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Mostrando postagens de Agosto, 2009
Recordações
Porto Seguro, Arraial D'Ajuda, Trancoso (BA - Maio/2009)


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O resultado da Catequização
Comendo a bola de fogo. Clique na imagem para saber um pouco mais sobre o Acarajé.
três vidas, dois nós, uma mão

ele estava lá, parado, aguardando seu ônibus. elas vieram. a mais velha, de máscara, aparência frágil, convalescente, puxava um carrinho de feira. mas ela não tinha ido às compras. no lugar de legumes, frutas e verduras... latas amassadas. muitas latas. algumas caíram. as companias, mais novas, suas filhas (?), muito parecidas, talvez gêmeas, cabelos desfeitos, roupas sujas, ar cansado. tarefa difícil para crianças. teriam ido à escola naquele dia? teriam brincado? teriam sido crianças? não tinham 10 anos, por certo, talvez 7, um pouco mais, um pouco menos. a mulher precisava da ajuda, daquelas quatro pequeninas mãos. era uma tarefa para cinco mãos. isso. a mulher tinha apenas um braço. uma cena difícil. ele refletiu sobre o que considerava dificuldades de vida. as quatro pequeninas mãos recolheram as latas tão amassadas quanto suas vidas, quanto a vida de tantos. as latas deveriam ficar num saco dentro do carrinho. a mãe pediu que elas dessem um nó e, em …
GSI x 8.159

A questão política da coisa: uma ex-Secretária da Receita Federal informa que teve um encontro com a Ministra-Chefe da Casa Civil, no qual a ministra lhe pediu para "agilizar" as investigações sobre as empresas do clã Sarney. Tal encontro teria ocorrido em certa data e a ministra nega o encontro. Duas versões antagônicas.

A questão arquivística da coisa: busca-se a prova documental do encontro. Considerando-se documento como a "unidade de registro de informações, qualquer que seja o suporte ou formato" (Dicionário Brasileiro de Terminologia Arquivística). As imagens no circuito interno de segurança do Palácio do Planalto são documentos.

E a arquivística não pode ser dissociada da política... Logo...

Gabinete de Segurança Institucional - GSI - da Presidência da República informa em nota que:

"Quando o setor de armazenamento no HD está cheio, novas imagens substituem as antigas"(...)

Peraí! Essas imagens não seriam arquivos públicos? O que diria a Lei…
A velha questão

Costumo fazer compras num supermercado frequentado pela classe média alta do bairro onde moro. Na grande maioria das vezes, ao olhar para os lados, os únicos negros naquele estabelecimento somos eu e alguns funcionários. Mesmo comprando, muitas vezes o que se vê são empregadas domésticas a serviço de seus patrões. Opa! Não estaria eu tendo um olhar preconceituoso ao taxar de empregada doméstica uma negra comprando naquele estabelecimento? Não. Até porque nesses casos parece haver uma caracterização (implícita ou explícita), seja por uniforme, seja pela visível posição de acompanhante da “patroa”, empregadora que faz questão de deixar clara tal hierarquização.

Não preciso dizer que, sendo minoria naquele lugar, minha presença não é, digamos, esperada. Quando não, é estranha ao recinto. E tal estranheza, por alguém quase exótico (por vezes essa é a impressão), acaba por causar reações naqueles para os quais o fato extraordinário é... bem, não quero ser mais redundante. As …
Rádios e genocídio

Indico o texto de Marianela Castés, no Tal Cual, sobre o uso da palavra e sua força, para o bem ou para o mal. Ela lembra o genocídio em Ruanda, em 1994, onde uma rádio foi usada para instigar o ódio de uma parcela da população contra outra. A Radio Televisión Libre de Milles Collines, funcionava com apoio do governo da época.

Faz então um paralelo com a política chavista de calar os meios de comunicação oposicionistas e controlar outros, que usa para fazer sua propaganda bolivariana.

Clique aqui para ler o texto (em espanhol)
Seguindo as regras do jogo

O dicionário Aurélio define ética como sendo o "conjunto de normas e princípios que norteiam a boa conduta do ser humano".

O que é bom para mim, muitas vezes não é bom para você (um dos meus dois leitores). O que considero como sendo uma boa conduta em meu trabalho, muitas vezes não é o que alguns esperam. Neste caso, o que considero "bom" pode ser considerado "péssimo" para tais pessoas. Um exemplo: para a empresa talvez não seja uma boa coisa ter um funcionário que lance olhar crítico sobre suas tarefas; para mim, não é apenas uma boa coisa, é natural e esperado. Sobre isso, os convido a lerem um dos posts inaugurais do TUIST. Clique aqui.

Talvez seja essa palavrinha (boa) que dê margem para a deturpação daquilo que esperamos (eu espero) que seja a ética.

Da mesma forma que relativizei o que é bom para mim, com interesse pessoal, alguns políticos (ou melhor, chamemos de politiqueiros), relativizam o que seria ético/bom, para seu p…
Por que William mudou de idéia?

Gostaria de indicar o artigo do professor William Douglas que relata como mudou de idéia em relação ao sistema de cotas para negros. O que William relata - sua experiência como voluntário no EDUCAFRO e uma situação mais particular, em sua casa - e que o fizeram refletir para além dos textos e teses, são questões que vejo no cotidiano, mas que também demorei um pouco para perceber. Apenas quando saí de um casulo onde tudo era tido como normal, apenas quando pude ter como comparar, sentir, escutar, vivenciar, tive parâmetros e condições de refletir... só então pude me dar conta, pude "cair na real". Para ler o artigo em questão, clique no link abaixo.

As cotas para negros: por que mudei de opinião
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Não reeleja ninguém

Essa é uma "campanha" que está circulando na Internet, uma espécie de protesto em prol da moralização do Congresso. Estou nessa! O voto é um momento onde podemos formalizar nossa indignação com o que vemos. É simbólico, mas é válido.