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Mostrando postagens de Agosto, 2011
Antes que eu me esqueça... novamente

Ontem (e hoje na madrugada) estive no Back2Black Festival, na Leopoldina, Rio de Janeiro. Há dois anos estive na primeira versão e minha opinião não mudou pelo que eu vi ontem/hoje. Logo, a essência do que postei em 2009 ainda vale (leia aqui). Isto é, o evento nasceu deturpado. E, como venho dizendo, agora é só a farra pela farra.

Como nada mudou, a intenção de hoje é provocar. Gostaria de provocar os hipócritas, tanto os conscientes como os ignorantes. Posso até me incluir, num ou noutro caso.

Primeiramente começarei com uma de minhas analogias esdrúxulas e baratas. Vamos lá. Imaginem que promoverei uma festa. Aluguei um salão ou um sítio isolado. Contratei uma atração musical, fiz uma decoração bem legal no espaço, convidei um montão de gente. É claro, cerveja não falta. Mas cobro, para cobrir os gastos. E, devido a proporção que o “evento” toma e seguindo o que manda alguma lei municipal, busco as devidas autorizações. Eu estou promovendo a fest…
Um charmoso que mata por R$ 0,60

Sempre gostei do Bondinho de Santa Teresa. Me remete ao passado, num tempo áureo da vida cultura, social e boêmia de um Rio de Janeiro que não conheci. Complicado isso. Sentir saudades de um tempo que não vivi.

A primeira vez que passeei de bonde foi no final dos anos 90. Frequentava muito Santa Teresa. Me idealizei morando lá, usando o bondinho em meu cotidiano. Lembro também que levei minha família para um primeiro passeio naquele lindo bairro, cheio de encanto, de beleza, de peculiaridades.

Por isso recebi com muita tristeza mais uma notícia trágica envolvendo o Bondinho . E, embora não seja um frequentador assíduo do bairro com seu veículo sob trilhos, posso afirmar que a tragédia vem sendo anunciada há muito tempo.

O Governo do Estado do Rio de Janeiro e a Prefeitura Municipal da Cidade do Rio de Janeiro devem ser responsabilizados!

O Bondinho de Santa Teresa, apesar de ser considerado uma atração turística, é, em primeiro lugar, um meio de transp…
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Revolução da Informação

Assisti ao vídeo recentemente num curso sobre linguagens documentárias. A autoria é do professor de Antropologia Cultural da Universidade Estadual do Kansas, no EUA, Michael Welch. A versão a seguir foi traduzida pela Knowtec, que atua na área de Inteligência Competitiva. A versão original (com melhor resolução) pode ser vista aqui.

É muito interessante, pois da informação e do fenômeno informacional com as novas tecnologias numa dinâmica moderna, criativa e acessível.

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World Paper Free Day

What can you do to reduce paper use in your organization? Get some tips and participate in World Paper Free Day.

Livros abertos, livros ligados

Dia desses estava eu no ônibus da empresa e abri um livro. Ao me lado sentou um senhor e ligou o seu. Dispensável dizer que o objetivo de ambos era o mesmo: aproveitar o tempo de deslocamento para a leitura. Mas não deixa de ser visualmente impactante a maneira como o objetivo de ambos era atingido.

Meu livro, o de abrir, não era velho. Comprei há uns 15 anos talvez, quando assinava a Reader’s Digest e sempre adquiria as coletâneas de quatro livros em um. A baixa qualidade do papel, somada a falta de cuidado técnico para sua conservação, deu ao livro um aspecto muito antigo.

Já o do colega ao lado, o livro de ligar, emanava novidade, modernidade. O brilho da tela, as letras bem definidas, o design futurístico. Detalhes notados num olhar indireto; tão visível e destacado era aquele aparelho que parecia ter sido tirado de um filme de ficção.

A cena ficava ainda mais interessante ao ser analisada em seu conjunto, pois a idade dos leitores era inversamente propo…
O Nelson, o Tonho, a Crítica e a Honra
Comparações e definições

Comparações algumas vezes são difíceis. Por vezes até inadequadas. Mas outras vezes permitem relacionar questões a princípio sem relação aparente de modo a podermos enxergar, e expressar, nossa opinião, tecer comentários, analisar de forma mais ampla, olhar por outro ângulo... Tal como uma licença poética usada para outro fim que não a poesia e a rima.

Nelson Jobim, acaba de deixar o Ministério da Defesa. Entregou sua carta de demissão (ou foi demitido) por conta de suas declarações. As mais recentes tiveram como “alvo” as ministras-chefe da Casa Civil e da Secretaria de Relações Institucionais. Antes, já havia entrado em polêmica ao declarar não ter votado na atual presidente.

Vê-se que a crítica não é e nunca foi bem vista no atual governo. E no anterior também. Aceite, concorde, cumpra... ou cale-se... ou caia fora. Quardadas as devidas proporções, imaginem se todo funcionário do serviço público federal tivesse sua posse (…