Quero conversar, expor, externar, bater um papo, levar um lero, trocar uma ideia. Com quem? Com você, com ninguém, com o divino, com o profano, com o justo, com o injusto, com o tudo e com o nada, comigo mesmo. Como? Com palavras, com imagens, com sons, com silêncios, com conhecimento, com ignorância, com paixão ou neutralidade, com amor ou ódio, com alegria ou tristeza, como eu quiser ou puder. Quando? Talvez agora, ou daqui a pouco, ou nunca, ou sempre. Sobre o quê? Sobre nada... ou TUDO!
terça-feira, outubro 28, 2008

O Bush, como já é sabido, não tem mais jeito. Continua com sua mentalidade estreita. O McCain, depois de passar tanto tempo como prisioneiro de guerra, sendo torturado (aquele bracinho tem história), não mostra repúdio ao mal que sofreu, uma vez que parece não se opor a esse tipo de crime. Sarah Palin, a distinta senhora vice-candidata, já deixou claro que vai quebrar geral e arrebentar com tudo.
Querendo juntar-se ao trio acima, está o Coronel Allen West, que comandou uma unidade militar estadunidense em Bagdá, no Iraque. Lá, o milico torturou Yehiya Hamoodi, um policial iraquiano com o qual estava trabalhando. West se baseou num boato, mentiroso como se verificou, de que Yehiya era um rebelde. Esse rumou bastou para que West conduzisse um processo de tortura onde qualquer ser humano confessaria qualquer coisa. E foi o que ocorreu, Yehiya falou nomes, os primeiros que vieram a sua mente. Afinal, o que você faria se tivesse uma arma apontada para sua cabeça e um louco contando cinco, quatro, três....?
Um soldado insatisfeito com os procedimentos de seu superior resolveu denunciar. O que o levou a ser investigado pelo Pentágono. Multado em 5.000 dólares, o Coronel declarou “É possível que eu estivesse errado sobre o Sr. Hamoodi”.
Abu Ghraib, Guantánamo, e talvez outras “instituições” de tortura e supressão de direitos humanos, tornam-se símbolos de que esse negócio de tortura nunca mais não pega tão fácil. Mais uma prova disso, e da leniência e complacência de uma parcela da população (fenômeno não exclusivo dos EUA) é a candidatura do tal Coronel ao Congresso estadunidense. E com apoio de muitos, tenham certeza.
Continuando assim, casos como de Sami Al-Hajj e Yehiya Hamoodi se repetirão.
quinta-feira, outubro 23, 2008

Por vezes, as construções irregulares só ganham importância após já estarem estabelecidas. Prédios construídos sem planejamento e desconsiderando questões de engenharia ou legalidade do empreendimento, casas em terrenos impróprios para edificações e, mais perceptível na cidade (Rio de Janeiro) as “comunidades” que vão surgindo onde antes havia floresta ou um espaço favorável.
Quando as autoridades decidem tomar conhecimento, já está tudo pronto, os imóveis ocupados, famílias estabelecidas, vivendo sua vida do jeito que vida dá.
É o momento das enxurradas de propostas para solucionar o grave problema que parece ter surgido de um dia para o outro. Espaço aberto para políticos aproveitadores, que usam o momento para estabelecer seu curral eleitoral (“vida de gado, povo marcado, povo feliz...”). Vale notar que tais ocupações contam com infra-estrutura (água, energia elétrica, etc.). Tudo simplesmente surgindo, do nada, de forma irregular (furto de água, energia e ligações clandestinas de esgoto) ou não.
O Estado, que deveria estabelecer e manter políticas e ações para coibir ocupações irregulares e cuidar do espaço urbano, algumas vezes surge com seu aparato para desfazer o que se fez sob seus olhos turvos. Conflitos, nesse momento não são raros. Ordens de despejo, polícia, famílias desesperadas, brigas, feridos... Tudo isso tem um começo. Começo ignorado e que pode ter desfecho trágico.
A foto acima mostra esse começo. Barracos foram construídos num terreno da Avenida Rodrigues Alves, próximo à Cidade do Samba (ao fundo). Só não vê quem não quer, e me parece que a atual gestão da município não tem interesse algum.
terça-feira, outubro 21, 2008
segunda-feira, outubro 20, 2008
E o batuque silencia, o samba fica um pouco mais triste, os duetos se desencontram, os solos perdem um pouco da emoção...
... Mas iremos achar o tom
Um acorde com um lindo som
E fazer com que fique bom
Outra vez, o nosso cantar
E a gente vai ser feliz
Olha nós outra vez no ar
O Show Tem Que Continuar...
Valeu Luiz Carlos da Vila

