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Mostrando postagens de 2012

Um brinde à Vida

Enquanto o último texto do balanço que faço de 2012 não sai [dessa caixola, desse coração irregular, dessa alma confusa…] vou por aqui um poema muito apropriado para o momento. O (re)encontrei há poucos minutos, durante meu 5S material. Resta iniciar, caso isso seja possível, um 5S emocional.
Vale destacar como o texto chegou as minhas mãos. Foi em Buenos Aires, na Feira de San Telmo, em meados desse ano que se finda. Um senhor muito elegante, nos gestos, nas palavras, no olhar e na postura, se aproximou de nossa mesa. Muito educadamente, ofereceu seus versos. A cadência de sua voz ao declamar o poema foi algo único. Um belo momento, cheio de vida.
¡ Vivir!
Vive la  vida com apuro, ávido, ansioso, impaciente; no hay pasado ni futuro, tan sólo existe el presente.
Gózalo sin reflexión, vívelo sin meditar, disfruta casa ocasión sin detenerte a pensar.
No analices el pasado, que ya se há quedado atrás y el futuro es impensado, sabe Dios qué pasará.
Vivír, es gozar la vida, disfrutarla, embellecerla; pa…

2012. Um balanço. (parte 3)

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Na família
Como a mais importante instituição de nossas vidas pode ser algo tão complexo? Pelo menos para mim. Mas já que me propus fazer um balanço do meu 2012, escrevendo sobre tópicos relevantes [para mim], não posso deixar a família de fora. E, considerando a data, talvez seja o tema certo no momento adequado.
A relação que tenho com minha família não é muito boa. Protocolar em algumas ocasiões, intensa em outras tantas, distante em alguns momentos, inexistente em outros. Em 2012 não foi diferente.
O decorrer do tempo, em se tratando de famílias, deveria significar aprimoramento e fortalecimento de relações, renovação ou reafirmação de tradições. A família nasce, a família cresce, a família envelhece… mas a família não morre. Ou não deveria.
A [minha] família que nasceu e cresceu mostrou-se envelhecida talvez precocemente em 2012. O passar dos dias também significa isso, claro. Tenho consciência. Eu sei. É como naquela música do Alvaiade, belamente cantada pela Velha Guarda da Por…

2012. Um balanço. (parte 2)

Na saúde
Hum… aqui temos um tópico bem particular. Talvez os Maias estivessem mesmo certos. Falar sobre certas coisas aqui no blog é tabu (ou censura, se lembram?). Mas vamos lá.  Rinite alérgica. Desvio de septo como fator agravante. Repetidas crises ao longo dos últimos quatro ou cinco anos. A última foi bem complicada e, por conselhos da esposa (insistência mesmo), houve uma mudança na abordagem desta “questão”. Agradeço, publicamente.
E eis que a homeopatia ganha espaço. Está sendo bem interessante. Principalmente, e foi a grande novidade de tudo, a forma como se dá a consulta, a pesquisa de causa e efeito. Completamente diferente de tudo o que tive até o momento com médicos alopatas. A conexão com determinadas questões e o impacto dessas questões na saúde. É tudo muito novo, mas estou confiante. 
Continuo praticando o sedentarismo consciente. Caminhadas esporádicas, pedaladas descompromissadas… 
Um pouco de serenidade e calma ajudariam em muitas situações deste intenso 2012. Mas …

2012. Um balanço. (parte 1)

Aproveitarei este espaço (eu sempre me aproveitando dele!) e esses dias de festas (quem me conhece sabe que tento me manter longe... tento) para escrever, de forma resumida, como foi o meu 2012. Claro, até este momento. E de forma resumida, também, porque acabo me censurando em alguns pontos. É isso aí, eu me imponho uma censura. Vou dividir os "desabafos" em tópicos de modo que eu possa refletir e melhor externar o que sinto e penso de acordo com minhas lembranças. Mas tudo está relacionado, é uma coisa só.

No trabalho
Um ano interessante. Coisas novas. A começar pelo ambiente de trabalho. Como num ciclo, como uma espécie de déjà vu profissional, eis que volto (após 15 anos!) a trabalhar numa empresa de navegação. Na verdade um ramo bastante relevante da empresa na qual trabalho desde 2008. Muito embora eu tenha estado bem próximo do shipping, prestando serviços na área de telecomunicações, durante mais de 10 anos. Outro aspecto interessante foi “voltar” para o Centro do Ri…

Um plano para uma triste realidade

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Explicando... Ao longo do tempo o foco em educação diminuiu enquanto o foco na repressão aumentou. Não educaram ontem, hoje reprimem. O "foco" aqui poderia ser substituído por investimento ou coisa do tipo. Assim como a linha de educação poderia representar "família", "infraestrutura", "emprego", "saúde", etc.

