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Mostrando postagens de 2008
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Machado de Assis
Dois excelentes episódios sobre o grande poeta, romancista, dramaturgo, contista, jornalista e teatrólogo, considerado um dos maiores escritores do Brasil, exibidos no programa GNews Documento (da GloboNews) e disponibilizados na internet.
O cronista e seu tempo(14/09/2008) O início da vida intelectual e literária do Rio de Janeiro do século XIX, por Machado de Assis. Um retrato da época pelo olhar oblíquo das crônicas, romances e contos do autor.
O romancista e sua escrita(21/09/2008) Sem sair do Rio de Janeiro, era o escritor mais internacional do Brasil no século 19. Vamos percorrer os caminhos literários de Machado de Assis, e saborear o fino estilo do bruxo das palavras.
Biografia de Machado de Assis - Fonte: ABL
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Doações aos desalojados em Santa Catarina

A Defesa Civil de Santa Catarina abriu as contas abaixo para receber doações.

Banco do Brasil – Agência 3582-3 -Conta Corrente 80.000-7 Besc – Agência 068-0 - Conta Corrente 80.000-0 BRADESCO S/A - 237 Agência 0348-4 - Conta Corrente 160.000-1
Em nome da pessoa jurídica Fundo Estadual da Defesa Civil, CNPJ - 04.426.883/0001-57. O órgão informa que todo dinheiro arrecado será utilizado para compra de mantimentos para os desalojados.
Peço que confirmem as informações no site da instituição: Defesa Civil - Santa Catarina.
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Membro da mais alta corte


Eis o retrato de uma triste herança de Fernando Henrique e que está sendo muito bem aproveitada pela corja corrupta que atualmente ocupa os mais altos postos do poder público.
O jurista Dalmo Dallari avisou já em 2002. Previu o que estamos vendo.
"Se essa indicação vier a ser aprovada pelo Senado, não há exagero em afirmar que estarão correndo sério risco a proteção dos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a própria normalidade constitucional."
Leiam transcrição de artigo publicado na Folha de São Paulo em 8 de Maio de 2002. Parece que não adiantou muito. Gilmar Mendes conseguiu o posto e hoje preside a mais alta corte.
Recentemente li outro artigo, este de Leando Fortes, originalmente publicado na revista CartaCapital em de 19 de novembro de 2008, e reproduzido no Blog do Mimo, onde temos um histórico mais amplo dessa personalidade. Nos rincões dos Mendes - Em sua terra natal, o presidente do STF e a família agem como coronéis.
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Consciência nossa de cada dia

Será que a cada semana da consciência negra será a mesma ladainha reducionista? A mesma exteriorização do pensamento estreito? Refletindo sobre tudo isso, escrevo esta postagem.

Dia 20 de novembro não escrevi sobre o tema (mas indiquei um livro do Ipea). Pensei em escrever, mas depois desisti. Era chover no molhado. Li poucas reportagens, algumas não totalmente, pelo mesmo motivo. Resolvi exercer meu direito à não-leitura (leiam post anterior).

Observei, ouvi, assisti, senti, refleti. Chego à conclusão que o dia, para muitas pessoas, vale nada mais que um feriado e que, para a maioria, é algo confuso, constrangedor, estranho. Para alguns é até ridículo.

Vejam a confusão que se cria na sociedade quando alguns deputados se juntam para... criar confusão. Só pode ser essa a intenção dos que aprovaram um projeto, considerado por muitos como mal redigido (e confuso); e às pressas para que ficasse simbólico tê-lo aprovado no Dia da Consciência Negra. O projeto de le…
A não-leitura

Jose Ribamar Bessa Freire. Este é seu nome. Na universidade era simplemente Bessa. Com certeza foram as melhores aulas durante a graduação. Aulas no sentido amplo da palavra. Tive esse privilégio. Nos links aí ao lado eu indico seu site, o Taqui Pra Ti. Uma de suas mais recentes crônicas versa sobre a leitura, ou a não-leitura. Me identifiquei e indico.

