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Mostrando postagens de Março, 2009
Quem tem medo do... Dentista?

Assistam o curta de animação The Dentist. Muito engraçado e um pouco... Bem, vejam vocês mesmos.

Péssimo exemplo

No início do mês eu escrevi uma postagem sobre a preservação de informação na web. O título era “Link perdido, acesso comprometido” baseado numa matéria que havia lido na Reuters. Basicamente tratava da questão dos links que muitas vezes são alterados ou mesmo eliminados, fazendo com que a informação que indicava se perca. Não que tenha sido apagada, pois pode estar armazenada em algum servidor. Mas como o link, a referência para sua localização, não está mais disponível, a informação também.

Hoje me lembrei de um vídeo, publicado no IHT, que queria postar no blog. Qual a minha surpresa quando, ao tentar acessar o endereço (havia copiado o link) entro na primeira página de uma nova publicação. Descobri que o IHT.com (International Herald Tribune) se fundiu ao NY Times. E o pior, pelo visto eles não estão considerando os links antigos (direcionamento automático é algo simples). Lamentável.

O impressionante é que ambos os sites, IHT.com e NY Times, usam links externos em su…
E por falar em preservação

Após a liberação, mesmo que parcial, dos arquivos da ditadura, perceberam quanta coisa está sendo noticiada? O jornal O Globo parece ter uma equipe no Arquivo Nacional, trabalhando em tempo integral, analisando os documentos liberados. A última reportagem relatou acusações ao falecido Leonel Brizola, feitas por órgãos de informação militares. Ainda existe muita coisa a ser trazida a público. Com certeza, após as matérias, livros serão escritos, interpretações feitas e refeitas. É a história sendo revisada.
Tudo estava em papel, e hoje pode ser consultado até via web.

Agora imaginem as informações acumuladas hoje por órgãos públicos, militares ou não, em meio digital. Considerando que muita coisa que acontece atrás das quatro paredes grossas do governo e/ou dos quartéis não chega ao nosso conhecimento, embora tenhamos um certo inciso XXXIII de um quinto artigo de uma certa Constituição, será possível, num futuro próximo, revisar a história-pra-boi-dormir que nos…
O que Dumas deixou, e ficou

Há algumas semanas li uma matéria no caderno Prosa&Verso, do jornal O Globo (publicado em 07/03/2009), sobre o lançamento do livro O Cavaleiro de Sainte-Hermine, de Alexandre Dumas. O texto conta um pouco do trabalho do pesquisador Claude Schopp que permitiu a publicação de um livro inédito, embora inacabado, de um escritor morto em 1870. Da descoberta de uma carta num arquivo francês, o despertar da curiosidade, à pesquisa com solicitação de microfilmes de jornais do ano de 1869, tudo culminando numa publicação robusta (são mais de 1000 páginas) que chega às livrarias brasileiras esse ano – na França e EUA foi em 2005 (ô atraso!).
Como arquivista de formação, o que me chamou atenção neste caso, me fazendo refletir, foi a preservação. Se a tal carta não tivesse sido conservada, não haveria livro. Isso nos leva a pensar nas novas tecnologias.
Imaginem um escritor importante nos dias atuais. Ele faz suas anotações no computador e se corresponde através do e-…
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Guerra, sem Vitória, no Caminho do boi

Há muito tempo comento aqui no TUIST (combinemos, TUIST = Trocando Uma Idéia Sobre Tudo) a questão das drogas e da violência. Às vezes penso estar sendo repetitivo, por vezes tenho certeza disso... A solução é apagar esse pensamento e simplesmente escrever.

Algo que ocupou os noticiários nesta semana foi o confronto entre policiais e traficantes - população no meio - na Zona Sul do Rio de Janeiro. Mais precisamente na Ladeira dos Tabajaras, em Copacabana. Armamento pesado; explosões; residências (apartamentos) sendo atingidas e exibidas na TV; "barracos" e casas na comunidade com certeza também sendo atingidos, embora sem a mesma visibilidade midiática; mortos; feridos; presos; assustados; horrorizados; indignados. Uma guerra!

Essa guerra, ao contrário do que se tem no Iraque, tem outra motivação que não aquele combustível fóssil. O que move a guerra tupiniquim são as drogas. Mas nossa guerra (estamos nessa) tem alguma coisa em comum com a…
Libertas Quæ Sera Tamen

Indico o artigo Samir Keedi publicado anteontem no Diário do Comércio. Com o título "Somos todos escravos" o professor Keedi resume fatos que comprovam a manutenção de um regime que pensava-se abolido num certo 13 de maio.
Em 13 de maio de 1888 tivemos a libertação dos escravos no Brasil. Essa, no entanto, não ocorreu efetivamente, mesmo transcorrido mais de um século. Nos últimos anos temos visto, de tempos em tempos, ações policiais nas quais o Estado liberta trabalhadores em regime de escravidão ou semi-escravidão, fato que gera muita indignação. Afinal, pergunta-se, como é possível que no século 21 ainda exista escravidão no Brasil? ...
Leiam na íntegra.
Darfur: Promessas Quebradas

Darfur. Milhares mortos. Milhões desalojados. Mulheres (e crianças) estupradas. Aldeias incendiadas. Fome. Cede. Condições insalubres para manutenção da vida. Mais mortes. "Mundo" "indignado" (ambas as palavras entre aspas propositadamente). É preciso intervir. Promessas. UNAMID, operação conjunta entre União Africana e ONU. A "força" de paz que deveria ter força, pelo reduzido contingente e outras razões, se torna fraca. UNAMID fraca perde a confiança da população, os poucos que tomaram conhecimento de sua existência.

