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Mostrando postagens de Maio, 2007
Comparações

Brasil e Japão

Tóquio: “Escândalo leva ministro japonês ao suicídio”. O ministro de Agricultura, Florestas e Pesca do Japão, Matsuoka Toshikatsu, foi acusado de malversação de fundos públicos. Ele morreu horas depois de ter sido encontrado enforcado nesta segunda-feira em um prédio residencial para parlamentares em Tóquio.

Brasília: Renan Calheiros, presidente do Senado, foi acusado em reportagens veiculadas na Revista Veja e no jornal O Globo, de ter usado "laranjas" para ocultar propriedades rurais. Pairando ainda a dúvida de como o subsídio de R$ 12.500,00 que receber como parlamentar o permitia pagar uma mesada de R$ 16.500,00 a uma jornalista com quem tem uma filha. Ele diz que tudo é calúnia, difamação. Diz que, em seu pronunciamento de hoje à tarde, irá esclarecer tudo. Sei não…

Imaginem se a moda pega aqui.


Brasil e Venezuela

Caracas: TEVES. Este é o nome do novo canal de televisão da Venezuela. Criada pelo governo venezuelano como uma televisão de serviço públ…
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Raízes Afro-Brasileiras

A BBC lançou hoje o especial Raízes Afro-Brasileiras, que traça o perfil genético de nove brasileiros famosos de origem africana. Clique aqui.

Muito interessante o trabalho e o material disponibilizado no site da BBC, complementando a pesquisa, também bastante é rico. Existe inclusive outro especial, Escravidão.

Neste, o legado da escravidão é analisado à luz de fatos e notícias bem atuais, como, por exemplo, o ainda presente trabalho escravo nas propriedades rurais do Brasil e o combate a essa “prática”, assim como os entraves legais e logísticos; a declaração da Ministra do SEPPIR, Matilde Ribeiro; o tráfico de mulheres; a escravidão de crianças no ápice do período escravista, algo que eu desconhecia até o momento.

Outro ponto impressionante são as imagens doadas ao Real Museu Naval da Grã-Bretanha pela família de um marinheiro britânico que fazia parte da tripulação de um navio de combate ao tráfico de escravos. Um exemplo é a foto de um ferreiro que rompe as co…
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D i a d a Á f r i c a

“In the life of any individual, family,
community or society, memory is of
fundamental importance.”

Na vida de todo o indivíduo, família,
comunidade ou sociedade, a memória
é de fundamental importância.
Nelson Mandela
Era 25 de maio de 1963, cidade de Adis Abeba, Etiópia. Naquele dia 32 chefes de estados africanos se reuniram para criar a Organização da Unidade Africana (OUA), um marco na continuação do processo de autodeterminação dos africanos, iniciado após a II Guerra Mundial com ações dos movimentos de libertação nacionais surgidos no continente. Era a continuidade de uma luta contra a colonização e subordinação sofrida pelo continente, devastando riquezas naturais e vidas humanas. Um basta!

Algum tempo depois a ONU institui o dia de hoje, 25 de Maio, como o Dia da África, em reconhecimento a importância da criação da OUA, hoje União Africana (UA), na busca por unidade e solidariedade entre os estados africanos. Desejos e objetivos simbolizados no emblema da organiza…
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Êta semaninha!!!

Hoje eu acordei com um pesadelo daqueles. Simplesmente sonhei com o fim do mundo. Não fiquem rindo, é sério. Não gosto de expor coisas desse tipo, tão pessoais, aqui no blog, até porque esta não é a intenção, mas o pesadelo foi terrível. Talvez eu esteja assistindo muito telejornais e lendo muitas das reportagens que foram veiculadas nos últimos dias. Preciso parar com isso e me alienar um pouco. Relaxar!

