sexta-feira, dezembro 29, 2006

PAZ

Mais um ano se vai, um ano intenso. Os acontecimentos para o país foram marcantes: desilusão no futebol, festa no vôlei, repetição nas urnas, terror nas metrópoles. Isso para citar alguns. Na faculdade foi tempo de descobertas, contestações, decepções e também alegrias, conquistas, aprendizado. Um retrato da vida. Fica a perspectiva de recuperar o “sonho de mudar o mundo”, sonho um tanto esquecido no meio acadêmico em face de questões imediatistas, pessoais.

Fazendo um balanço pessoal vejo que estou mais contestador, talvez devido a uma desesperança que sinto com relação a muitas coisas, praticamente um rabugento. Estou mais medroso também, pois não consigo me desligar de questões que estão a minha volta, nas ruas, na sociedade, no futuro que por vezes parece tão concreto. Estou um pouco mais confuso, pois não consigo seguir caminhos simples em momentos e situações que demandam simplicidade, serenidade, até mesmo um pouco de abstração. Logo, acho que piorei um pouquinho nesses 12 meses! Talvez essa “piora” seja uma forma de evolução. Como dizem, o mundo evolui a cada dia.

De qualquer forma 2007 é uma incógnita, assim como o dia de amanhã, ou mesmo os próximos minutos. Por isso mesmo é intrigante. Teoricamente será o último ano de minha graduação atual na universidade, mas como existem algumas variantes e incertezas, não posso afirmar nada. Na teoria a prática é outra, como diria o ditado. Veremos…

Um lance interessante, nesse fim de 2006, foi esse blog. Há tempos que alimentava o desejo que ter um espaço para expor minhas “ideotas”, meus pensamentos. Na verdade começou com um interesse meu de disponibilizar e/ou indicar materiais de interesse acadêmico, mais especificamente ligados a Arquivologia, mas também Filosofia, Ciências Sociais e História Social. Mas o rumo natural que o espaço tomou foi de exposição de idéias gerais, comentários mais gerais ainda, abordagens de aspecto político, críticas, enfim, generalidades. Espero, em 2007, manter certa freqüência de postagens. Existem muitos assuntos que gostaria de abordar, mas preciso estudar mais. Um deles é o massacre de Ruanda. Outro seria a questão do estágio nos cursos de graduação. Além desses, gostaria de escrever, de expor meus pensamentos com relação a questões, específicas ou não, relacionadas a assuntos gerais como educação, política, a importância do conhecimento, literatura, filosofia, racismo, informação social… São tantos! Me cobrem isso! E me ajudem!

Eu vivo dizendo que quero paz, não é? O filósofo e matemático britânico Whitehead, já falecido, dizia que paz é um conceito metafísico e seria “a harmonia das harmonias que aplaca a turbulência destrutiva e completa a civilização”. E é isso o que exatamente eu desejo a todos: Paz! Paz interior, nas relações interpessoais, na família, no trabalho. Paz

Um feliz próximo ano… sempre!
Primeiro, derruba-se o muro
Em tempos de ataques a ônibus, delegacias, cabines de polícias e até centros culturais discute-se que esse desastre social estaria relacionado com uma espécie de concorrência entre o tráfico e as milícias. Bem, como vemos, nessa licitação pública o Estado ficou de fora. Acho que levaram a idéia de Estado Mínimo longe demais. E quando esse mesmo Estado quer se fazer Máximo faz uso de ferramentas políticas imediatistas e eleitoreiras. Quando não ao calor das emoções com os atos que vemos recentemente no Rio, e que já vimos em SP neste mesmo ano. A meu ver isso não dá certo. É um ciclo vicioso que demanda coragem e boa vontade para rompê-lo.

O professor Hélio Santos, em seu livro “Busca de um Caminho para o Brasil” fala do que essas políticas públicas improvisadas, ao sabor do jogo político, causam a médio e longo prazo. Hoje podemos dizer que o efeito negativo pode se apresentar num prazo muito curto. É o Brasil excluído gritando. Mesmo em países com políticas sociais igualitárias, de inclusão, existem conflitos. O que há de se esperar de um país onde o Estado parece que se dedica em tempo integral a pensar em como aumentar o muro social, como impedir, excluir, separar?

O músico Max Gonzaga, até pouco tempo desconhecido deste humilde e ignorante blogueiro, tem uma música que considero uma aula de Ciências Sociais. Mostra não só a questão dos dois Brasis, mas também a relação ou a visão de um desses Brasis, aqui representado pela Classe Média, que dá título à música e pode ser baixada do site do artista.