(...) O filósofo alemão Schopenhauer escreveu no século XIX que livro ruim é veneno intelectual, que estraga o espírito. Livros ruins, escritos apenas com o objetivo de gerar dinheiro, além de inúteis, são prejudiciais, porque para ler um livro bom, a condição é não ler o ruim, já que a vida é curta, e o tempo e a energia são escassos. Quem vive para ler, perde a capacidade de pensar por conta própria, como quem sempre anda a cavalo acaba esquecendo como se anda a pé. "Leram até ficar estúpidos" – diz o filósofo, para quem a leitura, sem a não-leitura, paralisa o espírito, da mesma forma que o excesso de alimento …
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As políticas públicas...

... e a desigualdade racial no Brasil 120 anos após a abolição. O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) lançou hoje um livro onde apresenta estudos sobres diversos aspectos da questão racial no Brasil.

Cap 1. Inicia com um enfoque histórico que analisa a formação do mercado de trabalho brasileiro à luz do passado escravista e da transição para o trabalho livre.
Cap 2. Sobre a discriminação racial e a ideologia do branqueamento que ganham força, sobretudo a partir da abolição.
Cap 3. Trata do tema racial tendo em vista as diferentes abordagens do estudo da questão da mobilidade social, proporcionando um rico quadro da trajetória dos estudos sobre o assunto.
Cap 4 e 5. Tratam dos dados mais recentes sobre as desigualdades raciais, extraídos da Pnad: um sobre os aspectos demográficos outro sobre os diferencias de renda.
Cap 6. Analisa as políticas públicas de combate à desigualdade racial no Brasil seus limites e abrangência.
Cap 7. São apresentadas algumas co…
Qual é a tua obra?
A ética é quase que uma obrigação do ser humano no seu relacionamento com a sociedade. Ouçam essa entrevista de Mário Sérgio Cortella para a CBN. Foi concedida em 26 de abril de 2008 para o Programa Mundo Corporativo e, embora tenha o foco nos negócios, como sempre Cortella dá uma aula sobre muito mais.

Qual É a Tua Obra ? - Inquietações Propositivas Sobre Ética , Liderança e Gestãoé o título que o professor e filósofo lançou em 2007 pela Editora Vozes.
Ética, Negócios, Trabalho, Filosofia, Vida. "só é um bom ensinante quem também for um bom aprendente".


O Brasil na África e a África no Brasil

A história da escravidão é algo definitivamente complexo. Dentro do fenômeno escravidão que assolou o país durante praticamente três séculos e deixou suas marcas, existem várias histórias. A triste matéria é rica demais e durante décadas teve sua versão minimizada, não por falta de conhecimento dos fatos, estes estavam lá.

Mas a historiografia de hoje não é a mesma de ontem. Novas abordagens, novos olhares sobre velhos documentos, a crítica às fontes, nos permitiram conhecer detalhes de algo antes posto como linear, regular, uniforme.

Autores como Pierre Verger, João José Reis, Alberto da Costa e Silva, Robert Slenes, Keila Grinberg, Manolo Florentino, Flávio dos Santos Gomes e tantos outros, nos dão um panorama do intricado período.

Num ano de tantas efemérides e na semana em que se comemora [trazer à memória, lembrar, recordar] a morte de Zumbi dos Palmares (cuja história sua e do Quilombo que comandou também passa por revisão com base em novos es…
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A crise mundial
World crisis


Neste sábado, líderes das nações economicamente mais poderosas do mundo, além daquelas ditas economias emergentes, participam de uma reunião para discutir a crise econômica que atinge vários países.

This saturday, leaders of world most economically powerful nations, and these emerging economies, participate in a meeting to discuss the economic crisis afflicting many countries.

Crise que começa no setor financeiro, diminuindo o lucro dos ricos e preocupando governos. Os EUA já engedraram um pacotão para ajudar os coitados. Aqui no Brasil, o Luiz da Silva faz o mesmo. Fico pensando: será que ele se imaginava fazendo o jogo que tanto criticou?