É tarde de sexta-feira. Cá estou no escritório e, como quase sempre, aproveitando para "alimentar" o blog. Ouço sirenes estridentes. Olho pela janela e vejo várias viaturas da Polícia Federal, que parece ter chegado a um acordo com o governo e posto fim a greve. Estão levando o Fernandinho Beira-Mar. Acho que a única coisa desagradável para ele foi o engarrafamento no Centro do Rio, que não perdoa nem ambulância. De resto, penso que a viagem será tranqüila. O vôo dele não atrasará, ele não enfrentará filas de check-in, terá segurança e lugar garantido no aviã…
USP - sobre a ocupação da reitoria

Fazendo referência a um editorial da Envolverde, eu elogiei aqui no blog o protesto dos estudantes da USP, que ocupam desde o inicio do mês a reitoria daquela universidade. Neste período de ocupação também lemos notícias de greve de professores e funcionários. As reivindicações são variadas, em ambos os movimentos. E, é claro, penso que devem ser ouvidas e analisadas à luz da realidade da instituição e considerando sempre o estado de direito em que vivemos.

Mantenho o elogio aos movimentos e manifestações que reivindicam a melhoria e democratização da educação, do ensino. Tenho certeza de que muito do que hoje temos em termos de ensino, mesmo que ainda seja insuficiente, deve-se ao engajamento de alguns que lutaram por isso no passado.

Mas penso que a questão da USP deve ser analisada sem esse romantismo ou saudosismo que surge quando falamos sobre o movimento estudantil. E podemos estender tal análise para outros movimentos em outras instituições.

1º - …
África e Blair

Muito interessante o artigo/comentário de Alex Vines na edição eletrônica do Mail&Guardian de ontem. Vines, que é chefe do Africa Programme da organização Chatham House em Londres, faz um panorama da política do primeiro ministro Tony Blair no que diz respeito ao continente africano.

O artigo ressalta a importância do primeiro ministro para a implementação de programas de auxílio à África e também por este trazer para a ordem do dia, de grupos como G8 e União Européia, assuntos referentes ao desenvolvimento do continente africano.

Ao analisar algumas dessas políticas, implantadas durante a gestão do primeiro ministro, não deixa de fazer uma crítica às incoerências verificadas. Cita como exemplos uma redução no número de funcionários de departamentos que trabalham ligados à África e o encerramento de missões diplomáticas em Lesoto, Madagascar e Suazilândia. Também se menciona a falta de estabilidade na liderança do departamento para África do Ministério das Relações Ex…
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Curtas daqui e dali
- Chegamos a meados de Maio e milhares de crianças e jovens do Rio de Janeiro continuam sem aula. As reportagens sobre a tragédia que é o sistema educacional do Rio se repetem dia após dia. Escolas caindo aos pedaços (uma chegou a ser interditada na zona Oeste); corrupção na aquisição de material pedagógico; professores com salários de fome (isso quando há professores). Se já não bastasse ainda temos aí a maldita Resolução 946, que prevê a aprovação automática para os alunos do ensino fundamental. Como sempre digo: a ignorância é uma política de Estado.

E vou dizer mais...
2ª - Ainda em Educação. Recentemente li um artigo na Revista Eletrônica Envolverde sobre a ocupação do prédio da reitoria pelos estudantes da USP. O autor lembrava do tempo em que os estudantes se organizavam para reivindicar, protestar, lutar pela educação. E de certa forma congratulava aqueles alunos por mostrar que a alienação não contagiou a todos. Também gostaria de parabenizar os estudantes que, desde o início de maio, ocupam o prédio da reitoria da USP como uma forma de pressão para que suas reivindicações sejam atendidas. É uma luta que vale a pena.

O negócio é mais embaixo.
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3ª - Na onda de protestos, faço aqui o meu com relação ao estado atual da UniRio. É cada vez mais triste chegar à universidade e ver ali o retrato da gestão educacional que tanto criticamos. A estrutura é lamentável. Banheiros interditados, salas sem iluminação. Um conjunto de coisas que acaba por desanimar a todos, ou pelo menos os muitos que se sensibilizam com o que vêem. A universidade deveria ser um lugar mais atrativo.