1 ano, 5 meses, 1 dia

Nessas semanas que antecedem a posse do Ministro Joaquim Barbosa, atual vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, como presidente da casa, eu comecei a vislumbrar a possibilidade de o Ministro assumir, interinamente que seja, a Presidência da República. Um presidente negro no Brasil.
A constituição prevê, em seu artigo 80, que “em caso de impedimento do Presidente e do Vice-Presidente, ou vacância dos respectivos cargos, serão sucessivamente chamados ao exercício da Presidência o Presidente da Câmara dos Deputados, o do Senado Federal e o do Supremo Tribunal Federal”.
Numa pesquisa rápida (ou aqui), tive uma surpresa. Não seria novidade. Entre 14 de Junho 1909 e 15 de Novembro de 1910 o Brasil foi governado por um mulato. Com o falecimento de Affonso Penna, assumiu seu vice, Nilo Procópio Peçanha.
A pesquisa também mostrou que a origem mestiça de Nilo Peçanha não passou incólume aos olhos da sociedade (e da imprensa) na época. Foi “ridicularizado na imprensa em charges e anedotas que …

Arquivista Registrado

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Mauritânia - Escravidão não abolida

Há alguns anos eu assisti uma reportagem sobre a escravidão num país africano. Mauritânia. Lembro que a aberração foi contextualizada culturalmente. Não exatamente para explicar a situação de tantos seres humanos subjugados por essa “prática” deplorável, mas talvez para não criminalizá-la (digo isso pelas repetidas citações da palavra “cultura” e suas variações). E realmente confusa essa relação, por vezes paradigmática, contraditória, entre o que seria [aceitável e admissível] cultura e o que seria considerado crime, crueldade, desumanidade [logo, inaceitável e inadmissível].
Já disse aqui no TUIST e repito que, nesse espaço, eu lanço meus preconceitos, minhas verdades efêmeras, transitórias, algumas vezes minhas fraquezas, minhas dúvidas, minhas inseguranças. Mas também minha raiva, meus desconfortos, minhas agonias.
Assinei a Rider’s Digest durante alguns anos e a matéria que mais me marcou foi a história de Waris Dirie, modelo Somali (linda!) que contou em primeira pessoa o que pas…

A lei de acesso e a alternância no poder

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Terminou o segundo turno das eleições municipais. Em 2013, os mais de 5000 municípios brasileiros terão novos prefeitos e novos vereadores. Novos? Bem, em sua maioria, creio eu, dadas as muitas reeleições.
Finda a apuração, duas das muitas entrevistas com os recém-eleitos chamaram minha atenção. Numa delas, o candidato eleito disse que faria uma auditoria na cidade para descobrir o atual estado, digamos, das contas da prefeitura. Em outra, essa não de candidato eleito, o entrevistado (um ex-secretário de Saúde) comentou algo bastante relevante sobre a dificuldade de se manter uma política de saúde na cidade com uma rotatividade tão grande dos gestores da saúde pública. Essa segunda entrevista, assim como a primeira, no contexto das eleições e da eventual troca de prefeitos e vereadores.
Em ambos os casos a Lei 12.527 de 18 de Novembro de 2011 pode ser o remédio.

Não havendo preguiça política dos que pleiteiam os cargos de prefeito ou vereador – sejam eles da oposição ou da situação –…

Eu quero 100%!

Bem simbólica a atual "exigência" de 20% da velocidade de internet contratada (leia aqui, ou aqui). Pela norma da Anatel (aprovada um anos após a publicação), se pagamos por 1 mega (de megabit, não de megabyte... veja o glossário) por segundo, temos direito a um quinto (inevitável lembrar das aulas de história... a Lei do Quinto).
Poderíamos estender isso a outros direitos pouco exigidos, cobrados, defendidos. Será que temos direito a apenas: 20% de políticos honestos, 20% de promessas de campanha atendidas (podendo ser negociado), 20% de hospitais funcionando, 20% de saneamento, 20% de escolas de qualidade... e por aí vai.
Exigimos pouco, temos pouco.
Eu quero 100% do que tenho direito, pois me é exigido 100% do meu dever. 