Eu sou de Mesquita, apesar de não morar mais lá. Baixada Fluminense. Posso comparar o que vejo, o que já vi. Não se enganem: o muro existe. E o Brasil do lado de lá já começou a gritar.

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Grande dia!

Estou neste momento escutando a música 'Brasis' de Gabriel Moura. Uma letra fantástica para definir, ou melhor, para descrever nosso país. Fala da diversidade. E falando da diversidade, não devemos esquecer das adversidades, da discrepância, incoerências, desigualdades. São Brasis. Um deles, por exemplo, fica a mercê das escolhas do outro no que se refere a definição do salário mínimo. Já o outro Brasil se reuni (hoje) para decidir sobre o reajuste de seu salário máximo.
Com a decisão do Supremo, a Câmara deverá se reunir hoje para votar o aumento dos salários dos parlamentares. Espero poder acompanhar essa importante decisão: aumento de cerca de 91%. Imaginem isso: os funcionários de uma empresa se reunem (só eles, sem os chefes) e votam sobre o aumento que deverão "se dar". Não é utopia. Isso existe num dos Brasis.
Esses funcionários chegaram a negociar o fim de certos benefícios (como 14° e 15° salários) em favor do reajuste. Eles são muito legais! 14° salário talvez seja participação nos lucros. Então pelo menos um dos Brasis divide sua riqueza. 15° não imagino o que seja.
Quem me conhece sabe que não sou muito otimista. Ainda mais em questões relacionadas à politicagem. Mas gostaria que houvesse sim uma decisão que visasse o benefício da maioria, o povo. Caso insistam em "se dar" o aumento, conseguirão aumentar a distância entre os Brasis.
Veremos...

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Ética e Moral

Uma coisa que ‘ficou’ das aulas na Unirio é a questão da palavra e seu significado. “Recorram às palavras” era mais ou menos o que dizia o professor. O nome eu não citarei aqui, mas alguns já devem saber de quem se trata. Pois bem, pelo pouco que li sobre definições de ética e moral, vejo que ambas se referem a algo subjetivo, pessoal. A segunda seria o objeto de estudo da primeira, para os filósofos. Ambas, porém, relacionadas, até em sua etimologia, com comportamento, conduta, costumes.

Num verbete da Wikipédia, li que “Em filosofia, o comportamento ético é aquele que é considerado bom, e, sobre a bondade, os antigos diziam que: o que é bom para a leoa, não pode ser bom à gazela. E, o que é bom à gazela, fatalmente não será bom à leoa. Este é um dilema ético típico.”. E um dilema e tanto! Talvez pudéssemos relativisar esse dizer dos antigos, amenizando a relação leoa-gazela com um ‘nem sempre’. O fato é que se trocarmos leoa por deputado e gazela por povo, teremos um pouco da situação que vemos hoje nas capas dos principais jornais do país: o aumento nos salários dos parlamentares.

R$ 24.600,00 x R$ 350,00 – Parlamentar x Povo!
Briga injusta!

Comecei com uma abordagem um tanto filosófica, pois lembro de um comentário que um parlamentar fez em defesa do aumento, onde ele dizia que “esse aumento moralizaria” a atuação do parlamentar. Faria com que os mesmos não busquem de outros ‘meios’ para complementar o já alto salário que recebem (em torno de R$ 12.000,00). Então, um salário ‘baixo’ se tornou justificativa para os escândalos noticiados nos últimos anos. A solução encontrada foi o aumento salarial, que alguns chamam de ‘justa equiparação com os vencimentos do Supremo’. Afinal, o que é justo? Imaginem se todos os trabalhadores se utilizassem desse mesmo pensamento, mas sem ter o ‘poder’ de aumentar os próprios salários? Isso seria justificativa para assaltos, por exemplo.

Por tanto, não posso dizer que esse aumento denota uma falta de ética dos parlamentares, nem uma imoralidade, a não ser que faça uma comparação com o que eu considero ético e moral. Eles seguem a ética deles. “Ética Profissional… onde as regras devem ser obedecidas” e eles não estão indo contra as leis vigentes, que lhes asseguram o privilégio; mesma lei que não pune os que desviam dinheiro da saúde, da educação. “Ética Econômica… onde o que importa é o capital” e isso fica claro em todo o lixo que se vê. “Ética Política… onde tudo é possível, pois em política tudo vale” e dane-se o povo!