O vídeo, produção do Politzer Center, mostra algumas dessas razões. A promessa é quebrada a partir do momento que a força simplesmente não pode ser forte. Enquanto isso, Bashir, canalha-mor cuja existência não interessa à humanidade, confirma, com suas atitudes, as acusações do Tribunal Penal Internacional.

Link perdido, acesso comprometido

Há alguns dias li uma matéria na Reuters intitulada "Buraco negro: como a Web devora a História". Trata de um tema ignorado por muitos e que, no entanto, a muitos afeta. Diz respeito às alterações de links e endereços sites na Internet, eliminação de páginas web ou mesmo supressão de conteúdo por questões técnicas ou não.

Ficamos muito animados quando uma informação está disponível on-line. Eu, pelo menos, fico. Um documento cujo original não é de fácil acesso, digamos, pela distância da instituição mantenedora; um artigo de jornal; vídeos; fotos... Basta digitar o endereço na web e temos a informação desejada. Mas, assim como nos foi fácil acessá-la, é fácil para outros comprometerem o acesso.

Esse problema ocorre todos os dias. Aqui no blog, por exemplo, vocês podem ver que incluo muitos links. Muitos, especialmente os mais antigos (o blog tem pouco mais de dois anos) já não estão ativos, ou melhor, já não direcionam para a informação pretend…
Lindas... Mulheres... Africanas!

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Arquivistas, cresçamos!

De vez em quando, eu recebo uns comunicados de associações de profissionais de Arquivologia. Duas delas eu tenho certeza que não assinei, mas como as mensagens chegam num endereço de e-mail que não uso no cotidiano, acabo por manter a “assinatura”. Algumas dessas mensagens eu até leio (lembram do direito a não-leitura?). Como não atuo formalmente, embora tenha terminado a graduação, é importante saber o que está acontecendo.

Uma das mais recentes que recebi, eu li. O título me atraiu: “Repúdio a vídeos no YouTube”. Era um protesto contra dois vídeos postados naquela ferramenta que, segundo a matéria, “acabam por confundir os conceitos lecionados na formação arquivística, e principalmente, prejudicam a imagem dos Arquivistas que muito lutam para o desenvolvimento crescente da área no Brasil”. Assistam clicando aqui e aqui.

Os vídeos chegam a ser engraçados. E me fazem perceber que existem poucas piadas de arquivista. Alguém conhece alguma? Piadas de profissões algu…
Dia Internacional da Mulher
Foi com muita luta que elas conseguiram iniciar esta caminhada. Digo iniciar, pois penso que ainda há muito por ser conquistado de fato. Legislação, políticas públicas, bons exemplos, até aqui não foram suficientes para que a mulher realmente conquiste espaço na sociedade, de forma respeitosa, igualitária e humana. Logo, a caminhada continua.

O Dia Internacional da Mulher surgiu, segundo versões, desta mesma luta. Exigindo melhores salários, melhores condições de trabalho, igualdade de direitos, como o voto, elas se uniram em protesto numa sociedade machista do século XIX e que até nossos dias continua machista, preconceituosa.

Nos momentos difíceis que tenho em família (e têm sido muitos), sempre peço a recordação de duas mulheres que simbolizam a força em minha história familiar. Minha avó materna, Iracema, morta num trágico acidente, e minha tia-avó materna, Perpétua, que considerava (e ainda considero) uma de minhas mães, também falecida, em minha opini…
Martin XObama

Na semana da posse do primeiro presidente negro dos EUA, o Arquivo N, da GloboNews, exibiu um programa especial com uma rápida aula da trajetória dos direitos civis naquele país. Barack Obama representa hoje um resultado - parcial, pois creio que muitas coisas ainda estão por ser conquistadas e ajustadas - da luta e força dos que vieram antes, tais como Malcolm X, Martin Luther King Jr., e outros.

Os comentário ficam por conta do professor Samuel Roberts, do Departamento de História da Columbia University, que é especialista em história do período pós-emancipação dos movimentos sociais afro-americanos.

Hibernei? O que está acontecendo?

Num texto que postei há quase dois anos, fiz as seguintes indagações: "Numa eventual descriminalização de drogas como maconha e cocaína, quem fabricará? A FioCruz, Bayer, Glaxo, Pfizer?? Quem comercializará? Quem determinará os preços? Onde serão adquiridas as matérias-primas para a produção? Quem ganhará com tudo isso?"

Parece que essa questão de legal ou ilegal, libera ou não libera, já virou coisa do passado. Hoje simplesmente não se discute mais, pelo menos não abertamente e com a profundidade, responsabilidade e seriedade necessárias. O que ocorre abertamente é a venda, o consumo. Não sou nenhum puritano. Das drogas do mercado, consumi e consumo somente uma, e lícita: o álcool. Ok, eu assisto telenovelas, mas isso não vem ao caso. Também não incluo medicamentos, que só uso em último caso, como toda pessoa avessa a tratamento/consulta médica (ninguém é perfeito!)

O fato é que sempre minimizam o assunto, reduzindo-o até que se transforme em …
A robótica na Fazenda

Se tem um programa que gosto na TV, é o Globo Rural. Da TV aberta é um dos poucos com qualidade (na maioria das vezes), pelo menos em minha opinião. Lembro de ter utilizado uma das reportagens (uma sobre rotação de culturas) num trabalho escolar... há uns 16 anos quando cursava o primeiro ano do segundo grau (ensino médio). O horário nem sempre é atrativo para a maioria. Eu mesmo, que aproveito o Domingo para dormir até mais tarde, o que nem sempre acontece, e saio cedo para trabalhar durante a semana. Agora com a Internet fica mais fácil.

Mas chega de comercial e vamos ao ponto. Hoje assisti uma reportagem que me impressionou. É sobre a utilização da tecnologia dos robôs numa pequena propriedade rural dos EUA, para ordenha das vacas. Vejam só!