Lei de acesso à informação

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História da Língua Portuguesa: Tempo, vida e espaço (Parte 2/2)

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História da Língua Portuguesa: Tempo, vida e espaço (Parte 1/2)

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SOU ARQUIVISTA!

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Será que é tão difícil adequar os formulários de cadastro a nossa realidade? Com certeza não. Já cansei de, todas vez que me cadastro para algum serviço (concursos, eventos, compras, etc) na internet, ao chegar na parte relativa a profissão, não encontrar "Arquivista" na lista de opções.

Sei que não é o único caso de invisibilidade (ou descaso), mas em se tratando de uma profissão que consta do quadro de órgãos da administração pública em todas as esferas, e com tantas instituições da área, é inadmissível que seja esquecida.
São 68 as profissões regulamentadas, que constam da lista da CBO - Classificação Brasileira das Ocupações do Ministério do Trabalho e Emprego. Veja aqui. É oficial!

Apagão seletivo?

Um detalhe sobre o recente incidente com o sistema elétrico brasileiro me deixou intrigado. Pela manhã, a reportagem reproduziu uma nota do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) na qual o órgão informava que a interrupção de energia se deu em locais selecionados e de modo planejado, controlado. A mesma reportagem listava regiões do Rio de Janeiro. Depois ficou registrado no portal de notícias G1.
Além de Jacarepaguá, o corte no abastecimento atingiu Cascadura, Campo Grande, Higienópolis, Guadalupe e Penha. Ainda ficaram sem energia as cidades da Baixada, Nova Iguaçu e Seropédica. E na Região Metropolitana São Gonçalo e Niterói.”
Hoje moro numa região dita nobre na cidade do Rio de Janeiro. Ao acordar, a primeira certeza sobre a regularidade no fornecimento de energia foi ver o relógio do aparelho de som bem aceso e sem piscar. Aqui na região, pois, não sofre o apagão.
Mas volto ao detalhe. A palavra é simples: seletivo! Bem, se foi seletivo, alguém selecionou por alguma razão.…

Seu conteúdo digital é realmente seu?

Considero bastante interessante a matéria de Hilary Osborne publicada hoje no The Guardian. Ela aborda um assunto ainda novo, principalmente se consideramos a legislação atual: o direito que [não]temos sobre o “nosso” conteúdo digital.
… Antes era simples: suas fotos enchiam álbuns e caixas; seus CDs, livros e filmes enchiam as prateleiras; seus pensamentos e ideias enchiam suas agendas e diários, e quanto você morria podia deixar esses materiais para serem distribuídos entre sua família e seus amigos.
… A tecnologia mudou a forma com que armazenamos e compartilhamos nossas memórias…
Clique aqui para ler a matéria na íntegra (em inglês)

Arquivologia. Algumas artigos

Alguns trabalhos na área arquivística publicados e garimpados na Internet.
Título: O PAPEL INSTRUMENTAL  DOS ARQUIVOS E AS QUALIDADES PROFISSIONAIS DO ARQUIVISTA Autora: Heloísa Liberalli Bellotto Instituição: Universidade de São Paulo Resumo:Artigo relata duas conferências, Encontro dos Estudantes de Arquivologia no VII Congresso de Arquivologia do Mercosul, realizado em Viña del Mar, Chile, 23 de novembro de 2007, sobre as responsabilidades éticas e cidadãs na formação do arquivista; Mesa-Redonda o papel social, instrumental e político dos arquivos no Seminário Arquivo, Memória. Fundação Cultural de Santos. Santos, SP, 28 de agosto de 2009. Arquivos são essenciais, ferramentas, cidadanias, direito, historiografia, ações administrativas, técnicas, científicas, pois são provas fundamentais na eficiência da administração pública e privada. Arquivos são instrumentos insubstituíveis para a administração pública/privada, devido ao fato de integrarem os mecanismos de decisão e de ação e, …

Testamento Vital

Publicado hoje, no Diário Oficial da União - Seção 1, edição 170, páginas 269 e 270. Reproduzo na íntegra.
É bom ter escolha.

CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA RESOLUÇÃO No 1.995, DE 9 DE AGOSTO DE 2012
Dispõe sobre as diretivas antecipadas de vontade dos pacientes.
O CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA, no uso das atribuições conferidas pela Lei nº 3.268, de 30 de setembro de 1957, regulamentada pelo Decreto nº 44.045, de 19 de julho de 1958, e pela Lei nº 11.000, de 15 de dezembro de 2004, e CONSIDERANDO a necessidade, bem como a inexistência de regulamentação sobre diretivas antecipadas de vontade do paciente no contexto da ética médica brasileira;
CONSIDERANDO a necessidade de disciplinar a conduta do médico em face das mesmas;
CONSIDERANDO a atual relevância da questão da autonomia do paciente no contexto da relação médico-paciente, bem como sua interface com as diretivas antecipadas de vontade;
CONSIDERANDO que, na prática profissional, os médicos podem defrontar-se com esta situação de orde…

Nossa tragicomédia tetranual

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Nenhuma proposta é de fato apresentada. Pelo menos nada sério. O desrespeito é visível. A ignorância pelo fazer político, no que concerne a um bem maior, parece reinar. Alguns até poderiam ser consideramos inocentes peças num joguete perverso e muito mais amplo do que o posto pleiteado. Na festa da democracia muitos dos convidados parecem querer... farra.
O que num primeiro momento é risível, também preocupa. Mas, em tempo, ficarei nesse primeiro momento.
Passeei hoje pelos canais abertos a procura dos candidatos em Mesquita (não encontrei). Foram poucos minutos. Apesar de hilariante, tudo aquilo é muito difícil de aturar, pois sei que não é uma história de ficção, não é comédia.
Não resisti. Resolvi tomar nota de alguns nomes. Como a oferta parece ser ilimitada, optei por aqueles que, em seu apelido, se relacionam (ou referenciam-se) com alguma coisa, algum lugar, alguém, etc. Vamos a pequenas lista:
da Xerox da Pensão de Jesus do Preparatório da Padaria (foram dois) da TV do Açaí …

A droga da incoerência midiática

É notório que a Rede Globo e muitos dos chamados Globais – o grupo, claro, é bem mais amplo - estão engajados numa campanha voltada para mudança na política de combate às drogas. Minha percepção é que tal campanha critica basicamente a repressão. O consumidor de drogas ilícitas não poderia ser tratado como um criminoso (que é). A campanha trás histórias bem tristes, de injustiças, de imperícia e morosidade judicial, para sensibilizar a opinião pública, colocando a questão das drogas sob a ótica somente do dito consumidor eventual. Aquele consumidor que, segundo eles, não faz mal a ninguém “cheirando seu pó ou fumando sua maconha, na boa, na social…”. Tudo balela!


A reportagem recente sobre o consumo e a venda de drogas na Lapa (algo conhecido de todos andam nas ruas) não enfatizou apenas o absurdo que é o tráfico e o consumo de drogas numa área de lazer tanto para cariocas como para turistas de todo o mundo. A reportagem focou bastante na ação (ou melhor, na inação) do poder público,…

Orgânica Lei

Em 20 de Agosto de 2012, por meio do Decreto 7.794 fica instituída a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica
A PNAPO tem como objetivo "integrar, articular e adequar políticas, programas e ações indutoras da transição agroecológica e da produção orgânica e de base agroecológica, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e a qualidade de vida da população, por meio do uso sustentável dos recursos naturais e da oferta e consumo de alimentos saudáveis."
Clique aqui para ler a íntegra do decreto.

Por que agora pode?

Uma pergunta que fica aqui martelando... Considerando que o partido ora na situação fora grande crítico de privatizações (as pretendidas e as propostas, além dos métodos) ocorridas no passado - quando o mesmo  era de oposição - e as ações que se seguem do governo (desse partido) no sentido de privatizar setores que já poderiam estar a cargo da iniciativa privada...
Será que hoje vivemos um atraso de pelo menos uma década por conta de picuinhas partidárias? Será que desenvolvimento tão aguardado e necessitado por nosso país estava travado por diferenças ideológicas? Por ganância, egoísmo, cobiça de poder?

Mais massa no mesmo tabuleiro

Visitei o novo trem a ser usado pelo MetrôRio em exposição na estação Carioca. Foi há mais ou menos um mês. Particularmente não gostei.
A proposta principal, pelo que vi, é aumentar a área para as pessoas viajarem em pé, elevando, assim, a capacidade do transporte.
Hoje, indo para a Central do Brasil de metrô, percebi que faltava um dos bancos. Logo, penso que o MetrôRio já está fazendo essa experiência. Eis a solução para o caos no transporte público do Rio: se pessoas sentadas ocupam mais espaço, eliminemos tais lugares. Todos de pé! Mais sardinhas numa mesma lata. Ou, falando em transporte de massa… temos mais massa, num mesmo tabuleiro.

