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Mostrando postagens de 2014

Sim, eu sou capaz

Por vezes penso não ser capaz de amar.
Até que minha mãe surge nessa equação que é a vida.
E o resultado então se apresenta de forma simples e clara.
E é único, e invariável, e exato, e inteiro e infinito:
É AMOR

Tyrone | Playing For Change | Live Outside Series

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Que tal um pouco de música? Hoje e sempre!

Eu, um passageiro no A72077

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Linha 143, Central-Gávea (via Jóquei/Praia do Flamengo), antiga linha 158. Sinceramente não sei em que a mudança de números nos ajuda. Mas os planejadores de tudo isso devem ter suas razões, talvez até científicas (sic), para tais mudanças. Bem, identificada a linha, início esta sessão de postagens tipo desabafo-manifestação-protesto contra falta de humanidade, profissionalismo, consciência, respeito, noção, limites... dos motoristas de ônibus, cobradores e, claro, as empresas de ônibus. Não deixarei de lado os passageiros que se mostrem merecedores de minhas críticas (positivas ou não). E, como a maioria de minhas viagens é no trajeto casa-trabalho-casa, deverei me referir/ater a algumas das “43 empresas que operam no sistema de transporte coletivo na cidade do Rio de Janeiro”, integrantes dos quatro consórcios representados pelo Rio Ônibus. A propósito, os “maravilhosos” contratos de concessão assinados em 2010 têm duração de 20 anos e "será prorrogado" por mais 20 anos! …

The Touré-Raichel Collective - Le Niger (LIVE)

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Uma questão de perspectiva - A matter of perspective

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Proteja-se, refugie-se, aconchegue-se... leia

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Estudar

"Nada lhe posso dar que já não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens, além daquele que há em sua própria alma. Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo."
Herman Hesse

Feliz Dia das Crianças

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Feliz Dia das Crianças!! Paz, saúde, alegria, muitas brincadeiras, diversão, carinho, respeito e, claro, um Futuro. 
© Richard Smith/CORBIS

Evolução da mesa de trabalho - 1980 - 2014

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Homo tecnologicus

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Um artigo publicado ontem no El Pais reflete sobre a dependência cada vez maior que temos da tecnologia. O texto, Hacia el ‘homo technologicus’, que apresenta a obra de Nicolas Carr sobre o assunto, me fez lembrar de uma história que ouvi há uns 15 anos.
Quando atuava como técnico de telecomunicações, prestei serviço para Docenave, companhia de navegação da Vale do Rio Doce. Um dos comandantes da frota tinha uma prática muito interessante durante as viagens. Segundo ele, nos períodos de calmaria, geralmente à noite, reunia parte da tripulação no passadiço para uma aula de navegação com o uso do sextante (instrumento utilizado para calcular o posicionamento global na navegação estimada). Ele dizia que não podiam ficar tão dependentes dos equipamentos tecnológicos, principalmente nas viagens de longo curso (aquelas para Ásia, por exemplo).
Acho que ainda não nos demos conta da problemática envolvendo o que Carr chama de complacência automatizada.

Train de vie (TREM DA VIDA) 1998 - Completo Legendado Português

Reafirmação da mentira vs conhecimento da verdade

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Por favor, não digam que sou normal

Racismos brasileiros

No Brasil, além do racismo velado, temos o racismo embalado e o térmico. Um, feito "no embalo da torcida"; outro, "no calor do momento".

Para ela, qualquer um serve

Em tempos de eleição, quando muitos estão refletindo e analisando em quem votar, seja para presidente, seja para governador ou deputado na esfera estadual e federal, algumas coisas nos (me) fazem refletir.
Estava eu hoje na Avenida Rio Branco, no Centro do Rio, aguardando o ônibus para o retorno ao lar após mais um dia de trabalho. Eu e muitas pessoas. Com a implantação dos corredores exclusivos para ônibus, chamados BRS, em algumas regiões, com ali no Centro, existem pontos específicos para cada grupo de ônibus. Eu utilizo o BRS1 e, por isso, estava ali aguardando ônibus desse grupo.
Havia uma senhora que possivelmente não estava acostumada com essa reestruturação na logística do transporte público do Rio. Seu destino: Copacabana. São vários os ônibus que a atenderiam. Porém, vale lembrar que Copacabana é uma região onde também foi implantado o sistema BRS. Logo, pontos certos de parada.
Ela abordou um desses veículos e perguntou ao motorista se ele “poderia parar” na esquina de det…

Na cacunda de meu pai

Sou um saudosista incorrigível. Com a consciência de que o tempo passa para todos. O mundo de ontem só existe em minhas memórias. Risos e lágrimas. Lembranças doces e amargas. As mais antigas delas são do primeiro tipo. Lembro-me de estar no colo de minha mãe, recebendo os sons do mundo através de seu peito, no ritmo de seu coração. E lembro-me também de estar na cacunda de meu pai, sentido sua barba e seu cabelo, tenho a certeza de estar num local seguro, vendo a grandiosidade do mundo lá de cima. Lá se vão mais de três décadas.
Os sons do mundo não são mais filtrados pelo peito de minha mãe. E o ritmo com que chegam nada lembra a cadência das batidas de seu coração. A aspereza não é mais a da barba de meu pai. E parece não haver mais local seguro num mundo que se mostra cada vez mais mesquinho e pequeno. O tempo passa.
Ontem eu tive a alegria de reencontrar uma pessoa que fez parte de minha infância. Uma vizinha que se mostrou tão genuinamente feliz ao me rever quanto eu ao revê-la…

