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Mostrando postagens de Janeiro, 2007
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Biblioteca Comunitária Tobias Barreto de Menezes

A primeira vez que entrei na Biblioteca Nacional para fazer uma pesquisa, confesso que me senti intimidado. Toda aquela estrutura, beleza, procedimentos e segurança, me fizeram pensar “o que estou fazendo aqui?”. Com esse impacto, entrei de certa forma traumatizado em outra grande biblioteca, o Real Gabinete Português de Leitura, na qual, ao contrário do que esperava, me senti muito mais a vontade, livre, bem-vindo.

Com o estudo da Preservação em Arquivologia pude ter uma noção sobre os cuidados necessários que devemos ter os acervos e, com isso, posso entender um pouco a BN. No entanto, penso que a cultura, o conhecimento, devem ser acessíveis de forma ampla e democrática a população. E algumas vezes as políticas de preservação das instituições parecem ignorar um objetivo maior, o acesso.

Vi um curta metragem sobre Evando dos Santos, pedreiro e criador de uma biblioteca comunitária em seu bairro, Vila da Penha, e escritor. Já foi tema de …
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“Isso que a maioria tem falado, 99% é mentira”

O título eu copiei descaradamente do site da Caros Amigos. É parte da declaração uma freqüentadora da Igreja Renascer comentando o escândalo sobre o qual já postei aqui. Além deste, existem outros depoimentos completos, inclusive com áudio. A matéria, que indico, também exibe uma imagem do envelope usado na coleta da oferta.
Com essa febre de novos cursos “universitários” em breve teremos um de curso superior em GEFI - Gestão de Exploração da Fé Inabalável. Em dois anos e no estilo da moda: pagou, passou!

Leiam a reportagem clicando aqui.

Mas e o 1%? É de comissão?
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Lamentável

Li a pouco uma reportagem sobre o corte de verba que atingiu a educação feito pelo novo governador do Rio de Janeiro. Vinha elogiando a atuação de Sérgio Cabral, principalmente na área da saúde, que teve um choque de gestão nas primeiras semanas de seu governo. Mas qualquer decisão que gere impacto negativo na educação é lamentável. Espero que isso não seja definitivo, pois a situação já é complicada sem corte de verba.
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Mentiras de “proteção moral”

Essa é boa. O assassinato do milionário de Rio Bonito, que ganhou na megasena e teve a vida interrompida por essa sorte, traz muitas curiosidades. Uma delas é esse lance de mentira de “proteção moral” , explicação do advogado da viúva para as “contradições” no depoimento. Ele também diz que “todo depoimento traz pequenas mentiras periféricas”. No meu tempo mentira era mentira, caô, lorota. Agora mentira pode ser também periférica e de proteção moral.

O fato é que, do jeito que a coisa vai, a viúva ex-cabeleireira terá de relembrar a usar a tesoura para ter o que fazer na cadeia. Mas tudo pode acontecer. Tem gente que mata num dia e no outro está cantando internacionalmente, ou cursando uma universidade, casando, enfim, levando uma vida normal, com a ficha limpa.

E eu, curioso que sou (fofoqueiro talvez), gostaria apenas de saber se a parentada do defunto já está gastando por conta.
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Memória Viva e Ação Cultural na Escola
O evento ao qual me referi na postagem anterior tem o nome de “Memória Viva e Ação Cultural na Escola – Exposição Abdias Nascimento e a Lei 10.639”. É organizada pelo IPEAFRO sob coordenação de Elisa Larkin Nascimento, mediadora da mesa (e pelo que consta, esposa de Abdias). Começou hoje e termina amanhã no horário de 09 as 18 no Auditório do Arquivo Nacional. Hoje pela manhã o próprio Abdias esteve presente e, pelo que soube, palestrou. Infelizmente essa eu perdi. As palestras basicamente falam sobre a Lei 10.639, sua importância, aplicabilidade, as ferramentas para isso (com alguns exemplos muito bons), a resistência da sociedade, as deficiências atuais de conhecimento por parte dos profissionais de educação (que até entendo, mas, como disse, conhecimento também se busca, basta haver interesse) e até questões estruturais. A pesquisadora Elisa Larkin apresentou uma dessas ferramentas que é uma espécie de painel que mostra a cultura africana em pe…
Deus abençoe a África

No último fim de semana estive num churrasco em comemoração ao aniversário de uma amiga. Lá pelo fim da festa, uma música africana foi cantada. Até então não conhecia a música. Cheguei a perguntar do que se tratava e me disseram que era o hino do Congresso Nacional Africano, que também desconhecia. Realmente meu conhecimento é limitado, muito limitado. Mas conhecimento é algo que se pode adquirir, então, fui buscá-lo. Através da Internet conheci parte da história da canção, do Congresso Nacional Africano, e a importância disso tudo para os africanos e todos os afrodescendentes. Fiquei realmente muito emocionado. E essa emoção se repete todas as vezes que ouço Nkosi sikelel Afrika, canção tema de um clip amador que fiz e postei no YouTube. É fundamental o conhecimento da cultura africana, da cultura negra. Numa postagem recente comentei sobre a Lei 10.639 e sua a importância. Ontem, por acaso, soube de um evento que acontece hoje (25/01/2007) e amanhã no Arquivo Na…
Lei 10.639: será que vai pegar?

Ela foi sancionada em 9 de janeiro de 2003 pelo presidente Lula, numa de suas primeiras ações de seu primeiro mandato. Algumas leis pegam, outras não. Espero que esta lei, que institui a inclusão do “estudo da História da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil” pegue. Lula já está no 2º mandato. A Lei está posta, mas parece que há uma resistência ou falta de vontade política (e social) para sua aplicação em todos os municípios do Brasil. É compreensível; afinal, cultura e educação não ganham voto. Ainda mais sendo afro-brasileiras.

