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Mostrando postagens de Outubro, 2008
Momento musical ...
Monumental, fenomenal, momento Cartola (3ª parte)
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Torturador no Congresso estadunidense (?)

O Bush, como já é sabido, não tem mais jeito. Continua com sua mentalidade estreita. O McCain, depois de passar tanto tempo como prisioneiro de guerra, sendo torturado (aquele bracinho tem história), não mostra repúdio ao mal que sofreu, uma vez que parece não se opor a esse tipo de crime. Sarah Palin, a distinta senhora vice-candidata, já deixou claro que vai quebrar geral e arrebentar com tudo.

Querendo juntar-se ao trio acima, está o Coronel Allen West, que comandou uma unidade militar estadunidense em Bagdá, no Iraque. Lá, o milico torturou Yehiya Hamoodi, um policial iraquiano com o qual estava trabalhando. West se baseou num boato, mentiroso como se verificou, de que Yehiya era um rebelde. Esse rumou bastou para que West conduzisse um processo de tortura onde qualquer ser humano confessaria qualquer coisa. E foi o que ocorreu, Yehiya falou nomes, os primeiros que vieram a sua mente. Afinal, o que você faria se tivesse uma arma apontada par…
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O começo de algo

Por vezes, as construções irregulares só ganham importância após já estarem estabelecidas. Prédios construídos sem planejamento e desconsiderando questões de engenharia ou legalidade do empreendimento, casas em terrenos impróprios para edificações e, mais perceptível na cidade (Rio de Janeiro) as “comunidades” que vão surgindo onde antes havia floresta ou um espaço favorável.

Quando as autoridades decidem tomar conhecimento, já está tudo pronto, os imóveis ocupados, famílias estabelecidas, vivendo sua vida do jeito que vida dá.

É o momento das enxurradas de propostas para solucionar o grave problema que parece ter surgido de um dia para o outro. Espaço aberto para políticos aproveitadores, que usam o momento para estabelecer seu curral eleitoral (“vida de gado, povo marcado, povo feliz...”). Vale notar que tais ocupações contam com infra-estrutura (água, energia elétrica, etc.). Tudo simplesmente surgindo, do nada, de forma irregular (furto de água, energia e ligações cl…
Momento musical...
...Especial, antológico, sublime, espetacular, histórico, emocionante... momento Cartola. Assistam o especial em homenagem ao centenário de Angenor de Oliveira, o Cartola.

Parte I



Parte II
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O show tem que continuar

E o batuque silencia, o samba fica um pouco mais triste, os duetos se desencontram, os solos perdem um pouco da emoção...

... Mas iremos achar o tom
Um acorde com um lindo som
E fazer com que fique bom
Outra vez, o nosso cantar
E a gente vai ser feliz
Olha nós outra vez no ar
O Show Tem Que Continuar...



Valeu Luiz Carlos da Vila






1949 - 2008
A/n/a/l/i/s/a/n/d/o
Deve ser complicado ter de defender um assassino. Sempre me surpreendo quando, após crimes hediondos, surgem advogados (de todos os níveis de qualificação e com a verborragia de sempre) realizando seu ofício. Não foi diferente no caso recente da adolescente morta em São Paulo. A advogada deu algumas declarações ao site G1. Destaco o seguinte: “Ele é primário, tem bons antecedentes, tem emprego”, onde mostra que deverá pedir o relaxamento da prisão. Analisemos:
1 - Ele é primário (?) - Bem, se fizermos uma análise temporal do crime que durou praticamente uma semana, e considerando seu desfecho - o assassinato - como o crime que o levou a prisão, podemos concluir que no passado ele cometeu um crime e algum tempo depois, outro mais grave. Logo, não o considero primário.
2 - "tem bons antecendentes" (?) - O mesmo raciocínio acima leva a crer que não. Ele já havia mantido pessoas em cárcere privado, abusou (pscicologicamente que seja) de duas menores de idade, am…
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A ausência ameaça a PAZ

“Primeiramente lhe desejo paz...”. Assim começo um texto escrito há alguns anos e que teve sua versão final publicada aqui no blog por ocasião do momento mais difícil e mais triste que já vivi.

Esse momento ocorreu há exatamente um ano, um dia para se esquecer, mas que se torna inesquecível. A violência, que na maioria das vezes nos chega através dos noticiários, como cenas de um filme hollywoodiano (pelas conversas e opiniões que ouço, dá impressão que as pessoas – me incluo aqui – começam a “tratar” dessas questões como ficção) vitimou um ente querido, atingindo, pois, toda minha família. Trágico, triste, absurdo, inesperado, bruto, desumano... violento.

Hoje um colega de trabalho comentou de forma natural (pelo menos assim soou): “mataram o Arthur Sendas”. Assassinato, tiro na cabeça, 20 de Outubro. Três coincidências. A tristeza da família, bem entendo. A violência, é algo difícil de entender. A não ser como um tipo de ausência, como já comentei aqui no blog, …
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Edifício D. João, um dos símbolos do abandono
Outro dia estava eu aguardando a van na Praça Mauá e olhando para um edifício antigo e muito bonito que ali fica. Há tempos admiro o prédio, tanto por sua beleza como por seu estado de degradação e abandono. Não pude deixar de pensar que combinava com o entorno, a praça abandonada e servindo de moradia para muitos que ali fazem suas necessidades, acendem fogueiras, dormem e estendem suas roupas para secar; é também palco de prostitutas, exploradores, marginais, bêbados e camelôs do pior tipo (furtam energia elétrica, jogam e queimam lixo no mesmo espaço que ocupam irregularmente). Tudo isso sob o olhar do Estado que ali se faz presente de várias formas (temos o prédio das Polícias Civil e Federal, e rondas de Guardas Municipais e da Polícia Miliar). Além disso temos o Porto onde desembarcam passageiros dos grandes transatlânticos com turistas que recebem tais imagens (e o cheiro e a insegurança) ao chegarem à Cidade Maravilhosa. Claro, há o…
Alguma coisa está fora da ordem