Crisis that began in the financial market, reducing the profits of the rich and while governments. The U.S. has launched an economic package to help the "Poor". Here in Brazil, Luiz da Silva did the same. I wonder if he imagined doing something he always criticized.

O fato é que parece ter havido uma união mundial e…
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Uma fabulosa animação.

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Histórico, sim. E para todos!

Minha postagem sobre a vitória de Barack Hussein Obama nas eleições presidenciais estadunidenses foi, reconheço, sem aprofundamento. Fiquei, sim, contente pelo simbolismo que o fato representa. Ciente de que, por outro lado, mudanças drásticas e esperadas na política que a todos afeta podem demorar.

Mas o que tenho eu com o que ocorre nos EUA? Por que não cuido da minha vida, busco e comemoro minhas (do país em que nasci e vivo) vitórias?

Essas indagações foram geradas após ver um comentário recebido para a postagem citada, quando afirmo ser histórico o desfecho eleitoral estadunidense. O leitor diz “Histórico pra eles, vamos deixar de comemorar as vitorias dos outros e buscar as nossas...”. Agradeço, como sempre, os comentários e a oportunidade para expor o que penso, o que sinto, enfim, para trocar uma idéia sobre tudo.

Nascido e criado em Mesquita (Baixada Fluminense, RJ) há alguns anos, trabalhando e vivendo boa parte do dia na cidade do Rio de Janeiro, p…
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5 de Novembro de 2008Um dia histórico!
A postagem a seguir começou a surgir após a leitura do artigo How we fuel Africa's bloodiest war (Como abastecemos - ou alimentamos, ou estimulamos, ou financiamos - a mais sangrenta guerra da África) de Johann Hari no The Independent. Li ontem o artigo publicado um dia antes e uma coisa me intrigou, além do título, é claro: o coltan. Uma das conclusões a que cheguei foi que minha ligação com o continente africano não se dá simplesmente na origem, na história, no sangue. Meu modo de vida, os recursos de que disponho e que acabam se tornando banais, também me ligam àqueles do outro lado do Atlântico e de uma maneira que não imaginava. A propósito, você também está ligado a tudo isso.
Vamos conversar

- Alô! É "do Congo"?
- Sim. Quem fala? - Aqui é o Alex, do Brasil. Tudo bem por aí? - Oi Alex. Sinceramente não está nada bem, e há muito tempo. - Ainda em guerra? - Sim. Parece interminável. Somos milhões, e todos sofremos muito. - Por aqui não se fala muito. Parece que se trata de m…
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© JONATHAN SHAPIRO. 23-5-2008

Zapiro (sempre uma grande charge). Clique aqui para ver outras.

SEPPIR, aí complica!

Hoje li uma “matéria” (entre aspas, em protesto pelo tom usado no referido texto de O Globo) sobre a proposta de criação de uma delegacia especial de crimes étnico-raciais pela SEPPIR. Assim como o autor do texto no jornal, eu não concordo com esse projeto da secretaria. Aliás, uma secretaria assim como outras desse governo (e herdadas de governo anterior), que tem se mostrado inútil.

Polêmica já se esperava de um órgão público criado para lidar com uma questão que a maioria finge que não existe. Mas tais polêmicas poderiam ser minimizadas com foco em ações que realmente impactassem a sociedade, de forma positiva, não resolvendo o “problema” (também entre aspas, pois, para uma parcela da população, não configura problema), mas contribuindo para diminuir seus sintomas.

Pelo que li no site da instituição, uma das justificativas para a criação da tal delegacia seria a falta de preparo das atuais delegacias em lidar com queixas por racismo. É óbvio que o atual modelo de …
Momento musical ...
Monumental, fenomenal, momento Cartola (3ª parte)
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Torturador no Congresso estadunidense (?)

O Bush, como já é sabido, não tem mais jeito. Continua com sua mentalidade estreita. O McCain, depois de passar tanto tempo como prisioneiro de guerra, sendo torturado (aquele bracinho tem história), não mostra repúdio ao mal que sofreu, uma vez que parece não se opor a esse tipo de crime. Sarah Palin, a distinta senhora vice-candidata, já deixou claro que vai quebrar geral e arrebentar com tudo.