Enquanto isso o salário mínimo faz jus ao nome, continuando mínino, abaixo dos R$ 400,00; pois se aumentar, quebra o país: essa é a moral da história!
Até quando?

quarta-feira, dezembro 13, 2006

A questão do acesso

Arquivisticamente falando… Quando ouço falar em acesso à informação (aos arquivos ou centros de informação), penso que a coisa fica um pouco limitada. Partimos do ponto que a informação deve estar organizada, que a instituição considerou os aspectos de preservação levando em conta o usuário de tal informação, as tecnologias de difusão, dentre outros ‘cuidados’, já que o usuário é um ser perigoso, destruidor e inconveniente. O acesso, em minha opinião, é mais amplo. Com todas as preocupações que bem sabemos, acaba-se por não considerar o aspecto humano na instituição. Pessoas despreparadas, sem conhecimento das atividades da instituição, de sua importância. É claro, a questão do preparo desses ‘colaboradores’ deveria ser observada pelos responsáveis pela instituição.
Já relatei em sala de aula minhas experiências no Arquivo Nacional, quando fui comprar algumas publicações. Isso foi antes do “grande concurso”. O despreparo da pessoa era impressionante. E não foi algo pessoal, pois presenciei o mesmo tratamento sendo dispensado a outro visitante, uma estrangeira.
Recentemente aconteceu algo parecido no IHGB, onde estive para comprar revistas do Instituto. Mais uma vez uma instituição de renome peca por colocar um ‘obstáculo’ entre o pesquisador e a informação. E mais uma vez pude comprovar que não era pessoal (pois se fosse eu ficaria mais triste ainda). Essa comprovação foi no mínimo interessante. Estava acontecendo um evento no instituto e a palestrante deste evento (que havia sido convidada para uma comunicação) também teve seu “acesso” dificultado, com tratamento similar. Ah, o nome dela estava no cartaz em frente ao ‘obstáculo’. Ok, não tinham a obrigação de conhecer todo mundo que vai ali. Por isso mesmo é que o tratamento deve ser padronizado.
São dois exemplos de instituições com políticas de acesso, a meu ver, falhas nesse sentido.

A solução não requer grandes investimentos e sim um programa de conscientização, instrução, educação a todos aqueles 'recursos humanos' de instituições públicas ou não na área de informação/arquivo.
Como se já não bastasse as políticas oficiais que restringem o acesso a informação ao grande público, ainda existe essa espécie de cadeado em algumas instituições.

terça-feira, dezembro 12, 2006


Já comprou seu porquinho de cerâmica?


Fernando Collor de Mello, Zélia Cardoso de Mello, Luiz Inácio Lula da Silva, Povo Brasileiro. O primeiro está de volta, a segunda está viajando, o terceiro ficará mais algum tempo e o quarto é aquele que talvez receba, novamente, uma trolha bem parecida com aquela que os dois primeiros proporcionaram.

A trolha do passado tinha um nome feio: confisco. A trolha atual tem um nome bonito, do tipo que atrai, sem assustar: Poupança Fraterna! (talvez essa venha com vaselina popular).

Talvez o carinha (deputado Nazareno Fonteles, PT-PI) tenha até boa intenção, mas acho que ele está viajando, ou fumou alguma coisa de péssima qualidade, ou bebeu como eu não beberia. Penso que, para cumprir parte do objetivo "nobre" dele, deveria haver uma mudança na mentalidade de seus colegas deputados. Pode ser que ele ainda não conheça o conceito de fraternidade.

O negócio é sério. Tem um pessoal aí, sem originalidade alguma, que está propondo uma nova versão do confisco. Tem até uma expressão legal: "poupadores compulsórios", usada para nos definir.