Mais especificamente no processo eleitoral que estamos vivendo no Rio de Janeiro. Um presidente da República posando ao lado de candidatos já é algo complicado de aceitar. A razão é simples: falta de isenção na relação entre as esferas da administração pública. Neste caso, a Federal e a Municipal (e Estadual também). Mas a forma como essa relação íntima está se revelando na campanha do candidato Eduardo Paes parece passar dos limites do aceitável. Esqueçam a isenção. Ética, moral... duvidem. Legalidade? É, para alguns a coisa é legal, maneira, bacana. Nada haver com o sentido jurídico da palavra. A campanha mostra o Luiz da Silva ao lado do governador que mostrou a que veio e do candidato á prefeitura da cidade do Rio de Janeiro. A mensagem: quem está com o presidente está bem na fita, receberá apoio, os projetos se concretizarão mais facilmente; já quem está contra....
Nojento, repugnante, inacreditável, criminoso. Digamos que o candidato que oxalá ganhe…
Faz tempo...

Há muito tempo não escrevo. Penso que tenha sido o maior “hiato” desde a criação do Trocando Uma Idéia Sobre Tudo. Não existe uma razão ou motivo específico. Talvez certo cansaço após a conclusão da monografia. Talvez o cansaço físico e psicológico da nova jornada iniciada em Maio, mas que começou de fato há dois meses e que parece estar em seu ápice. Talvez um desânimo com acontecimentos e notícias. O fato é que continuo aqui. As reflexões, as críticas, os desabafos, as alegrias, a poesia, a música e Tudo o mais continuam, embora nem sempre externados em palavras a serem compartilhadas nesta ferramenta.

E, para ir com calma neste reinicio, farei uso de uma estratégia que já usei aqui: tópicos ou itens sobre assuntos diversos que gostaria de escrever. Mesmo que sejam poucas as palavras, servirá para aliviar esta mente atordoada!
Convido-os a leitura… E aos comentários
1) Um passo dado, um ciclo quebrado

Quando ingressei na Universidade tinha consciência de que era protagonista de uma história inédita no âmbito familiar. E esse protagonismo é acompanhado de sentimento de esperança, de admiração, de expectativa, e também me coloca numa posição de exemplo a ser seguido. Um peso, que foi, é e será carregado com orgulho. E também uma responsabilidade.
Foram quatro anos de estudos, de novidades, com alegrias e algumas frustrações. Algumas amizades, muito coleguismo. O alicerce intelectual, que nasceu desgastado pelo fraco ensino formal de base, nos moldes da educação oficial do Estado (aquela que prega a ignorância, a desinformação, para continuar dominando), por vezes vacilou. Mas consegui, até de forma proveitosa e por vezes com destaque positivo, dar mais esse passo. E no dia 18 de Setembro de 2008, numa cerimônia simples e, pelo significado, grandiosa, colei grau, recebendo o título de Bacharel em Arquivologia pela Universidade Federal do Estado do Rio…
2) A monografia

Meu projeto de monografia inicial foi considerado, com muita propriedade, inexeqüível (apesar de uma ótima nota). Isso considerando não apenas o prazo, mas também o que demandaria de trabalho de campo e atenção de pessoas e órgãos nem sempre prestativos. Baseava-se numa pesquisa e análise do pensar e fazer arquivístico como ferramenta importante no exercício da democracia e desenvolvimento local. A região foco do estudo: Mesquita, cidade na qual me criei. Uma vez que meus pés foram trazidos de volta ao contato do solo, pelos conselhos e observações de alguém que aprendi a respeitar e a quem tenho muito a agradecer, Anna Carla (diretora da Escola de Arquivologia), pude ficar mais tranqüilo. Mais ainda quando ouvi algo que pensava (e só pensava), na forma de uma dica: falar sobre a empresa na qual trabalho. Com isso, o projeto por hora engavetado, foi substituído. O tema ficou sendo o setor de Segurança, Meio-ambiente e Saúde (SMS) da Petrobras Transportes S/A. Um estudo …
3) Eleições: minhas percepções

O exercício da cidadania, o acontecimento característico da democracia, se deu num ambiente poluído por aproveitadores, imbecis, inescrupulosos que consideram a totalidade da população como massa de manobra. O que se viu nas ruas e na televisão foi algo asqueroso, de dar nojo. A começar pelo presidente da República em campanha apoiando o atual prefeito de Duque de Caxias (que, aliás, teve o que merece nas urnas e deverá desocupar o cargo esse ano). Luiz da Silva, ao lado do prefeito daquela cidade, apresentou um novo hospital como se fosse um presente para o povo. Caramba! O que está acontecendo afinal? Em breve, os motoristas que pararem no sinal vermelho serão aplaudidos, uma vez que, embora estejam fazendo o que devem, será algo raro. É como presentear uma criança por esta passar de ano. O Hospital não é um favor ou presente. É nada mais que a obrigação do prefeito, zelar pela saúde da população. População essa que paga seus impostos e espera o mínimo.…