Outro ângulo

Licença poética… A monótona mesmice cotidiana às vezes nos proporciona momentos, digamos, necessários.
A rotina a que me refiro ocorre, no meu caso, de segunda a sexta-feira dos dias úteis (serão os outros dias inúteis?). De casa para o trabalho, do trabalho para casa. Itinerário básico.
Sobre os momentos necessários… Há poucos dias, indo pra o trabalho, entro no ônibus e pensando não ter lugar vago, inicialmente permaneço de pé. Com mais atenção percebo um lugar vazio. Me sento. O ônibus é relativamente novo, com uma estrutura interna um pouco diferente. Um dos bancos duplos, por exemplo, é voltado para trás. Ocupo justamente um dos lugares nesse banco.
Olho a paisagem passando do lado de fora. E a rotina se quebra por alguns momentos.
O que vejo parece diferente do “normal”. São paisagens novas. Aquele parque não é o mesmo. Aquela rua, aquele monumento, aquela vista… A Praça Paris, na Glória, ganhou um novo contorno. Ao dobrar a Presidente Antonio Carlos e cruzar a Presidente Wilso…

Paulo Moura

Ao PM, que hoje completaria 80 anos. E que continua nos brindando com seu eterno talento.

Ingá, ninguém mais pega.

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Há algum tempo estava conversando sobre antigos hábitos alimentares. Boas lembranças de décadas atrás, da infância e adolescência em Mesquita. Falava sobre verduras hoje difíceis de vermos a mesa. Tais como a bertalha, a serralha e a taioba. Outras muito menos conhecidas até pelos mais antigos que sempre viveram na “cidade”, mas que faziam parte de minha alimentação quando criança. Como o caruru-do-mato, por exemplo, refogado ou feito com fubá.
Na conversa lembrei também da “ponta de abóbora”, como chamávamos a ponta da planta. Não o fruto, mas a extremidade, o broto, que minha tia-avó fazia refogada e até hoje o cheiro e o gosto e a textura me causam boas recordações. Utilizava-se também o mamão verde, no lugar do chuchu, deixando os ensopados de peixe e camarão muito mais gostosos. Neste caso, era minha avó e autora dos deliciosos pratos.
E por falar em frutas, algo que sempre questiono é o sumiço da goiaba branca. Para usar uma palavra que virou moda na construção de expressões de…

"Se o parlamentar mentir, é um problema..."

"Se o parlamentar mentir, é um problema..."
A frase bem que poderia estar completa e deveria ser uma afirmação. Estaria correta. Se um político eleito democraticamente (por uma maioria) mente, é um problema, ponto. E não apenas para a maioria; é um problema para todos. Um problema, digamos, democrático. Mas parece que o nível da podridão na política assumiu níveis assustadores.
A seguir a frase completa.
"Se o parlamentar mentir, é um problema dele com sua consciência e sua audiência, não com o decoro. Aliás, nada do que o parlamentar diz da tribuna pode ser quebra de decoro".

Fonte: Folha de São Paulo

O uso da lei

Recentemente, no dia 16 de Maio de 2012, através do Decreto 7.724, entrou em vigor a Lei 12.527, de 18 de Novembro de 2011, que regula o acesso a informações previsto na Constituição Federal, esta de 5 de Outubro de 1988. Temos a Lei de Acesso à Informação.
A importância da Lei é evidente, embora, talvez por ser tão recente, essa novidade ainda não tenha gerado o impacto que tem potencial para causar. 
Mas não deixo de sentir certo receio com o andar da carruagem. Basta ficar atento ao noticiário. É lamentável que o uso da lei (pelo menos a mídia assim o faz parecer, pelo destaque dado) esteja sendo resumido a questão salarial dos servidores públicos. Algumas pessoas que lutaram contra o decreto devem estar comemorando. A lei também permite essa discussão, porém, não é APENAS isso. De qualquer forma, abaixo teço alguns comentários sobre a divulgação dos salários.
Já que falamos das possibilidade de uso de uma lei, começo recorrendo a... uma lei. 
Lei 8.112, de 11 de Dezembro de 1990,…