Ainda temos as incoerências. Há pouco mais de um ano foram instalados aparelhos de ar-condicionado em todas as salas. Ótimo. Em determinados períodos do ano ficava difícil, mas foram muitos anos sem tais aparelhos. Enquanto isso, os banheiros continuavam em precárias condições, sem material de higiene e mesmo sem água, havia falta de professores para determinadas disciplinas, falta de material pedagógico, água nos bebedouros, até mesmo papel para impressão da carteira da universidade faltou. Por que o luxo se não temos o básico, o essencial? É lamentável! Vejo repo…
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4ª - E o príncipe Harry? Finalmente os milicos ingleses perceberam a M que estavam por fazer. É melhor deixar o menino em casa, curtindo a vida nobresca, pois no Iraque ele iria dar mais prejuízo do que já causa. Os colegas que o acompanhariam devem estar pulando de alegria. “Agora temos chance!”
Vai descendo.
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5ª - Talvez seja besteira minha, o que não seria novidade, mas considero estranhas as críticas que o presidente Luiz da Silva faz às manifestações grevistas do setor público. Vi uma reportagem onde ele fazia uma comparação do ato de greve no setor privado e no público. Grosso modo, dizia que num o prejudicado era o empresário e noutro o povo. Concordo. Discurso bonito, como sempre. Foi uma comparação fria e certeira. Mas será que os funcionários públicos - e aqui eu me refiro àquela parcela que vive com salários irrisórios e condições de trabalho precárias - devem mesmo ficar calados e se comportar como robôs perante o patrão (o glorioso Estado) ou mesmo trabalhar por ideologia? Sei não. E não imagino o mesmo Luiz da Silva externando tal visão há alguns anos. Mas, as coisas mudam.

“Nada mais conservador que um liberal no poder. Nada mais liberal que um conservador na oposição.” – Oliveira Viana
Tem mais lá.
6ª - PAN PAN PAN PAN. Evento mais aguardado que esse, impossível. Todos os olhos e bolsos se voltam para o jogos e as benesses que trará ao Estado do Rio e para algumas pessoas em particular (já que ninguém é de ferro). Mas, com não poderia deixar de ser, uma coisa me incomoda: será que as autoridades envolvidas da organização dos jogos, os políticos e até mesmo os simples entusiastas do grande evento estão tendo uma visão macro do que é a preparação de uma cidade para abrigar tão grandioso acontecimento? Ih, sei não hein. Ficam matando mosquito da dengue no quarteirão de um estádio, de uma quadra esportiva, de uma vila olímpica, enquanto dois quarteirões adiante os mosquitos fazem a festa e aguardam sangue novo. Começam um processo de encobrir o que o Rio quer esconder (os mendigos, os moradores de rua, os menores e os nem tão menores assim que perambulam por aí inalando cola e thinner). Existem coisas que não podem simplesmente ser escondidas ou disfarçadas, pois de uma hora para ou…
7ª - Ou vai ou racha. É isso aí. Gostei da declaração do presidente Luiz da Silva sobre o caso dos bingos. "Ou proíbe ou regulamenta. O que não pode ficar é essa indústria de liminares. Defina a regra do jogo, o que pode e o que não pode". Chega de palhaçada. Indefinição também gera corrupção.
Já estou terminando. Desce mais um pouco. Não custa nada.
- Muito interessante o projeto "Viva o Rio Madeira Vivo: diga não às hidrelétricas do Madeira". O endereço www.riomadeiravivo.org/cenario.htm traz uma apresentação bem legal sobre o impacto da construção de duas mega-usinas naquele rio (Jirau e Santo Antônio). Com imagens de satélite do programa 'Google Earth' e legendas explicativas, o site nos ajuda a ter uma idéia do que está acontecendo… e do que pode acontecer. Muito importante o Plano de Aceleração do Crescimento, mas até onde vai isso? Quem sai ganhando e quem sai perdendo? Qual o imPACto desse PAC?
É finito!
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Alvorecer de um novo dia

Manhã de 14 de maio de 1888. O Brasil acordava feliz. Enfim livre de uma chaga. Talvez não soubesse que ficaria aberta durante muito tempo. Naquela ocasião, assim como nos dias de hoje, já existiam dois Brasis. Um deles, embora feliz, estava preocupado com o porvir. “E agora?”, se perguntava. O outro, também feliz, dizia: “Esqueçamos!”.
Mais parece o início de um romance, mas poderia ser utilizado para representar um fato histórico bem brasileiro e o que tal fato reflete até os dias atuais em nossa sociedade.

