sábado, maio 21, 2011

Freedom Riders

The story behind a courageous band of civil rights activists called the Freedom Riders who in 1961 creatively challenged segregation in the American South.





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sábado, maio 14, 2011

A BN e Eu

Hoje parece que resolvi relembrar escritos passados. A exemplo da postagem abaixo sobre o "dia seguinte" ao 13 de maio, ao ler notícia sobre os 200 anos da Biblioteca Nacional não pude deixar de recordar um texto que escrevi há dois anos sobre o que considerei (e considero) barreiras de acesso à informação (e a cultura, e ao saber, e ao conhecimento...). Leia aqui.

Há alguns meses, fuçando no Google Street View, eu passeei pela Quinta Avenida, em Nova Iorque. Como estava de bobeira, parei em frente ao número 455 e fiquei olhando para a Biblioteca Pública daquela cidade. Foi inevitável pensar numa outra biblioteca, a Nacional. Esta fica num outro número, o 219, de uma outra avenida, a Rio Branco. De uma outra cidade, de um outro país. Não fica tão longe, embora distante como exponho em minha crítica.

Me chamou a atenção o movimento em frente a biblioteca de NY. Pessoas e mais pessoas, vida. Fiz uma rápida pesquisa para conhecer melhor e fiquei impressionado ao ler numa matéria no Estadão que, em 2009, aquela biblioteca pública havia recebido cerca de 40 milhões de visitas!

Não faço ideia do número de pessoas que visitam a Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro. E são muitas as variáveis que poderiam desmistificar a imagem de ambas as instituições expostas no Google no que se refere ao "movimento" de pessoas. Uma delas poderia ser o dia da semana, ou mesmo o horário em que o registro foi feito. Porém, não posso deixar de pensar na política de acesso e, por que não dizer, no fortalecimento de uma "cultura de biblioteca" tanto na Cidade Maravilhosa como na The Big Apple.

Há poucos dias, durante um passeio cultural pelo Centro do Rio de Janeiro, estávamos na Cinelândia. Ali, cercados de belas obras arquitetônicas, vemos uma turma de formandos com suas indumentárias posando para a "foto de formatura" (aliás, a palavra formatura denota algo tão conclusivo, quando deveria designar apenas mais um passo). Bem, o grupo, após posar nas escadarias do Theatro Municipal, atravessou a rua para aproveitar outro pano de fundo, as escadarias da Biblioteca Nacional.

Venenoso como sempre, não contive o comentário: "olhe, talvez seja a primeira e única vez que todos ali, ou a maioria, estiveram naquela biblioteca". Falei outros absurdos (?), mas lhes pouparei.





Simbolicamente, aquele pequeno muro ao subir as escadarias da "nossa" biblioteca dizem sobre a questão do acesso. Veem algum na "deles"?


O dia seguinte

Há alguns anos escrevi um texto sobre esta data. Leia aqui. O quatorze de maio, de 1888 e anos seguintes... até hoje, mais um quatorze de maio.

Lembrei hoje de ter visto uma foto antiga que exibia uma celebração (?) no Paço Imperial. Veja abaixo



Ao ver esse registro eu fico imaginando se foi feito algum do dia seguinte. É certo que, considerando as dificuldades na difusão da informação em 1888, o acontecimento tenha levado algumas semanas (ou meses) para percorrer todo um país de dimensões continentais.

As vezes tenho a impressão de que tal informação ainda não foi absorvida por todos. Talvez, assim como tantas outras leis, aquela cuja assinatura foi tão festejada, "não pegou".

Obs.: A quem interessar possa, a PEC-00438/2001 ainda está correndo de mão em mão na Câmara dos ilustres deputados. Ela "estabelece a pena de perdimento da gleba onde for constatada a exploração de trabalho escravo (expropriação de terras), revertendo a área ao assentamento dos colonos que já trabalhavam na respectiva gleba."

segunda-feira, maio 09, 2011

Mesquita e o desrespeito à Saúde


Neste domingo (09/05/2011), minha mãe se sentiu mal durante a madrugada. Eram aproximadamente 3 horas da manhã do Dias das Mães. Recorreu a UNIDADE DE SAÚDE DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA DR. MÁRIO BENTO na Rua Barão do Rio Branco, do bairro Jacutinga, município de Mesquita/RJ (clique aqui). Minha mãe é moradora do bairro, praticamente vizinha da Unidade de Saúde.