Esse momento ocorreu há exatamente um ano, um dia para se esquecer, mas que se torna inesquecível. A violência, que na maioria das vezes nos chega através dos noticiários, como cenas de um filme hollywoodiano (pelas conversas e opiniões que ouço, dá impressão que as pessoas – me incluo aqui – começam a “tratar” dessas questões como ficção) vitimou um ente querido, atingindo, pois, toda minha família. Trágico, triste, absurdo, inesperado, bruto, desumano... violento.
Hoje um colega de trabalho comentou de forma natural (pelo menos assim soou): “mataram o Arthur Sendas”. Assassinato, tiro na cabeça, 20 de Outubro. Três coincidências. A tristeza da família, bem entendo. A violência, é algo difícil de entender. A não ser como um tipo de ausência, como já comentei aqui no blog, num contexto de certa forma diferente, mas parecido. A ausência de que falo é de bondade, de amor, de clareza, de consciência, de inteligência. Ausência de humanidade, de racionalidade, de fraternidade, de respeito pelo outro... Ausências que presenciamos, vivenciamos e participamos cotidianamente. Paradoxalmente, o que está presente em nossas vidas é essa ausência que nos tira entes queridos, pessoas amadas que continuaram presentes, embora ausentes.
Dia 20 de Outubro, um dia marcado (para mim e para tantos outros, infelizmente) como um dia de violência, de tristeza, de ausência. Neste dia, assim como ou até mais que em outros, peço PAZ.

domingo, outubro 19, 2008
Outro dia estava eu aguardando a van na Praça Mauá e olhando para um edifício antigo e muito bonito que ali fica. Há tempos admiro o prédio, tanto por sua beleza como por seu estado de degradação e abandono. Não pude deixar de pensar que combinava com o entorno, a praça abandonada e servindo de moradia para muitos que ali fazem suas necessidades, acendem fogueiras, dormem e estendem suas roupas para secar; é também palco de prostitutas, exploradores, marginais, bêbados e camelôs do pior tipo (furtam energia elétrica, jogam e queimam lixo no mesmo espaço que ocupam irregularmente).
Em suma, sobram razões para que o Estado (Prefeitura, Governo Estadual e Federal) e outras instituições e pessoas descruzem os braços e se importem mais com essa área de tão grande valor e tão pouco valorizada.
Área esta que abriga o Edifício Príncipe D. João, que já foi motivo de manifestação em prol de sua recuperação e até agora nada. Leiam a matéria "Edifício Príncipe Dom João: um patrimônio ameaçado" na edição de Setembro/2007 da Revista Papel do Guia (página 12).