Querendo juntar-se ao trio acima, está o Coronel Allen West, que comandou uma unidade militar estadunidense em Bagdá, no Iraque. Lá, o milico torturou Yehiya Hamoodi, um policial iraquiano com o qual estava trabalhando. West se baseou num boato, mentiroso como se verificou, de que Yehiya era um rebelde. Esse rumou bastou para que West conduzisse um processo de tortura onde qualquer ser humano confessaria qualquer coisa. E foi o que ocorreu, Yehiya falou nomes, os primeiros que vieram a sua mente. Afinal, o que você faria se tivesse uma arma apontada par…
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O começo de algo

Por vezes, as construções irregulares só ganham importância após já estarem estabelecidas. Prédios construídos sem planejamento e desconsiderando questões de engenharia ou legalidade do empreendimento, casas em terrenos impróprios para edificações e, mais perceptível na cidade (Rio de Janeiro) as “comunidades” que vão surgindo onde antes havia floresta ou um espaço favorável.

Quando as autoridades decidem tomar conhecimento, já está tudo pronto, os imóveis ocupados, famílias estabelecidas, vivendo sua vida do jeito que vida dá.

É o momento das enxurradas de propostas para solucionar o grave problema que parece ter surgido de um dia para o outro. Espaço aberto para políticos aproveitadores, que usam o momento para estabelecer seu curral eleitoral (“vida de gado, povo marcado, povo feliz...”). Vale notar que tais ocupações contam com infra-estrutura (água, energia elétrica, etc.). Tudo simplesmente surgindo, do nada, de forma irregular (furto de água, energia e ligações cl…
Momento musical...
...Especial, antológico, sublime, espetacular, histórico, emocionante... momento Cartola. Assistam o especial em homenagem ao centenário de Angenor de Oliveira, o Cartola.

Parte I



Parte II
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O show tem que continuar

E o batuque silencia, o samba fica um pouco mais triste, os duetos se desencontram, os solos perdem um pouco da emoção...

... Mas iremos achar o tom
Um acorde com um lindo som
E fazer com que fique bom
Outra vez, o nosso cantar
E a gente vai ser feliz
Olha nós outra vez no ar
O Show Tem Que Continuar...



Valeu Luiz Carlos da Vila






1949 - 2008
A/n/a/l/i/s/a/n/d/o
Deve ser complicado ter de defender um assassino. Sempre me surpreendo quando, após crimes hediondos, surgem advogados (de todos os níveis de qualificação e com a verborragia de sempre) realizando seu ofício. Não foi diferente no caso recente da adolescente morta em São Paulo. A advogada deu algumas declarações ao site G1. Destaco o seguinte: “Ele é primário, tem bons antecedentes, tem emprego”, onde mostra que deverá pedir o relaxamento da prisão. Analisemos:
1 - Ele é primário (?) - Bem, se fizermos uma análise temporal do crime que durou praticamente uma semana, e considerando seu desfecho - o assassinato - como o crime que o levou a prisão, podemos concluir que no passado ele cometeu um crime e algum tempo depois, outro mais grave. Logo, não o considero primário.
2 - "tem bons antecendentes" (?) - O mesmo raciocínio acima leva a crer que não. Ele já havia mantido pessoas em cárcere privado, abusou (pscicologicamente que seja) de duas menores de idade, am…
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A ausência ameaça a PAZ

“Primeiramente lhe desejo paz...”. Assim começo um texto escrito há alguns anos e que teve sua versão final publicada aqui no blog por ocasião do momento mais difícil e mais triste que já vivi.

Esse momento ocorreu há exatamente um ano, um dia para se esquecer, mas que se torna inesquecível. A violência, que na maioria das vezes nos chega através dos noticiários, como cenas de um filme hollywoodiano (pelas conversas e opiniões que ouço, dá impressão que as pessoas – me incluo aqui – começam a “tratar” dessas questões como ficção) vitimou um ente querido, atingindo, pois, toda minha família. Trágico, triste, absurdo, inesperado, bruto, desumano... violento.

