do grande álbum da música pop, Thriller, de Michael Jackson, me faz lembrar a expectativa que tinha em assistir cada novo lançamento ao astro. Os zumbis do clip cujo título dá nome ao álbum, depois de passado o susto inicial sentido quando criança e cultivado pelos adultos (e outras crianças) presentes, deram lugar às brincadeiras. Lembro que colocava um dos braços para dentro da camisa e fica imitando o zumbi. Foram momentos interessantes. Nessa época a televisão, compartilhada por todos numa casa que abrigou dezenas, tinha imagem preta e branca e funcionava com fusíveis. Era preciso esperar algum tempo para que a imagem surgisse na tela, tempo para que os fusíveis esquentassem. A qualidade também dependia de um bom chumaço de Bombril na antena. Mas todos se divertiam. Eu com meu braço escondido, feliz, brincando.

Lembro também de outros clipes. Bad, Beat it, Billie Jean. Alguns anos mais …
Kenya, o Coelhinho e a Mídia

Até onde podemos confiar na mídia? Será que os veículos de comunicação se dão conta da responsabilidade que têm? Será que percebem seu papel na sociedade? Para esta última pergunta acho que a resposta é sim. E fica nítido que usam todo esse poder. Para o bem ou para o mau.

Os acontecimentos que vemos no Kenya (Quênia) desde o fim do ano passado, apesar de uma censura local, estão sendo cobertos pela mídia internacional. Os quenianos também fazem uso da Internet para transmitir ao mundo sua visão dos eventos. Mas, se pararmos para analisar como os meios de comunicação divulgam notícias, aqui no Brasil, por exemplo, sobre a situação do Kenya, notaremos que colocam em primeiro plano um dito conflito tribal, um choque entre etnias. A base das notícias é que se trata de violência étnica. Com isso, simplificam e desinformam. É manipulação política que tem a mídia irresponsável como ferramenta. O Professor David Anderson da Oxford University é um dos que criticam a…
Estética educacional

Havia uma linha estética. Não se mobilia uma casa de qualquer maneira. Tem linhas de estética para poder ter um conjunto harmonioso”. Está foi a declaração do Magnífico Reitor da Universidade de Brasília, Timothy Mulholland, sobre a decoração de um apartamento funcional no valor aproximado de R$ 500 mil. Para não fugir da linha estética foi preciso a aquisição de uma lixeira de cerca de R$ 1000.

Veja a lista dos nada básicos itens da decoração do apartamento. Com meus comentários, é claro:

Cadeiras, poltronas, mesa de centro, cabeceira da cama e banco - R$ 69.566
- Tirando algumas poucas salas que já vi e que parecem subsidiadas (direito na UERJ, por exemplo) essa grana daria para comprar carteiras que favorecessem o bem-estar do aluno.
Refrigerador, freezer, fogão, lava-louças, adega etc - R$ 31.150
- Adega?
Taças de vinho e copos de uísque - R$ 4.590
- Bem, é bom relaxar um pouco depois de um dia de trabalho árduo em prol da educação. E também justifica o lance da adeg…
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Algumas coisas

Faz tempo que não escrevo. Não ando muito inspirado atualmente. Hoje, por exemplo, é um dia especial. Um dia de lembranças fortes. Mas gostaria de tentar escrever algo. Estava assistindo ao Jornal Nacional e parece que as notícias, apesar de se renovarem de tempos em tempos, de certa forma continuam as mesmas.

Amazônia. Em tempos de preocupações globais com o aquecimento da Terra, a floresta Amazônica é tema freqüente. Afinal, o desmatamento aumentou ou teve seu ritmo reduzido? No fim da semana passada li uma reportagem num jornal estrangeiro (Viva a Internet!) sobre uma pesquisa com um tema já abordado aqui: o biocombustível. É, fizeram as contas e dizem que o etanol não é tão "verde" assim. A corrida para sua produção, inicialmente para que seja acrescido ao combustível fóssil numa dada porcentagem acaba por gerar ações inconseqüentes de desmatamento. Isso, somado ao desmatamento para extração de madeira, traz sérias conseqüências para todos.

A reportagem mostr…
Nosso empregado quer privacidade

Alguns de nossos empregados (que são tantos) receberam cartões de crédito para arcar com despesas extraordinárias e de valor baixo relativas aos serviços que nos prestam. Só que, sem controle e demonstrando falta de ética, começaram a usar tais cartões para comprar artigos de uso pessoal, alugar carros, viagens, etc. Nós, patrões, temos acesso às "faturas" dos cartões e pudemos verificar esses gastos absurdos. Nasce mais um escândalo.

Agora, nossos empregados que são muito unidos, estão pensando em nos tirar o acesso a tais faturas detalhadas. Dizem que é por questão de segurança. Fico pensando qual o tipo de segurança a que se referem. A história parece ficção, um absurdo total, mas é a realidade.

O governo federal considera acabar com a transparência dos gastos com os cartões corporativos. Um governo de caixa dois e muitos ministérios e secretarias especiais, quer ter mais privacidade em suas compras com o dinheiro do povo. Um retrocesso total…
Palavras, (pré)conceitos, erros

Como já esperado, a ministra pediu demissão. Tal pedido poderia ser mais digno se não viesse acompanhado das palavras que contribuirão para que sua imagem (na verdade não apenas a imagem dela) fique mais prejudicada. Li no O Globo Online e destaquei duas frases da coletiva em que anunciou sua saída.

- Se eu tivesse sido alertada do erro, eu teria corrigido antes, mas só fui alertada no momento atual.
- O país ainda é um país que enfrenta o preconceito e o racismo. E isso se denota em atitudes cotidianas. Eu não tenho mais nada a dizer sobre isso.

Com relação a primeira, um repórter perguntou se a ex-ministra "não tinha discernimento para saber o que é certo e o que é errado". A ótima pergunta ficou sem resposta. Usar um cartão de crédito corporativo (um bem público) para efetuar compras particulares em freeshop é errado, é um crime, que não pode ser atribuído a ninguém além de quem o cometeu. Assim como alugar um carro claramente para fins particu…
Um pedido

V. Ex.a, Ministra da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - SEPPIR, Matilde Ribeiro, caso ainda não tenha feito, peça demissão.

Motivo: V. Ex.a foi corrupta ao usar um bem público para fins privados.