Isso tá circulando na Internet há algum tempo, mas como tem muito lixo, as pessoas acabam pensando que é mais um hoax. Mas não é. Separei uns links onde vocês podem ler mais sobre o assunto:

Na Câmara: - consulta de propostas e agência de notícias
No Políticos e Políticas, que traz a foto do safado
No Quatro Cantos, que pesquisa o que é e o que não é hoax na internet


Direitos humanos
Não me sinto muito á vontade falando sobre a pena de morte. Não porque seja contra. Eu não sou. Mas é complicado, numa sociedade injusta, corrupta e hipócrita, falarmos em “fazer justiça” condenando alguém à morte. Outro dia estava lendo o caso da mulher que roubou manteiga e foi presa. A matéria comparava esse caso (de justiça, já que roubo é crime) com o político recém absolvido no escândalo das sanguessugas ou mensalão (sei lá, são tantos que já fiquei confuso). É de pirar, né?
Isso sem falar nos casos onde pessoas ficam presas durante meses ou anos, sem terem cometido crime algum. Já vi vários casos assim.
Mas o que dizer, ou melhor, o que fazer com os monstros que atearam fogo naquelas pessoas em Sampa? Acabei de ler que a criança, um menino de 5 anos, morreu há pouco no hospital.
Essa é uma pergunta que poderia ser dirigida ao pessoal dos direitos humanos.

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Casa de ferreiro, espeto de páu


Estava lendo umas matérias sobre a questão do Sistema Brasileiro de TV Digital e lembrei de uma visita técnica que fiz ao CEDOC/Funarte quanto estava fazendo um trabalho da faculdade. Numa conversa com a responsável pelo setor de biblioteca eu perguntei se o pessoal do CCPF/Funarte de alguma forma atuava nos acervos fotográficos do CEDOC. Bem, com minha falta de didática acabo por falar sobre muitas coisas diferentes para chegar numa única idéia, por isso, acho legal esclarecer pelo menos as siglas. CEDOC é o Centro de Documentação e Informação da Funarte (Fundação Nacional de Arte) e abriga um acervo variado e grandioso sobre a atividade artística e cultural do Brasil (incluindo aí um grande acervo fotográfico). Já o CCPF é o Centro de Conservação e Preservação Fotográfica da mesma instituição. Este último, por sua vez, é reconhecido internacionalmente por seu trabalho, indicado na sigla.
Para minha surpresa (ou não), me foi dito que o CCPF não tinha atuação alguma junto ao CEDOC. Vejam: um acervo fotográfico incrível, que necessita de cuidados técnicos para sua preservação, não conta com o conhecimento de setor da mesma instituição para isso. É exemplo claro de falta de integração (isso para não pegar pesado).
As ditas matérias (1, 2) sobre a TV Digital dizem um pouco isso. Produz-se conhecimento nas universidades públicas brasileiras, que levam em consideração as particularidades gerais de nosso país e o governo escolhe o padrão Japonês ignorando todo aquele conhecimento. Joga no lixo a dedicação de estudiosos e seus trabalhos, financiados com dinheiro público. Com isso a escolha fica numa negociação entre governo e emissoras.
Se pesquisarem um pouco sobre o assunto verão muitas referências, mas o que me levou a fazer essa conexão é justamente a falta de integração que vejo.
Existem outros exemplos clássicos (pelo menos para mim): 1) uma universidade com curso superior de Arquivologia que não aproveita esse "know-how" na própria instituição. 2) o mesmo vale se pensarmos que a mesma universidade possui curso de biblioteconomia. 3) a mesma universidade possui curso na área de computação e o site da universidade é dos mais precários que já vi. E por aí vai...
Não sei se é politicagem ou pura falta de bom senso. Burrice? Sei lá. Má vontade? Talvez. O fato que é esse quadro contribui para manter o país nessa situação.
"A essência do conhecimento consiste em aplicá-lo, uma vez possuído" - Confúcio