Hoje um colega de trabalho comentou de forma natural (pelo menos assim soou): “mataram o Arthur Sendas”. Assassinato, tiro na cabeça, 20 de Outubro. Três coincidências. A tristeza da família, bem entendo. A violência, é algo difícil de entender. A não ser como um tipo de ausência, como já comentei aqui no blog, …
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Edifício D. João, um dos símbolos do abandono
Outro dia estava eu aguardando a van na Praça Mauá e olhando para um edifício antigo e muito bonito que ali fica. Há tempos admiro o prédio, tanto por sua beleza como por seu estado de degradação e abandono. Não pude deixar de pensar que combinava com o entorno, a praça abandonada e servindo de moradia para muitos que ali fazem suas necessidades, acendem fogueiras, dormem e estendem suas roupas para secar; é também palco de prostitutas, exploradores, marginais, bêbados e camelôs do pior tipo (furtam energia elétrica, jogam e queimam lixo no mesmo espaço que ocupam irregularmente). Tudo isso sob o olhar do Estado que ali se faz presente de várias formas (temos o prédio das Polícias Civil e Federal, e rondas de Guardas Municipais e da Polícia Miliar). Além disso temos o Porto onde desembarcam passageiros dos grandes transatlânticos com turistas que recebem tais imagens (e o cheiro e a insegurança) ao chegarem à Cidade Maravilhosa. Claro, há o…
Alguma coisa está fora da ordem

Mais especificamente no processo eleitoral que estamos vivendo no Rio de Janeiro. Um presidente da República posando ao lado de candidatos já é algo complicado de aceitar. A razão é simples: falta de isenção na relação entre as esferas da administração pública. Neste caso, a Federal e a Municipal (e Estadual também). Mas a forma como essa relação íntima está se revelando na campanha do candidato Eduardo Paes parece passar dos limites do aceitável. Esqueçam a isenção. Ética, moral... duvidem. Legalidade? É, para alguns a coisa é legal, maneira, bacana. Nada haver com o sentido jurídico da palavra. A campanha mostra o Luiz da Silva ao lado do governador que mostrou a que veio e do candidato á prefeitura da cidade do Rio de Janeiro. A mensagem: quem está com o presidente está bem na fita, receberá apoio, os projetos se concretizarão mais facilmente; já quem está contra....
Nojento, repugnante, inacreditável, criminoso. Digamos que o candidato que oxalá ganhe…
Faz tempo...

Há muito tempo não escrevo. Penso que tenha sido o maior “hiato” desde a criação do Trocando Uma Idéia Sobre Tudo. Não existe uma razão ou motivo específico. Talvez certo cansaço após a conclusão da monografia. Talvez o cansaço físico e psicológico da nova jornada iniciada em Maio, mas que começou de fato há dois meses e que parece estar em seu ápice. Talvez um desânimo com acontecimentos e notícias. O fato é que continuo aqui. As reflexões, as críticas, os desabafos, as alegrias, a poesia, a música e Tudo o mais continuam, embora nem sempre externados em palavras a serem compartilhadas nesta ferramenta.

E, para ir com calma neste reinicio, farei uso de uma estratégia que já usei aqui: tópicos ou itens sobre assuntos diversos que gostaria de escrever. Mesmo que sejam poucas as palavras, servirá para aliviar esta mente atordoada!
Convido-os a leitura… E aos comentários
1) Um passo dado, um ciclo quebrado

Quando ingressei na Universidade tinha consciência de que era protagonista de uma história inédita no âmbito familiar. E esse protagonismo é acompanhado de sentimento de esperança, de admiração, de expectativa, e também me coloca numa posição de exemplo a ser seguido. Um peso, que foi, é e será carregado com orgulho. E também uma responsabilidade.
Foram quatro anos de estudos, de novidades, com alegrias e algumas frustrações. Algumas amizades, muito coleguismo. O alicerce intelectual, que nasceu desgastado pelo fraco ensino formal de base, nos moldes da educação oficial do Estado (aquela que prega a ignorância, a desinformação, para continuar dominando), por vezes vacilou. Mas consegui, até de forma proveitosa e por vezes com destaque positivo, dar mais esse passo. E no dia 18 de Setembro de 2008, numa cerimônia simples e, pelo significado, grandiosa, colei grau, recebendo o título de Bacharel em Arquivologia pela Universidade Federal do Estado do Rio…
2) A monografia

