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Mostrando postagens de Abril, 2016

O Centro do Rio

Muitas obras, algumas violências e tantas hipocrisias.
O Centro do Rio sempre me despertou admiração e encanto. Principalmente pelas construções antigas, carregadas de histórias. Os sobrados, os casarões, os palácios, as ruas…
Uma das coisas que a insegurança, ou a sensação de insegurança, nos tira é a oportunidade de contemplação. Mas nem sempre foi assim, tão proibitivo (e pouco recomendado) contemplar os sobrados, os casarões, os palácios, as ruas…
O Rio passa por uma transformação. Os Jogos Olímpicos parecem pedir uma mudança de paisagem. O Rio precisa de roupa nova para essa festa. E contamos que as vestimentas sejam de qualidade e duradouras. Embora, pelo acontecimento recente e triste na Ciclovia Tim Maia…
VLT, Museu do Amanhã, Museu de Arte do Rio, Aquário, Passeios públicos, Túneis… As obras são diversas.
Infelizmente não são apenas obras de melhoria que vemos se multiplicarem. Os assaltos também. O Rio de Janeiro, em particular o Centro do Rio, Cidade Olímpica, está cada vez m…

Autógrafo na era do e-book

Há uns 15 anos, num dos ótimos momentos da roda de samba que acontecia no Museu da Imagem e do Som (MIS), em sua sede da Praça XV, no Centro do Rio, ocorreu o lançamento do Livro A Velha Guarda da Portela de Carlos Monte (pai da maravilhosa Marisa Monte) e João Baptista M. Vargens.
Foi um momento mágico. Muitos artistas compareceram. Beth Carvalho, por exemplo, lá estava. E outros tantos. Comprei o livro, como não poderia deixar de fazê-lo. A leitura foi prazerosa. As muitas histórias de cada um dos integrantes da Velha Guarda, contadas com linguagem fácil e descontraída, foram ali registradas para que todos pudessem conhecer um pouco mais da vida daqueles senhores e senhoras do samba. A Velha Guarda da Portela estava vivendo, e proporcionando, uma ótima fase. Shows, evidência no espaço cultural.

Nunca gostei de abordar famosos para autógrafos. E no MIS não foi diferente. Somado ao fato de que estava bem cheio e a aproximação mais difícil. Mas tive outra oportunidade. A Velha Guarda (…

Sobre o silêncio

O que dizer quando o que se tem a dizer nada acrescenta? A relevância da palavra só existe quando o conteúdo da mesma for, em si, relevante. O que não digo tem mais consistência do que poderia sequer pronunciar. Embora, se comparado ao que penso,  e não sou competente para transpor no limiar da língua, meu silêncio só consiste em ausência de som. Por isso, o meu silêncio, peço que o relevem.