Todos sabem (pelo menos eu gostaria que fosse de conhecimento de todos) que em 13 de Maio comemora-se a data da abolição (sic) do regime escravocrata no Brasil, com a assinatura, pela Princesa Isabel, da lei nº 3.353/1888. A bendita Lei Áurea. Isso é ensinado até os dias atuais nas escolas como sendo algo desconexo da realidade, folclórico, distante, isolado; logo, sem muita importância. Ensino este que também desconsidera o fato de boa parte dor negros já t…
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Cortina de fumaça
A chegada do Papa Bento XVI ao Brasil veio bem a calhar. Todos os olhos se voltam para São Paulo, com o forte aparato de segurança para recepcionar o sumo pontífice, a imensa quantidade de fiéis e curiosos a espera de um aceno do chefe da Igreja Católica.

Enquanto isso, num parque de diversões em Brasília, uma das cada vez mais raras sessões do congresso é interrompida devido a uma briguinha de crianças. Uma das crianças chamou a outra de feia, que por sua vez foi se queixar, já aos prantos, ao colega que chefiava a brincadeira. Mas todos sabem como são as crianças. Logo fazem as pazes e voltam a brincar juntas. Ainda mais quando a brincadeira é divertida e o brinde que ganham por brincar, é tão querido. No fundo essas crianças são muito unidas em suas brincadeiras, com eventuais briguinhas e desavenças. O fato é que elas são muito espertas.

Enquanto todos os adultos ficaram olhando o Papa e sua espetacular visita à maior cidade brasileira, as crianças aproveitaram e to…
Brasil - “Entre o ônibus em chamas e o caveirão”: em busca da segurança cidadã

Fiquei curioso para saber o conteúdo do relatório da Anistia Internacional sobre a questão da violência no país, mas especificamente as políticas públicas de segurança. Após as críticas do novo secretário de segurança do Estado, José Mariano Beltrame, ao dizer que o relatório faz uma "leitura míope" da situação, essa curiosidade aumentou.

Pois bem, a curiosidade me levou ao site da Anistia Internacional. Li o relatório e, no tocante ao Rio, concordo com o conteúdo. As ditas políticas públicas de segurança de fato não existem, pelo menos não as verdadeiras, aquelas de longo prazo. Que não visam somente a promoção individual (parece que o destino dos secretário do Estado quando não é a Câmara Federal é a Estadual) e sim o bem da população.

Para quem quiser ler o relatório, basta clicar aqui.
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Nota ZeroDepois de todo alvoroço dos primeiros dias, com promessas de choque de gestão na saúde, combate à criminalidade e outros ajustes tão necessários, o que vemos é o caos. Até aí tudo bem. Os hospitais continuam sem condições de atender a demanda da população, que por sua vez continua sofrendo a cada dia. Os profissionais de saúde fazem os milagres possíveis com recursos tão escassos e seus salários indignos. Pessoas morrem mais e mais nos hospitais por falta de condições básicas de serem atendidas. Isso quando têm a “sorte” de conseguir acesso a tal privilégio, o atendimento.A segurança parece uma utopia. O número de assaltos aumenta, assim como o de encontros fatais com balas perdidas. Vidas inocentes são dilaceradas cotidianamente. Crianças, jovens, adultos, idosos. Não há idade certa para tragédias como as que vemos, lemos, ouvimos e sofremos todos os dias. Talvez o caso mais emblemático tenha sido o de Edna Ezequiel, moradora do Morro dos Macacos, em Vila Isabel, no Rio de J…