Chegando lá, foi recebida por um atendente confortavelmente instalado numa cadeira e com as pernas em cima de uma mesa. Este diligente funcionário de uma instituição pública de saúde informou não haver médico ou qualquer profissional do atendimento. Minha mãe foi embora após alguns minutos. Felizmente está bem agora, mas poderia ter sido diferente.

No mesmo dia fui visitá-la. Saindo de sua casa após o almoço, por volta das 13h30min. Enquanto aguardava a Kombi (infelizmente o necessário transporte complementar da cidade), vejo uma mulher se dirigindo ao mesmo posto em busca de atendimento, talvez para um de seus filhos (três crianças de idades diferentes). Mais uma mãe. Retorna logo depois reclamando e ouço bem quanto lamenta, revoltada, terem um posto sem profissionais de saúde, apenas um prédio (recém inaugurado por sinal). Pelos comentários, de ambas as mães, o descaso não é novidade.

Resolvo conferir. Afinal, já são duas homenageadas do dia se queixando do mesmo problema. Quantas outras? Vou até o posto. Logo no portão, um senhor conversa animado com uma mulher e brinca com uma criança. Percebo tratar-se de uma família. Pacientes em busca de atendimento? Acompanhantes aguardando paciente? Não. O homem, pelo que vi, trabalha no posto. A mulher e a criança, provavelmente mulher e filho(a), ou conhecidos, não sei.

Entro. Dirijo-me ao balcão de atendimento onde três homens (um uniformizado, usando um terno escuro, e outros dois com roupas casuais) assistem, muito animados, algum dos detestáveis programas dominicais num aparelho de televisão ali instalado. Além deles, mais ninguém no posto.

Começo minhas perguntas:
1) Existe algum médico atendendo? NÃO
2) Em nenhuma especialidade? NÃO
3) Alguma previsão para que alguém atenda? NÃO.

Agradeço e saio. Se verificarem no site da prefeitura de Mesquita (clique aqui) verão que a tal unidade de saúde deveria operar "Todos os dias com atendimento de urgência 24 horas". Mas como eu e as mães - e sabe-se lá quantas outras mães e outras pessoas em busca de atendimento - puderam comprovar, não é o que acontece. Reitero que a unidade passou por reforma e "reinaugurou" recentemente. Para quê? Talvez para oferecer aos moradores momentos de decepção, de desamparo. Talvez para deixar disponível a todos mais um canal de descaso com a saúde, de desrespeito com o ser humano. E, claro, para empregar pessoas animadas e descansadas e descontraídas, que gostam de assistir televisão numa tarde de domingo no dia das Mães.

Observações:
a) Enviei texto similar para a Ouvidoria do Município. Requerimento número 03372. Feito hoje e como autônomo. Mas, como podem ver, público aqui no TUIST onde posso ser identificado. Nada a esconder, muito para falar.
b) Também encaminhei para o canal Eu-repórter, do O Globo Online. Quem sabe um pouco de publicidade serve para, pelo menos, incomodar certo prefeito enquanto este curte seu segundo mandato, certo secretário de saúde, certa subsecretária de saúde e outros servidores que simplesmente não servem.
c) Segundo informações do Portal Transparência (algo louvável num município administrativamente tão caótico), a secretaria de saúde conta com 69 médicos, sendo 68 no quadro permanente em diferentes faixas salarias. Clique na imagem para ampliar.


d) Segundo informações obtidas no mesmo Portal, a Unidade de Saúde objeto desta postagem conta com 4 médicos no quadro permanente recebendo salário base de R$ 6.996,00. Pelo visto eles estão fazendo bom uso do salário (fico pensando se possuem matrícula em outros órgãos, ou se são tão diligentes caso atuem em estabelecimentos particulares). Esses 4, pelo visto não são tão permanentes assim. Clique na imagem para ampliar.



Viva às Mães!
Cadeia para os gestores da Saúde em Mesquita!!

quinta-feira, maio 05, 2011

The Mothers Index

Being a new mom is rewarding and challenging. But what extra burdens do mothers in poor and rural communities face?



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Rio de Janeiro. Belezas e Mazelas

O Rio de Janeiro conta com pontos turísticos naturais e outros tantos frutos de trabalhos arquitetônicos e paisagísticos.  O descaso do...