Meu projeto de monografia inicial foi considerado, com muita propriedade, inexeqüível (apesar de uma ótima nota). Isso considerando não apenas o prazo, mas também o que demandaria de trabalho de campo e atenção de pessoas e órgãos nem sempre prestativos. Baseava-se numa pesquisa e análise do pensar e fazer arquivístico como ferramenta importante no exercício da democracia e desenvolvimento local. A região foco do estudo: Mesquita, cidade na qual me criei. Uma vez que meus pés foram trazidos de volta ao contato do solo, pelos conselhos e observações de alguém que aprendi a respeitar e a quem tenho muito a agradecer, Anna Carla (diretora da Escola de Arquivologia), pude ficar mais tranqüilo. Mais ainda quando ouvi algo que pensava (e só pensava), na forma de uma dica: falar sobre a empresa na qual trabalho. Com isso, o projeto por hora engavetado, foi substituído. O tema ficou sendo o setor de Segurança, Meio-ambiente e Saúde (SMS) da Petrobras Transportes S/A. Um estudo …
3) Eleições: minhas percepções

O exercício da cidadania, o acontecimento característico da democracia, se deu num ambiente poluído por aproveitadores, imbecis, inescrupulosos que consideram a totalidade da população como massa de manobra. O que se viu nas ruas e na televisão foi algo asqueroso, de dar nojo. A começar pelo presidente da República em campanha apoiando o atual prefeito de Duque de Caxias (que, aliás, teve o que merece nas urnas e deverá desocupar o cargo esse ano). Luiz da Silva, ao lado do prefeito daquela cidade, apresentou um novo hospital como se fosse um presente para o povo. Caramba! O que está acontecendo afinal? Em breve, os motoristas que pararem no sinal vermelho serão aplaudidos, uma vez que, embora estejam fazendo o que devem, será algo raro. É como presentear uma criança por esta passar de ano. O Hospital não é um favor ou presente. É nada mais que a obrigação do prefeito, zelar pela saúde da população. População essa que paga seus impostos e espera o mínimo.…
Samba no Céu

No início deste ano, um programa jornalístico matinal, o Bom Dia Brasil, me (nos) presenteou com um encontro memorável, histórico, emocionante e de extraordinária beleza. Uma espécie de antepasto para a festa maior, o Carnaval, a reportagem mais que especial com a qual nos brindou Marcos Uchôa e a equipe do programa, teve gosto de prato principal. Encontros de grandes bambas do Samba (e do Chorinho), num cenário incrivelmente bonito, com uma vista esplendida de um dos lugares mais belos do mundo. A reportagem foi veiculada em dois dias, mas poderia ter durado mais, bem mais. E seria pouco. Deu vontade de estar lá.

Quinta-feira, 31/01/2008
Os maiores sambistas do país se reúnem para falar sobre a história do samba e para rimar de improviso no Pão de Açúcar. Grandes nomes como Martinho da Vila e Beth Carvalho esbanjam talento




Sexta-feira, 01/02/2008
Na última reportagem da série do Bom Dia Brasil, veja a tradição que se renova. A roda de samba une a Velha e Nova Guarda em todos …
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Apenas um exemplo

