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Mostrando postagens de Outubro, 2011

Escrever é preciso, Viver não é preciso

Ultimamente – e mais uma vez – tenho sentido uma imensa dificuldade em me expressar de forma escrita, de “alimentar” esse espaço com meus pensamentos. Concatenar tudo que se passa nessa mente conturbada é complicado. E, se Bukowski disse que “essas palavras me protegem da mais completa loucura”, então esses hiatos, esses silêncios, essa minha incapacidade crônica em transfazer idéias em letras, contribuem para uma insanidade corrosiva. Isso porque essas tais palavras, mais do que compartilhadas, precisam ser expulsas daquele que escreve em busca [também] de certa normalidade psíquica, mental, emocional. Escrever é, pois, catarse.
Se a vida é matéria para a escrita, essa última tem insumo farto. Disso não há dúvida. Vivemos com relativa dificuldade ou relativa simplicidade. Vivemos muito, vivemos pouco. Vivemos de forma plena e intensa, vivemos de forma restrita e esmorecida. Vivemos com muito, vivemos com pouco. Vivemos buscando conhecer, vivemos buscando ignorar. Acertamos, erramos.…

Royalties. Não vi, mas quero

Royalties

"Royalties são uma compensação financeira devida ao Estado pelas empresas concessionárias produtoras de petróleo e gás natural no território brasileiro e são distribuídos aos estados, municípios, ao Comando da Marinha, ao Ministério da Ciência e Tecnologia e ao Fundo Especial administrado pelo Ministério da Fazenda, que repassa aos estados e municípios de acordo com os critérios definidos em legislação específica." Fonte: ANP
 Um dos temas mais comentados atualmente diz respeito a questão dos Royalties (PLS 448/11). O que mais ouço são críticas à distribuição dessa "compensação financeira" a municípios e estados não-produtores e que não são afetados pela produção. A crítica à mudança, acho eu, é válida. 
Mas igualmente válida, e que não tenho visto, seria uma discussão sobre o que se faz hoje com esse dinheiro. Eu, por exemplo, não sabia que minha cidade natal recebia essa compensação. Essa surpresa se transforma em certa revolta ao refletir sobre a s…