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Mostrando postagens de Agosto, 2010
Da clarineta ao carimbó
Paulo Moura foi (e continuará sendo) um dos maiores instrumentistas do Brasil e do mundo.


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Minhas desculpas ao Leandro
Recentemente recebi de um amigo uma indicação de vídeo. Não posso dizer que fiquei espantado com o conteúdo. Creio que o primeiro sentimento foi de indignação. Depois, ou ao mesmo tempo, senti certa vergonha, misturada com perplexidade ao pensar a situação mais amplamente. Em cena está o até então desconhecido Leandro com dos homens públicos bem conhecidos, o Presidente do Brasil, Luiz da Silva e o Governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.
Vamos aos homens públicos. Esses senhores são muito bem vistos pela maioria da população, segundo as pesquisas. O primeiro, inclusive, vive quebrando os próprios recordes de popularidade como "nunca antes nesse país...". Ambos também tentam ser reeleitos. O segundo é de fato. O primeiro, "por tabela", uma vez que a candidata de seu partido e sua candidata está bem cotada nas pesquisas principalmente por ser instrumento de continuidade. Fora isso, não tenho muito a acrescentar. Ambos são o qu…
Biblioteca do Congresso Americano (última parte)
Nesta biblioteca, pesquisadores e restauradores trabalham incessantemente para salvar uma gigantesca coleção de um de seus maiores inimigos: a ação do tempo.


Biblioteca do Congresso Americano (primeira parte)
A Biblioteca do Congresso dos EUA é a maior do mundo e tem mais de 140 milhões de itens divididos entre 463 idiomas de todas as partes do mundo. Existe um departamento inteiramente dedicado ao Brasil. Nele pode-se encontrar de tudo, desde os desenhos originais da nossa capital, Brasília, até os sucessos de Zeca Pagodinho. A instituição bicentenária reúne segredos e raridades, como o documento, de quase 500 anos, que revela uma briga judicial entre uma tribo indígena e a corte espanhola.

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Da falta de ética ao dedo-duro
Ontem, um telejornal esportivo estava transmitindo uma reportagem sobre a mais nova polêmica do futebol: a cirurgia do Kaká. A polêmica se dá pelo fato de o jogador declarar já estar sentindo dores no joelho desde a copa. Além das declarações do belga Marc Martens, médico que conduziu a cirurgia, alertando que Kaká arriscou comprometer toda sua carreira futura por ter jogado a última copa, ao invés de se afastar para tratamento. É mais ou menos isso. Não sou muito fã de futebol e o foco desta postagem não é esporte.
Bem, nesse confusão toda, surge José Luiz Runco, médico da seleção brasileira, teoricamente responsável (sic) por liberar ou não um atleta para jogar. Seria, considerando a declaração do cirurgião, responsável (sic) por qualquer problema mais grave que o jogador pudesse vir a ter. Runco pôs em dúvida a ética de Martens. Em entrevista, declarou “companheiro de profissão tem que ser ético”. Clique aqui para assistir. Reparem que em dado momento R…
Um toque para preservar
Continuo com minhas lembranças sobre a curta e incompleta viagem à Paris e Lisboa. Como o olhar crítico não ficou embaçado pela grandiosidade e beleza daquelas cidades, nem pelo incrível museu que é o Louvre, principal inspirador desta postagem, não pude deixar de notar algumas coisas. Uma dessas coisas está relacionada com minha formação em Arquivologia. Mas especificamente com uma, digamos, preocupação arquivística. Falo de preservação.
Alguns podem se perguntar o que a preservação em arquivística tem haver com o acervo museológico do Louvre. Mas preservação é algo bem mais amplo do que a mera conservação de um papiro, por exemplo. Pode estar relacionada com uma atuação política da instituição detentora do acervo, seja ele museológico, bibliográfico ou arquivístico. Pode também ter um aspecto social envolvido. E eu arriscaria dizer até que um aspecto psicológico pode estar presente. Algo como a necessidade do tocar. Ou, numa adaptação à desconfiança do apóstol…
Metas Desumanas
Domingo passado eu saí de casa e fui ao Aterro do Flamengo com uma intenção: andar de bicicleta. Pensei nisso nos dias anteriores àquele fim de semana. Tinha esse objetivo, essa meta. Pedalar num dia de sol.
Como não tenho esse meio de transporte, aluguei uma. Dez reais por uma hora. Paguei antecipado. Altura do banco regulada. Guidão um pouco torno (mas isso eu percebi depois) e mãos à obra. Ou melhor, pés no pedal. Aterro cheio. Dia de corrida de... bicicleta. Segui a orientação de seguir pela ciclovia e evitar as ruas que, mesmo interditadas para lazer, estavam sendo usadas para o evento ciclístico. Estava fazendo um dia lindo. Pedalando, sem músicas no ouvido, mas com toda a bela paisagem harmonizando o passeio.
Pessoas andando, pessoas pedalando, pessoas sentadas, em pé, pessoas caminhando. Na praia de Botafogo, reparo um senhor, com seus quarenta, talvez cinquenta anos, olhando o relógio. Mas não era uma simples conferência das horas. Era, mais que isso, uma verific…