Infelizmente não guardei o texto de reclamação. Foi digitado e enviado diretamente através site da companhia de água e ESGOTO do Rio de Janeiro. Basicamente solicitei providências para um vazamento, de esgoto in natura, que já durava mais de uma semana. Esgoto esse que seguia o caminho que deveria ser exclusivo das águas fluviais. Mesmo sem citar o número do prédio em frente ao qual ocorria o vazamento, indiquei o lugar de forma inequívoca (Rua Almirante Tamandaré, quase esquina com Praia do Flamengo...). Qualquer pessoa poderia localizar com exatidão, não apenas pela referência, mas também pelo cheiro e a visão do local (muitas vezes a força com que o vazamento ocorria lembrava um pequeno chafariz... de mer%&#$). Além disso, pela gravidade e localização, difilmente minha reclamação tenha sido a única. Além disso, não foi a primeira vez que o vazamento ocorre no mesmo lugar. Isso foi em 5 de setembro.
O texto, automático, de confirmação de recebimento da reclamação…
Alma Carioca - Um Choro de Menino
Um curta de Animação, dirigido por William Côgo que conta a história "de um menino que vive na zona portuária do Rio de Janeiro da década de 20 e testemunha o surgimento do Choro, quando encontra os grandes mestres pioneiros desse estilo puramente carioca". Também disponível no Porta Curtas.

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Hoje é dia do... Blog




Isso mesmo. Descobri agora. Dia 31 de Agosto é tido internacionalmente como o Dia do Blog, o BlogDay. Um dia para blogueiros, como este que vos escreve, postarem de forma a divulgar (e conhecer) outros blogs. A idéia é ótima. O interessante é que, por coincidência, estava aqui visitando alguns blogs de Angola e outros tantos que não visitava há algum tempo, e fazia tempo que não escrevia (estava terminando a monografia). Pois bem, abaixo listo alguns de blogs que costumo visitar. Convido a todos a visitarem os "colegas de ofício".


Pululu (Eugênio Almeida)

Minha Senzala (Árthemis e JotaCê Carranca)

Alto Hama (Orlando Castro)

Angola, Debates & Ideias (Gociante Patissa)

Liberal, Libertário, Libertino (Alex Castro)





Um clipe-desabafo

O clipe abaixo, pelo pouco que consegui de informações, traz uma música que foi proibida em Angola. Tirando os aspectos de violência de um lado e considerando a questão da censura de outro, resolvi publicar aqui. É um ponto de vista, uma postura (política), um pensamento. Consideramos todos.

A negação do Brasil

Os colegas da AldeiaGrio democratizaram, via Youtube, A Negação do Brasil, documentário de Joel Zito vencedor de prêmios como o Concurso Nacional de Projetos de Documentários do Ministério da Cultura em 1999 (Roteiro); Melhor Documentário, Melhor Pesquisa e Premio Quanta da Competição Brasileira do É TUDO VERDADE - 6º Festival Internacional de Documentários - 2001. SP-RJ; Troféu especial "Gilberto Freire de Cinema" e Troféu de "Melhor Roteiro de Documentário" do 5º Festival de Cinema do Recife - 2001. O livro de mesmo nome está disponível em parte no Google Books.
O documentário é uma viagem na história da telenovela no Brasil e particularmente uma análise do papel nelas atribuído aos atores negros, que sempre representam personagens mais estereotipados e negativos. Baseado em suas memórias e em fortes evidências de pesquisas, o diretor aponta as influências das telenovelas nos processos de identidade étnica dos afro-brasileiros e faz um manifes…
Anistia, Tortura, Hipocrisia e outras verdades

Embora não esteja tão antenado no assunto, sempre fiquei incomodado com esse acordão histórico feito entre os que um dia estiveram no poder e os que lutaram por uma mudança à época. Não posso dizer que de um lado estavam os militares, pois estaria generalizando, reduzindo a uma categoria os componentes de tal lado. Isso porque civis também estavam lá, participando, ativamente, na construção de algo hoje tão criticado (mas também defendido, por alguns). Também não poderia aqui dizer que os do outro lado eram de esquerda (expressão tão ambígua hoje e, talvez, sempre). Lá estavam estudantes, artistas, intelectuais, jornalistas, e outras tantas pessoas que, unidas ou em ações isoladas, tentaram combater o regime, lutando por direito quando só o dever interessava aos que no poder estavam. Crimes foram cometidos, de ambos os lados. Isso é fato.

