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Mostrando postagens de Fevereiro, 2007
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É Carnaval. O Rio de Janeiro já vive esse momento tão aguardado. Alguns blocos já saíram, outros aguardam ansiosos. Camelôs a postos com suas barraquinhas e suas caixas de isopor (haja caixa). A Ambev deve estar rindo à toa. As fantasias já foram definidas, os improvisos aguardam aquele momento de inspiração dos foliões. Quem é de sambar já está por aí, quem não é já pôs o pé na estrada ou está tramando alguma programação off-folia. É tempo de festa, e, mesmo com tantas coisas para lamentar, iremos sorrir, brincar, dançar, cantar, beber, pular (não necessariamente nessa ordem).
O Bola Preta sai amanhã, o Carmelitas sai hoje, o Escravos saiu ontem. São tantos! Vamos aos trabalhos. Ficou a promessa da prefeitura em criar uma infraestrutura que suporte tanta festa. Segurança e banheiros químicos são essenciais. Veremos o que será oferecido.
É mais um Carnaval e, em tempos de discussão sobre a lei 10.639, valorização da cultura afrobrasileira e africana, minha Beija-Flor traz um enredo que …
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Um minuto de silêncio: isso não é novidade

Como não poderia deixar de ser, esse post está relacionado à atrocidade cometida a uma criança aqui no Rio de Janeiro. O fato ocorreu há pouco mais de uma semana e ocupa a imprensa nacional que exibe detalhes, manifestações, análises, repercussões, etc. Não me focarei no caso em particular, essa não é minha intenção como podem ver no título. Gostaria apenas de lembrar alguns dos crimes hediondos que ocorreram nos últimos anos, com repercussões similares às suscitadas pelo que ocorreu a essa criança.

Antes, porém, cito uma explicação do psquiatra José Outeiral sobre banalização que vi numa reportagem sobre Ética e indiferença, do Fantástico. “O que é a banalização? Se um de nós se deitar hoje à noite, ouve o tic tac do relógio durante poucos segundos. Num determinado momento, desapareceu o tic tac. Sempre que alguém é exposto a um estímulo repetido, semelhante, banaliza, não se percebe mais”. Parece-me que o crime, o desrespeito a vida, está ban…
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Conhecendo para mudar: Trabalho escravo.

"Art. 1º: É declarada extincta desde a data desta lei a escravidão no Brazil."
"Art. 2°: Revogam-se as disposições em contrário."

Em 13 de maio de 1888 foi assina a lei que extinguiria o trabalho escravo no Brasil. Muitos foram contra. Muitos a favor. É certo que, pelo que estudei, naquele momento a maioria dos escravos já haviam sido “liberta”, mas o regime ainda persistia. E considero que, com os recursos da época, era muito difícil uma fiscalização efetiva em todo o território nacional então ocupado, no sentido de coibir esse tipo de exploração.

Depois de quase 120 anos ainda persistem as dificuldades para fiscalizar essa prática que não teve fim. Parece que mais uma lei não pegou, devido talvez ao interesse econômico, uma pitada de inércia de Estado, uma porção de impunidade, além de maucaratismo, desrespeito, desinformação (como disse num post há algum, a ignorância parece ser política de Estado), enfim o coronelismo e out…
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U g a n d a

Recentemente assisti ao “O Último rei da Escócia”, filme sobre as experiências de um médico escocês na Uganda governada pelo ditador Idi Amin. É um filme forte, que mostra a África sob o ponto de vista de um escocês de classe média alta, médico, jovem inexperiente em busca de aventura. Exibe, sem retoques, a sujeição e sofrimento de um povo com os caprichos de um ditador que inicialmente se mostra populista e democrático, mas aos poucos manifesta toda sua brutalidade e intolerância. Vê-se covardia e coragem, ética e corrupção, miséria e ostentação, vida e, principalmente, morte. Leia crítica de Pedro Vilaça no Cinema em Cena.

Algo que pode passar despercebido aos olhos de muitos é o que chamo de construção do fenômeno. Como pôde surgir um ditador como Idi Amin? Não por acaso, com certeza. Como pôde haver tanto sofrimento e morte sem que o mundo agisse? Pergunto isso, pois a intervenção com o propósito de salvar um povo e garantir a democracia de um país é algo bastante comum…
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Alguém, o menino, o bandido... ...o povo, o sentimento... ...a realidade, o resultado, o ciclo

Já tiveram vontade de surrar, socar, quebrar, chutar, destruir algo ou alguém como forma de externar um sentimento de raiva, de revolta? E dar um basta em determinada situação a base da porrada? Eu já. Acredito que muitos também e penso que é algo inerente ao ser humano comum, com toda sua perfeita imperfeição. Até mesmo a incompreensão suscita tais pensamentos, quando não materializados em atos. Cólera, ira, ódio, vingança! Afinal, quem nunca cometeu um dos sete? Eu excluiria o Gandhi, pois este pregou a não-violência.

Não sou expert em animais, mas dizem que cachorros em geral ficam violentos por conta do dono. Já vi um cara chutando seu pitt-bull de estimação. Isso me lembra um filme dos anos 80 chamado “Cão Branco”. Triste!

Então, o resultado desse “tratamento” é um cão que ataca sem motivos, ou com motivos irracionais aos nossos olhos. Com isso cria-se uma espécie de ciclo vicioso: o homem o…
Uma maçã podre pode estragar todo o cesto

Ontem (31/01) aconteceu, como já era de se esperar, um protesto contra o fim do cheque-cidadão. Segundo reportagem do O Dia, cerca de 300 pessoas fizeram a manifestação em frente ao Palácio Guanabara. Uma manifestação democrática e bem organizada, que suscitou uma pergunta interessante do novo governador fez uma pergunta interessante: “Queria saber quem pagou os ônibus"?

Não sou contra o auxílio para as pessoas que precisam. Ainda mais numa sociedade assolada pela corrupção, com canalhas “trabalhando” de forma a manter boa parcela da população como está: pobre e sem perspectiva.

Mas, assim como existem tais canalhas, existem também os que se aproveitam de uma política de distribuição de renda ou inclusão social (o que essa não é) para ganharem um dinheirinho extra. Pessoais que se inscrevem nesses programas não porque precisam naquele momento, como muitos realmente precisam, mas para aumentar sua renda em R$ 100, podendo assim investir seu d…