Os Fantásticos Livros Voadores do Sr. Morris Lessmore

Minha família

Quem disse não nos conhece

♥ E quem disse que não rimos
♥ E quem disse que não choramos
♥ E quem disse que não choramos de rir
♥ E quem disse que não rimos após o pranto

♥ E quem disse que não nos abraçamos
♥ E quem disse que não brigamos
♥ E quem disse que não abraçamos uma briga
♥ E quem disse que não brigamos por um abraço

♥ E quem disse que não nos amamos
♥ E quem disse que não vivemos
♥ E quem disse que não amamos viver
♥ E quem disse que não vivemos amando

♥ E quem disse que não festejamos
♥ E quem disse que não dançamos
♥ E quem disse que não nos lembramos

♥ E quem disse que não velamos
♥ E quem disse que não rezamos
♥ E quem disse que disso não lembramos

♥ Disso tudo que é a vida
♥ Quem em família... rimos
♥ E choramos
♥ E abraçamos
♥ E brigamos
♥ E amamos
♥ E vivemos
♥ E festejamos
♥ E dançamos
♥ E velamos
♥ E rezamos
♥ E nos lembramos
♥ Disso tudo que é a vida ♥


♥ Dedicado a minha família

Obstáculos anti-maravilha

É uma aventura, por vezes perigosa, andar pelas ruas do Centro do Rio de Janeiro.
Temos de desviar de buracos, nas calçadas malcuidadas, desniveladas e construídas porcamente. Rasgadas pela proposta de progresso que tenta se implantar sem a devida ordem.
Temos de desviar do esgoto que aflora das entranhas velhas da cidade, construída para suportar uma pequena parte do que hoje é lançado em seu agonizante e desatualizado sistema.

Temos de desviar de obras, algumas que parecem intermináveis, outras que surgem no pacote das promessas para os eventos tão aguardados.
Temos de desviar do trânsito, cada vez mais caótico e que muda a cada realocação de cones e posicionamento dos tantos auxiliares desinformados que ali estão. Despreparados, mal treinados, mas empregados, cumprem uma carga horária para empresas terceirizadas, contratadas pelos nossos prestimosos governantes em tenebrosas transações.
Temos de desviar dos vendedores ambulantes, que tomam conta das calçadas, armazenando e vendendo to…

Incomodo.doc - racismos, preconceitos, blábláblás e confusões

Mais uma vez esse assunto. Talvez, quem sabe, um dia isso vire tema exclusivamente dos livros de história, iguais aos que jazem empoeirados nos velhos sebos. Por enquanto, infelizmente, faz parte do cotidiano de muitos. Alguns percebem, outros não. Algumas vezes ganha repercussão, com grande estardalhaço, pitadas de sensacionalismo, a turma dos “movimentos”, a galera do “deixa disso”, capas de jornais e revistas, reportagens especiais, blábláblá… até que surge algo mais “quente” e bola pra frente, vamu-qui-vamu, vira a página. Mas o assunto continua. Em outro lugar, com outro alguém.
Há muito tempo que não escrevo. Já escrevi sobre esses “hiatos”, sobre esse negócio de “não escrever”. Não vou me alongar nessas explicações. Hoje, porém, depois de alguns tweets, vejo um arquivo na área de trabalho. O nome: Incomodo.doc. O conteúdo tem quatro linhas:
Incomodo*      Elevador         Zona sul             Racismo
(*) por isso o nome do arquivo, atribuído automaticamente e aceito~
O arquivo da…

'Eu, não, meu senhor'

"Não há exemplos na História de se ter conquistado a segurança pela covardia." Léon Blum
Transcrevo abaixo (parte de) um texto do professor José de Souza Martins, publicado ontem no Estadão a respeito da barbárie, aplaudida por alguns, ocorrida no Aterro do Flamengo, Rio de Janeiro.
Era de noite. Foi no Flamengo. Trinta marmanjos chegaram em 15 motos. Os quatro adolescentes caminhavam para Copacabana, "para tomar um banho de mar". "Era (um) fortão e tinha um magrinho. O magrinho já chegou jogando a moto em cima. Vou matar! Vou matar os quatro!" A moto e a enturmação fizeram o magrinho ficar fortão e valente. O magrinho foi acusando: "Bando de ladrão, fica roubando bicicleta dos outros". Três dos garotos conseguiram fugir. O menino de 15 anos, não. Nenhum deles estava de bicicleta. Desde quando seus antepassados foram trazidos da África, empilhados em navios negreiros, para serem vendidos no Valongo depois de estirados na praia para destravar o co…