terça-feira, outubro 14, 2008
quarta-feira, outubro 08, 2008
Há muito tempo não escrevo. Penso que tenha sido o maior “hiato” desde a criação do Trocando Uma Idéia Sobre Tudo. Não existe uma razão ou motivo específico. Talvez certo cansaço após a conclusão da monografia. Talvez o cansaço físico e psicológico da nova jornada iniciada em Maio, mas que começou de fato há dois meses e que parece estar em seu ápice. Talvez um desânimo com acontecimentos e notícias. O fato é que continuo aqui. As reflexões, as críticas, os desabafos, as alegrias, a poesia, a música e Tudo o mais continuam, embora nem sempre externados em palavras a serem compartilhadas nesta ferramenta.
E, para ir com calma neste reinicio, farei uso de uma estratégia que já usei aqui: tópicos ou itens sobre assuntos diversos que gostaria de escrever. Mesmo que sejam poucas as palavras, servirá para aliviar esta mente atordoada!
Convido-os a leitura… E aos comentários
Quando ingressei na Universidade tinha consciência de que era protagonista de uma história inédita no âmbito familiar. E esse protagonismo é acompanhado de sentimento de esperança, de admiração, de expectativa, e também me coloca numa posição de exemplo a ser seguido. Um peso, que foi, é e será carregado com orgulho. E também uma responsabilidade.
Nesta data eu quebrei um ciclo, sendo o primeiro (de muitos, espero) em minha família a iniciar e concluir um curso de nível superior.
Meu projeto de monografia inicial foi considerado, com muita propriedade, inexeqüível (apesar de uma ótima nota). Isso considerando não apenas o prazo, mas também o que demandaria de trabalho de campo e atenção de pessoas e órgãos nem sempre prestativos. Baseava-se numa pesquisa e análise do pensar e fazer arquivístico como ferramenta importante no exercício da democracia e desenvolvimento local. A região foco do estudo: Mesquita, cidade na qual me criei. Uma vez que meus pés foram trazidos de volta ao contato do solo, pelos conselhos e observações de alguém que aprendi a respeitar e a quem tenho muito a agradecer, Anna Carla (diretora da Escola de Arquivologia), pude ficar mais tranqüilo. Mais ainda quando ouvi algo que pensava (e só pensava), na forma de uma dica: falar sobre a empresa na qual trabalho. Com isso, o projeto por hora engavetado, foi substituído. O tema ficou sendo o setor de Segurança, Meio-ambiente e Saúde (SMS) da Petrobras Transportes S/A. Um estudo de caso à luz da Arquivologia. Quando sair o registro do trabalho, pretendo publicá-lo (todo ou em parte) aqui no blog.
Foi um trabalho interessante de escrever, onde pude aprender bastante. E consigo vislumbrar aplicabilidade, apesar de não se constituir num instrumento propriamente dito, talvez sirva para conscientizar (a força de trabalho, aqueles que decidem, etc.)
O exercício da cidadania, o acontecimento característico da democracia, se deu num ambiente poluído por aproveitadores, imbecis, inescrupulosos que consideram a totalidade da população como massa de manobra. O que se viu nas ruas e na televisão foi algo asqueroso, de dar nojo. A começar pelo presidente da República em campanha apoiando o atual prefeito de Duque de Caxias (que, aliás, teve o que merece nas urnas e deverá desocupar o cargo esse ano). Luiz da Silva, ao lado do prefeito daquela cidade, apresentou um novo hospital como se fosse um presente para o povo. Caramba! O que está acontecendo afinal? Em breve, os motoristas que pararem no sinal vermelho serão aplaudidos, uma vez que, embora estejam fazendo o que devem, será algo raro. É como presentear uma criança por esta passar de ano. O Hospital não é um favor ou presente. É nada mais que a obrigação do prefeito, zelar pela saúde da população. População essa que paga seus impostos e espera o mínimo. E numa cidade com um dos maiores PIBs do país (graças à mãe Petrobras).
Outra coisa são os apelidos esdrúxulos cada vez mais recorrentes nas eleições. Parecem fazer troça dos eleitores e do próprio pleito. Fulano da padaria, beltrano da farmácia, sicrano de alguma outra loja. Pensei que fosse algo somente do Estado Rio, no caso das eleições para prefeito, mas uma simples consulta no portal da Justiça Eleitoral mostra que esse triste fenômeno ocorre em todo o país.
A poluição completa o quadro vergonhoso. Parece que a cada ano o volume de lixo cresce nas eleições. Panfletos, santinhos, outdoor, carros de som. Apesar de ter visto esse tipo de sujeira em outras votações, fiquei assustado com o que vi.
E com o que ouvi também. Principalmente a demonstração da alienação da juventude, o que assusta ainda mais. Explico e conto. Estava eu voltando de Mesquita, de ônibus. Uma menina sentou no banco de traz e, como bem que poderia deixar de ser, sacou seu comunicador. O bate-papo com o interlocutor, que esses ouvidos captaram, foi sobre a eleição e, me presenteou com algumas pérolas pavorosas, tais como: “peguei um papelzinho no chão e resolvi dar uma moral pro cara”, “O nome? Ah, nem lembro!”. Pela conversar, era a primeira vez que a cidadã ia às urnas. Pensei comigo: haverá futuro? Qual?
Mas algo positivo ocorre. Minha irmãzinha de catorze parece estar consciente da importância da ocasião e das responsabilidades não só de quem vota, mas de quem é eleito. Outro ponto positivo foi a condução de Fernando Gabeira ao segundo turno na cidade do Rio de Janeiro. Espero que o futuro seja assim, com boas possibilidades.
A menina no mercado
Havia uma menina no mercado. Devia ter uns 12 anos. Talvez menos. Estava atrás de mim no caixa. Tinha dois pacotes de macarrão instantâneo n...
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" Então é Natal ... ... e o que você fez?". Esse verso se tornou, para mim, o marco inicial das festas de fim de ano. É uma música...