quarta-feira, agosto 05, 2009

Por que William mudou de idéia?

Gostaria de indicar o artigo do professor William Douglas que relata como mudou de idéia em relação ao sistema de cotas para negros. O que William relata - sua experiência como voluntário no EDUCAFRO e uma situação mais particular, em sua casa - e que o fizeram refletir para além dos textos e teses, são questões que vejo no cotidiano, mas que também demorei um pouco para perceber. Apenas quando saí de um casulo onde tudo era tido como normal, apenas quando pude ter como comparar, sentir, escutar, vivenciar, tive parâmetros e condições de refletir... só então pude me dar conta, pude "cair na real". Para ler o artigo em questão, clique no link abaixo.

As cotas para negros: por que mudei de opinião

sábado, agosto 01, 2009

Não reeleja ninguém

Essa é uma "campanha" que está circulando na Internet, uma espécie de protesto em prol da moralização do Congresso. Estou nessa! O voto é um momento onde podemos formalizar nossa indignação com o que vemos. É simbólico, mas é válido.

terça-feira, julho 28, 2009

Inexistentes. Será?

Uma vez li um artigo sobre o governo estadunidense e sua relação com arquivos com restrições de acesso. Tais documentos estavam – ou esperava-se que estivessem – classificados como, por exemplo, secreto, ultrassecreto, etc. Bem, alguém, que não me recordo no momento, tentava localizar algum tipo de informação que, passado anos, já deveria ter seu acesso mais, digamos, democratizado.

Esse pesquisador, procurando por informação secreta, não logrou sucesso. Nada foi encontrado.

Qual foi a tática do governo para manter uma informação secreta, mesmo depois de prescrito o prazo para que tal informação permanecesse com essa classificação?

Simples. A informação procurada não foi classificada. Para todos os efeitos, ela não existia.

Logo, o governo poderia dizer ao pesquisador: a informação secreta que você procura não existe!

Lembrei-me dessa história após ler declaração recente do Luiz da Silva a respeito dos arquivos da ditadura. Leia aqui. São muitos os interesses na abertura desses arquivos. Igualmente numerosos são aqueles contrários.

sexta-feira, julho 24, 2009

Parabéns Madiba!


© JONATHAN SHAPIRO. 20-07-2009
Zapiro (sempre uma grande charge). Clique
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quinta-feira, julho 23, 2009

Até onde vai isso tudo?

O Profeta Gentileza, hoje lembrado com saudades e pouco compreendido quando ainda caminhava pela cidade, dizia e deixou registrado: "gentileza gera gentileza". Hoje, sinceramente, situações vividas e vivenciadas me fazem discordar dessa afirmação. A famosa frase do "amansador dos burros homens da cidade que não tinham esclarecimento” mais soa como uma quimera. O esforço diário é para que esse fato não me transforme no que abomino. Talvez ele pensasse mesmo nessa frase como um desejo, uma bela esperânça fortalecida pela sua fé, tal como amor gera amor, um sorriso sempre contagia...

A ignorância e a intolerância criam uma afirmativa diversa daquela quimera profética: o ódio gera mais ódio. E isso pode ser contagiante, um ciclo vicioso difícil de ser quebrado.

É o que se percebe nestes tempos quando se trata, por exemplo, dos que praticam o Islamismo e que nos últimos anos são tidos por muitos como sinônimo de terroristas. Sua fé, seus costumes, são observados com receio, medo, quando não, repelidos.

No vídeo abaixo, uma das polêmicas envolvendo os islâmicos é a vestimenta feminina. Mas especificamente o véu. Vestimenta parecida com a usada, por exemplo, por Madre Teresa de Calcutá. Será que ela seria discriminada e obrigada a retirar seu véu? E quanto às representações de Nossa Senhora, Virgem Maria... deverão as imagens e esculturas serem alteradas para mostrar uma mulher sem o seu véu? Até onde vai isso tudo?



Leniência ou relativismo

"É preciso saber o tamanho do crime, ou seja, uma coisa é você matar, outra coisa é você roubar, outra coisa é você pedir um emprego, outra coisa é relação de influências, outra coisa é o lobby..." - Palavras de Luiz da Silva, Presidente deste país de meu deus! sobre as gravações divulgadas recentemente onde podemos ouvir um ex-presidente deste mesmo país de meu deus! e atual presidente do Senado e membros de sua grande família falando sobre contratação de parentes. Ou melhor, assumindo a prática desse "desvio".

Luiz da Silva relativiza o crime, insinuando diferentes graus de importância ou gravidade para cada uma das ações [que cita]. Eu também poderia relativizar o impacto dessas práticas do Congresso no país. É simples, se o dinheiro que pagamos de impostos está sendo usado para algo escuso, para pagar quem não deveria receber, ou mesmo para pagar X a alguém que deveria receber um décimo de X... bem, se isso ocorre, consequentemente, algum valor está deixando de ser aplicado em educação, em políticas públicas saúde, sanitarismo, na segurança alimentar sustentável (diferente da esmola), segurança pública. Enfim, coisas básicas que esperamos de nossos funcionários (os servidores públicos, concursados, eleitos por nós). Sem essas coisas básicas, simples, temos um aumento da criminalidade, diminuição da educação, doenças evitáveis se alastrando por baixa condição sanitária, fome, medo... e uma apatia da sociedade que, por ignorância (no sentido de desconhecer, ignorar), acaba por achar isso tudo normal, uma sina talvez. Uma das consequências disso tudo: mortes.

Então, relativizando as ações de nossos digníssimos deputados, senadores, vereadores, ministros, prefeitos, presidentes... eles podem ser considerados assassinos ou não.

Mas o que mais me impressiona não é a relativização desses atos criminosos. O que me espanta é a leniência para com esses atos que, não ajudando a abolí-los ou diminuir a incidência, pelo contrário, acaba por incentivar a continuidade desse absurdo.

quarta-feira, julho 22, 2009

Guia de sobrevivência

Este documentário, produzido para a BBC, mostra uma jovem mulher nigerina (Baraca Lawali) e seu bebê enfrentando o desafio diário para se alimentarem. O Níger é um dos países mais pobres do mundo. Ex-colônica francesa, esse país africano tem a maior parte de seu território coberto pelo Saara. As dificuldades são muitas.

O que chama atenção no vídeo, além do problema social e humanitário agravado pelo machismo comum em várias sociedades, é algo que sempre me emociona e me encanta: a mulher africana. Quanta coragem, beleza, força, quanta nobreza...




O documentário também mostra o trabalho da ONG Action Against Hunger e UNICEF...

Mas as heroínas são elas, as Mulheres Africanas.


A menina no mercado

Havia uma menina no mercado. Devia ter uns 12 anos. Talvez menos. Estava atrás de mim no caixa. Tinha dois pacotes de macarrão instantâneo n...