Pensei, por que, quando se tem consciência dos fatos e a possibilidade de julgar os atos, faz-se silênc…
Isaac Hayes
Creio que a primeira vez que ouvi uma música de Isaac Hayes foi no filme Shaft, a versão estrela por Samuel L. Jackson. O "reencontro", alguns anos depois, foi no incrível Wattstax. Voz, presença de palco, imagem, força... uma figura marcante que deixou sua contribuição para música. Hayes morreu hoje, aos 65 anos.


Black man, born free
At least that's the way it's supposed to be
Chains that binds him are hard to see
Unless you take this walk with me

Place where he lives is God plenty of names
Slums, ghetto and black belt, they are one and the same
And I call it “Soulsville"

Any kind of job is hard to find
That means an increase in the welfare line
Crime rate is rising too
If you are hungry, what would you do?

Rent is two months past due and the building that's falling apart
Little boy needs a pair of shoes and this is only a part of Soulsville

Some of the brothers' got plenty of cash
Tricks on the corner, gonna see to that
Some like to smoke and some like to b…
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Por eleições limpas

A propósito da decisão do nosso Supremo Tribunal Federal em liberar a candidatura de pessoas que respondem a processo ou, no popular, que têm a ficha suja, gostaria de externar meu descontentamento. Estando tudo no âmbito jurídico, ora, por que então não julgam e decidem se fulano é ou não inocente e, com isso, apto a assumir cargo público? Por que então, na dúvida e seguindo o nobre princípio da presunção de inocência, permitem que determinadas pessoas assumam postos em prefeituras, governos estaduais e federais para, depois, apresentarem mais uma brecha jurídica ou usarem da técnica hermenêutica tão característica para, numa interpretação que soa viciada, manter o indivíduo, mesmo com culpa provada ou indiciada, no cargo?

Vejo nisso uma triste leniência com um mal que a Corte maior deveria, com seu poder e sua competência, combater.

Um detalhe me veio à mente quando do início desta discussão com o propósito de saber se é ou não permitida a impugnação de candidatura …
Somente em casos excepcionais

Excepcional: Em que há, ou que constitui exceção; Exceção: 1. Ato ou efeito de excetuar. 2. Desvio da regra geral. 3.Aquilo que se exclui da regra. (Dicionário Aurélio)

Considerando a totalidade dos brasileiros, temos que a maior parte, a grande maioria não é rica, não transita livremente pelos corredores do poder (o "público" é o lugar onde menos se pode, logo esse "poder" soa como uma ironia cruel), não tem conta bancária no exterior, não tem isso, não tem aquilo. Está é a maioria. Por outro lado temos uma minoria, bem pequena (de abrangência e de caráter) que, feita uma comparação numérica com a primeira, poderíamos dizer que, em termos de população brasileira, configuraria como um desvio da regra geral, uma exceção. Logo, esses casos excepcionais não seriam tão excepcionais assim. Mas, vamos lá.

Para "respeitar os princípios fundamentais estabelecidos na Constituição Cidadã" (sic) juntaram-se os representantes da elite e res…
Um sorriso valioso
Em minhas "andanças" pela internet há alguns meses me deparei com um poema em vídeo-montagem sobre o sorriso das mulheres negras. O título: Black Woman's Smile, escrito por Ty Gray El, que também narra o poema. Achei bonito, com imagens fortes e uma cadência interessante. Não encontrei tradução para o português e, por isso, hoje resolvi fazer uma. Um pouquinho de Google Translate (bom, mas burro), dicionário inglês-português a mão, dicionário de sinônimos WordWeb que uso há anos a postos, pesquisas e mais pesquisas na web e consegui o resultado que publico aqui. Notem que o poema faz uso de eventos históricos ocorridos nos EUA, cabendo alguns esclarecimentos entre parênteses. Mas com o resultado acho que foi possível ver o objetivo, compreender o poema.



A Black Woman’s Smile by Ty Gray-EL (Tradução de Alex Amaral)
Sabe o quanto você precisa ser forte para fazer uma mulher negra sorrir?
Você tem alguma ideia do que essa realização significa?
Ela suportou o pe…