Infelizmente foi preciso criar uma lei para que os estudantes brasileiros tivessem acesso a sua cultura, a sua história. História essa ora deturpada, ora ignorada, até ser esquecida. O resultado de tudo isso pode ser percebido no dia…
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Prestuplenie (justiça) I Nakazanie

No último sábado (20) saiu o veredicto para um dos crimes mais hediondos dos últimos tempos (isso dentre os que tiveram alguma repercussão na imprensa). Trata-se do caso da “mãe” que jogou seu bebê, uma menina de apenas dois meses, na Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte. O que mais me chamou a atenção na matéria foi que essa criminosa poderá ter sua liberdade em 4 meses. Justiça?!

Lembrei de outros casos: um famoso cantor dirigindo alcoolizado atropela e mata um homem, está em liberdade, fazendo sucesso, ganhando dinheiro, aparecendo; um ator e sua mulher mataram uma atriz de 22 anos de forma fria e cruel, cumpriram poucos anos, estão em liberdade, vivendo suas vidas; Deputados roubam dinheiro público, “se” julgam e continuam em liberdade. Os exemplos são muitos para o mesmo tipo de caso para o qual usei (de forma imprópria e como sou muito metido) o título original da obra do escritor russo Fiódor Dostoievski, Crime e Castigo. Justiça neste caso foi …
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Cadê u dotô?

Li numa reportagem do Globo On-line sobre uma estimativa de que 10% dos médicos do Estado sejam “fantasmas”. O cálculo é apresentado pelo “novo subsecretário de Recursos Humanos e Logística da Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil, Miguel Lessa”. É um assunto no mínimo complicado de ser abordado, mas que pode ser posto, como de fato é, como um dos graves problemas do serviço de atendimento público à saúde. E não só da Cidade do Rio de Janeiro (com mais visibilidade), mas também dos demais municípios do Estado. E isso para ficar somente dentro do Estado.
Torna-se complicado principalmente por ser uma situação que perdura há muito tempo. Na minha humilde opinião é uma bola de neve. Os médicos não são valorizados e buscam compensar com mais horas de trabalho em outros lugares. Muitos se comportam por vezes como se estivessem fazendo um favor à população. E como o horário é apertado para as diversas atribuições eles não podem perder tempo, o que compromete o atendimento. …
(In) segurança pública

Semana tranqüila no Rio. O encontro de cúpula do Mercosul fez com que os “nossos” soldados deixassem de lado suas atribuições cotidianas (sic) no serviço militar, com todas aquelas continências e refeições diárias, e saíssem de “nossos” quartéis para possibilitar uma pseudo-segurança nas principais vias da cidade. Várias pessoas perguntam: “Porque não eles fazem isso todos os dias?” Com certeza uma ótima pergunta. Eu, que sou avesso ao militarismo, consigo até ver utilidade real para “nossos” soldados. Sei que a coisa não é tão simples assim, mas uma vez que existem para oferecer segurança ao povo brasileiro, deveriam se ligar que o maior fator de insegurança está aqui dentro do país. Então, devem sim ajudar no policiamento interno. E não apenas no caminho entre o Aeroporto e o Copacabana Palace. Algumas pessoas ficam receosas, pois soldado na rua lembra golpe militar. Mas acho que devemos encarar a situação e utilizar as Armas que temos. Mas com inteligência e c…
Música pra descontrair...

... mas sempre pensando na realidade brasileira. Aqui, Seu Jorge canta Brasis, música dele e do Gabriel Moura.

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Fé e dinheiro

Há alguns anos foi exibida reportagem sobre a Igreja Universal na qual os “pastores” eram vistos planejando a forma de atuação junto a seu rebanho, de forma a angariar (extorquir) mais dinheiro. Foram cenas deploráveis que mostravam canalhas rindo da cara dos “fiéis”. Se aproveitando da fé de pessoas, na maioria das vezes muito pobres, que deixavam de comprar mantimentos para suas casas em prol daquela Igreja.
Bem, tudo aquilo para meu espanto (ou não), não conseguiu abalar a tal instituição, hoje uma multinacional, concessionário de canal de televisão, com inúmeras filiais em todo o Brasil. O fato é que essa empresa só cresceu de lá pra cá.

Povo burro, ignorante? Acho que devemos refletir um pouco antes de externar esse pensamento. Às vezes tenho a impressão de que a burrice e a ignorância são políticas de Estado. O Estado ganha muito mais se o povo não contesta, não critica. Uma dessas políticas, que talvez eu aborde futuramente aqui nesse espaço, foi a extinção do ensin…
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O que esperar?

Mais um ano começou. Repeteco de Lula, Cabral com todo o gás, Chaves cheio de idéias, Bush sem previsão de tomar jeito e o mundo se ligando cada vez no resultado de décadas de degradação ao meio ambiente. A Terra está “bombando”! Ah, e um ano sem Saddan, a não ser por suas imagens um tanto polêmicas e chocantes captadas por seus carrascos com um celular, símbolo do mundo globalizado.

Mas o que esperar desde 2007? Uma amiga pergunta: “Are you ready for 2007?” Sinceramente não sei se estou preparado. Mas o negócio é deixar rolar, como diz o samba cantado por Zeca Pagodinho.

Espero que o Lula faça um bom governo, trabalhando pelo desenvolvimento real do Brasil. Com políticas públicas consistentes visando o bem comum. Espero que o Sérgio Cabral mantenha esse gás das primeiras duas semanas durante toda sua gestão. Desse terceiro tempo Chavista eu não sei o que esperar. Apenas fico curioso para saber o resultado dessa linha (um tanto torta) socialista/democrático-tirana que ele …