domingo, dezembro 10, 2006

Muhammad Yunus
Hoje assisti, no Globo Rural, uma reportagem sobre uma fazenda no Ceará que se diferencia das convencionais basicamente por trabalhar com o que eles chamam de Agricultura Biodinâmica. A reportagem vocês poderão ler clicando aqui, mas uma das coisas que me chamou atenção foi o impacto social direto e indireto que negócio trouxe. Sim, é um negócio, e dos bons. Como poderão ver é uma multinacional americana, com faturamento mundial na casa dos bilhões. Mas voltando ao impacto social... Os empregados da fazenda recebem um tratamento infelizmente pouco praticado no Brasil, com salário, registro, segurança. Vinculam-se ao programa de alfabetização, na própria fazenda. Podem agora ter um padrão de vida que não imaginavam ter. Tudo isso se refletiu numa mudança naquela região, além de contribuir para algo pouco valorizado: o aumento da auto-estima daquelas pessoas.
Vocês devem se perguntar qual a relação disso com o título dessa postagem. A resposta é simples: a relação é a mudança de um status quo social pelo aumento da auto-estima de uma parcela da sociedade até então excluída.
Explicando melhor... Yunus, também conhecido como "o banqueiro dos pobres", de Bangladesh, é economista e recebeu hoje o Prêmio Nobel da Paz. Ele fundou o Banco Grameen que é pioneiro no microcrédito. O lance é fazer pequenos empréstimos para que as pessoas, grande parte mulheres, criem pequenos negócios que vão "da tecelagem de cestas à criação de galinhas". Esse negócio, relativamente simples, teve um resultado com certeza louvável: proporcionou desenvolvimento sustentável, de baixo para cima, tirando milhões de pessoas da miséria, devolvendo a auto-estima àquelas pessoas.
Fala-se mal do capitalismo, mas penso que esse sistema econômico pode ser utilizado para ajudar as pessoas de forma efetiva e real e não somente causar misérias, o que vem fazendo tão bem.
A inclusão talvez seja a chave para uma mudança, para que possamos quebrar esse ciclo vicioso.
O triste é ver o quanto nosso governo (não só o atual) gasta com subsídios agrícolas, enriquecendo ou garantindo o enriquecimento de muitos fazendeiros (muito deles políticos) que exploram seus funcionários, mantendo-os numa total exclusão (quando não em condições de trabalho escravo). Igualmente triste é ver o mesmo princípio sendo aplicado aos bancos privados.
Talvez agora vocês podem realmente perceber a relação que vejo entre o empreendimento do Ceará e o de Bangladesh.
Parabéns Muhammad Yunus!

sábado, dezembro 09, 2006

O Rio de Janeiro continua lindo apesar:
Dos eventos nas linhas coloridas da cidade
Das enchentes em algumas localidades, principalmente na Baixada
Das centenas de pessoas que dormem pelas ruas
Da violência que cada vez mais reflete a postura do Estado (de Direito) que temos
Dos atrasos nas obras do PAN que comprometem o esperado evento
Das praias sujas
Das lagoas sujas
....
É tanta coisa! Mas será que ...
... com o evento envolvendo a digníssima ministra, as autoridades começarão a tratar o problemas das linhas coloridas com mais responsabilidade?
... os eleitos pelo povo tomaram medidas preventivas de efeito duradouro e responsável de modo a preparar o Estado para as mudanças climáticas que estamos vendo (e contribuindo) e deixar de lado intervenções eleitoreiras?
... o Estado e a sociedade perceberão a necessidade de quebrar o ciclo vicioso atual, onde a falta de atenção com uma parcela da sociedade faz com que, mas cedo ou mais tarde, essa camada se torne motivo de "muita tensão" para todos e, por isso, é preciso, de forma responsável, começar a mudar esse quadro?
... o Estado perceberá que suas atitudes interesseiras e eleitoreiras é que estão atrasando as obras do PAN, e esse atraso compromete a realização do evento e o desenvolvimento econômico e social do Rio de Janeiro?
... o Estado e a sociedade não percebem a herança que estão deixando para as futuras gerações e mesmo contribuindo para a diminuição da qualidade de vida atual?

O pessimismo me assola!

sexta-feira, dezembro 08, 2006

E assim termina mais um período!

Com todos os problemas e dificuldades, creio que foi proveitoso. Aprendemos mais um pouco, de uma maneira ou de outra.
Ficou a lição de que os eventos em Arquivologia necessitam ser melhor elaborados. Até o futebol foi comprometido. A única coisa que desceu redondo foi a cerveja. Se pensarmos bem, o tempo é curto, cada semestre passando bem rápido. Devemos aproveitar, e para isso é necessário organização, responsabilidade.
Saindo um pouquinho do futebol, evento Arquivístico de maior prestígio, lembro da Jornada Arquivística. Creio que o momento não foi muito aproveitado, mais uma vez por falta de organização, talvez até de bom senso dos organizadores. Fui em ambos os dias. Um com muita choradeira tomando tempo precioso (e raro) para discursões e apresentações de maior relevância. O outro um tanto curioso. Tá certo, no Brasil existem poucos cursos de Arquivologia. Mas qual foi a razão de convidarem o Historiador (de uma Universidade que possui curso de Arquivologia) para apresentar um "trabalho" onde ficou claro que ele nada sabe sobre os "princípios" básicos de nossa área. Aquilo foi demais!
Bem, preciso acreditar que os demais eventos que eu não participei (e foram muitos) foram melhores que esses.
Períodos melhores virão!?