quinta-feira, novembro 01, 2018

Brasil, Brasileiro... Música

Moro no Brasil - Farofa Carioca

Moro no Brasil
Não sei se eu moro muito bem ou muito mal
Só sei que agora faço parte do país
A inteligência é fundamental (...)




A Verdadeira Dança do Patinho - BNegão

Eles traçam e destraçam o seu caminho - É a dança - dança do patinho
Eles mandam uma qualquer e tu leva fé direitinho - É a dança - dança do patinho (...)




Brasis - Seu Jorge

Tem um Brasil que é próspero
Outro não muda
Um Brasil que investe
Outro que suga...


sexta-feira, agosto 10, 2018

Nos importa o passado?

Rio de Janeiro. De ontem. De hoje. Nosso passado. Nosso presente. O futuro? Quem sabe?

Gosto muito de caminhar pelas ruas do Rio. Nem sempre é algo fácil, prazeroso, belo. Mas os buracos, que são muitos, e as pedras portugueses desrespeitadas nos ensinam. Atenção para onde vamos, onde pisamos é um dos ensinamentos. Nem todos passam nos muitos testes.

A incomoda obra do VLT é mais um dos muitos incômodos da engenharia da mudança, que vai moldando a cidade ao longo dos anos, dos séculos.

Atualmente é a Rua Marechal Floriano, outrora Rua Larga, que se prepara para o amanhã. E, para ganhar a nova vestimenta, precisa se desnudar da atual. E é nesse ponto que o passado se faz presente. 

Várias são as estrutura do que ali existiu. Arqueólogos se espalham escavando, limpando, tentando "ver" o passado. 

Hoje caminhei por aquele passado. Notei uma aglomeração de pessoas, incluindo equipe de televisão, observando trabalhadores no ponto próximo ao Colégio Pedro II. Mais ruínas vindo à tona. 

Pouco depois li que naquele local "foram achados alicerces e poços de uma loja de venda de escravos, que funcionou provavelmente nos anos 1860 e 1870". 

Vejam só. Pessoas livres observando as chagas do passado cativo. Sempre me pergunto o que estariam pensando...

Próximo daqueles presentes curiosos com o passado havia um senhor. Calculo que tinha entre 60 e 70 anos. Não menos. Talvez mais. Mendigava. Um verbo feio, triste, duro, cujo substantivo reforça nosso subdesenvolvimento. Um senhor negro, como tantos outros. 

Não me escapou a triste ironia. Aquele senhor tão presente era nosso passado. Nossa ruína em carne, ossos, roupas sujas, olhar triste e mãos estendidas. 

Mas todos ali olhavam para a nossas ruínas de pedra, terra e objetos inanimados. Estendiam as câmeras seus smartphones, seus olhares, seu interesse...por um passado. 

Enquanto isso...

segunda-feira, outubro 23, 2017

Rio de Janeiro. Belezas e Mazelas

O Rio de Janeiro conta com pontos turísticos naturais e outros tantos frutos de trabalhos arquitetônicos e paisagísticos. 

O descaso dos governantes ao longo de décadas nos legou muitas mazelas, muitas feridas abertas, onde um grande número de pessoas sofre, sem opções, sem perspectivas. 

Parece absurdo, mas existe uma curiosidade mórbida, uma espécie de fetiche de algumas pessoas que consideram a pobreza, os problemas, a miséria como "atração turística". 

Hoje ocorreu uma tragédia que, em parte, provocada por essa "preferência turística". Uma preferência explorara comercialmente por diversas agências de turismo. Basta fazer uma busca simples no Google: "Favela Tour". 

Temos de parar de glamorizar nossas mazelas, nossa miséria.


sábado, setembro 30, 2017

Internet World’97

Lá se vão 20 anos. Era setembro de 1997. Copacabana. Rio de Janeiro. No local hoje funciona o Hospital Copa D´Or, mas há 20 anos ali havia o Hotel Copa D´Or.

Dois anos antes, a internet havia transposto os muros das universidades e instituições de pesquisa e se tornado acessível ao público. Poucos a conheciam e um grupo menor vislumbrava até onde aquilo tudo poderia nos levar. E, claro, como ganhar dinheiro.

Eu trabalhava como analista de suporte numa empresa de consultoria em informática e telecomunicações (Easy Informática), comandada pela dupla de profissionais de grande competência, Jorge Amaral e Lia Aversa - aos quais agradeço o privilégio do período de aprendizado.

E lá fomos participar, com tantos outros congressistas, participar do Internet World’97, 6º Congresso Internacional sobre Internet e 6ª Exposição Internacional de Produtos e Serviços para Internet. Era tudo novidade. Tudo possibilidade.

Lembro que um dos palestrantes foi Marcelo Madureira, do Casseta&Planeta. Não pensem que foi só piada. Pelo contrário. Marcelo demonstrou grande conhecimento em tecnologia, além de ter vivenciado aquele bicho estranho chamado Internet antes deste “escapar” dos muros das universidades. E ele trouxe mais possibilidades que se consolidavam no Casseta no ambiente digital.

Tudo isso antes do Facebook, antes do Twitter, antes do Whatsapp, antes do Instagram. Pessoal, tudo isso antes do Google!




domingo, setembro 03, 2017

Passado, Presente, Futuro

No passado me disseram
Para pensar no futuro
Durante aquele presente

Então naquele passado
Eu pensei no futuro 
sem viver
O que pude daquele presente

E aquele passado passou
E num presente estou 
sem saber
Se meu futuro chegou

quarta-feira, março 29, 2017

O emprego

Eis uma animação, belíssima, de Santiago Grasso, um cineasta argentino que demonstra muita sensibilidade e consegue nos fazer refletir sobre as relações humanas no trabalho, sobre o trabalho que exercemos para os outros, sobre o trabalho que os outros exercem para nós... 
Somos patrões? Somos empregados? 
Somos o sapato? Somos o capacho?
Sobre a relevância e a irrelevância do que fazemos.
Sobre a visibilidade e a invisibilidade do que fazermos.

A menina no mercado

Havia uma menina no mercado. Devia ter uns 12 anos. Talvez menos. Estava atrás de mim no caixa. Tinha dois pacotes de macarrão instantâneo n...