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terça-feira, dezembro 01, 2015

Há 60 anos...

Uma Rosa chamada Rosa Louise McCauley
 
Uma Rosa que brotou
E nos encantou
Uma Rosa de luz
E que nos conduz
 
Ao putrefato racismo
 Seu perfume de liberdade
Nos fez resistir
Nos fez refletir

 Seu perfume de liberdade
Que nos impregna
E nos envolve
E nos ilumina
E nos dá força
 E nos inspira

Flor corajosa
Rosa amorosa
Rosa mulher
Anjo bem-nos-quer


Montgomery City Code related to Rosa Parks arresting





sexta-feira, março 06, 2015

Algumas pessoas carecem. Eu não!

Assaltos e sequestros-relâmpagos em shoppings do Rio, da Zona Sul do Rio. Discutem de quem é a responsabilidade pela segurança nesses ambientes, discutem o “abuso” dos criminosos em atuarem em áreas como essas, discutem, discutem, discutem…

Me compadeço das vítimas. Tenho medo e a cada dia fico mais medroso. Espero que as autoridades façam o que se espera, de maneira simples e eficaz e responsável e justa: conduzir os bandidos (todos) à justiça, para que respondam por seus crimes a luz da legislação vigente. Quero paz!!

Dito isto, devo comentar (e registrar) minha discordância com os que bradam que os shoppings da Zona Sul se tornam ambientes inseguros. Não penso assim. Eu, por exemplo, me sinto seguro.

Ao adentrar nesses ambientes, automaticamente tenho toda a atenção dos prestimosos seguranças. Mesmo os que estão à paisana, facilmente reconhecíveis pela ânsia em me “ajudar”.  Estão sempre próximos. Sempre atentos. Sempre prontos para me prestar seu “apoio”. Às vezes penso até que almejam que eu “precise de ajuda”. Por vezes penso que os seguranças dos shoppings da Zona Sul do Rio de Janeiro têm a certeza absoluta de que “pedirei ajuda”. E até se decepcionam quando não têm a oportunidade de me “ajudar. Triste.

Me sinto culpado por decepcioná-los. Mas, acima de tudo, lamento o fato de que, ao me dispensarem tanta atenção, deixam de observar os que realmente precisam de “ajuda”. São pessoas que, para os seguranças dos shopping centers da Zona Sul do Rio de Janeiro, aparentemente (aparência, aparência suspeita, boa aparência, aparência…) não precisarão de “ajuda”, pessoas com as quais eles não precisam se preocupar. Para eles seria um espanto se determinadas pessoas necessitassem de “ajuda” e eu não.

Essa mesma presteza demonstrada de forma nada sutil pelos seguranças dos shopping centers da Zona Sul do Rio de Janeiro eu noto também em seus congêneres que trabalham mercados, galerias, lojas de rua, vias públicas, espaços culturais e outros estabelecimentos. Até em policiais, sempre tão prestativos.

Já escrevi para estabelecimentos como Hortifruti, Supermercado Zona Sul e outros para reclamar de tanta “atenção”. Mas parece que os responsáveis por esses estabelecimentos não conseguem coibir o impulso assistencialista dos seguranças. Ou até entendem e estimulam. Quem sabe?

Algumas vezes considero um preconceito dos seguranças de shopping centers da Zona Sul do Rio de Janeiro (e seus congêneres), por acharem que precisarei de “ajuda”. Ou mesmo com quem eles pensam que nunca precisarão de ajuda. Um conceito que, por sua reincidência, por sua reiteração, por sua persistência, por sua obstinação… mas parece um conceito. Um infeliz conceito. Uma infeliz certeza.

Mas não são apenas os seguranças de shopping centers da Zona Sul do Rio de Janeiro (e seus congêneres) que pré(conceituam) minha carência de auxílio, de ajuda, de assistência. Existem muitas pessoas que, preparadas e ávidas para “ajudar”, correriam para me “acudir” e outras tantas que, por medo ou receio de uma situação em que eu necessite de ajuda, se afastariam, precavidamente.  Triste. Muito triste.

Finalizo. Existem, infelizmente, muitas pessoas que precisam desse tipo de ajuda. Eu não. Aos seguranças de shopping centers da Zona Sul do Rio de Janeiro eu digo: eu não preciso do tipo de ajuda, do tipo de atenção, do tipo de assistência que cismam em me proporcionar.

Não sou um carente.

Sou um cliente. 

quinta-feira, setembro 04, 2014

Racismos brasileiros

No Brasil, além do racismo velado, temos o racismo embalado e o térmico. Um, feito "no embalo da torcida"; outro, "no calor do momento".

terça-feira, março 04, 2014

Incomodo.doc - racismos, preconceitos, blábláblás e confusões

Mais uma vez esse assunto. Talvez, quem sabe, um dia isso vire tema exclusivamente dos livros de história, iguais aos que jazem empoeirados nos velhos sebos. Por enquanto, infelizmente, faz parte do cotidiano de muitos. Alguns percebem, outros não. Algumas vezes ganha repercussão, com grande estardalhaço, pitadas de sensacionalismo, a turma dos “movimentos”, a galera do “deixa disso”, capas de jornais e revistas, reportagens especiais, blábláblá… até que surge algo mais “quente” e bola pra frente, vamu-qui-vamu, vira a página. Mas o assunto continua. Em outro lugar, com outro alguém.

Há muito tempo que não escrevo. Já escrevi sobre esses “hiatos”, sobre esse negócio de “não escrever”. Não vou me alongar nessas explicações. Hoje, porém, depois de alguns tweets, vejo um arquivo na área de trabalho. O nome: Incomodo.doc. O conteúdo tem quatro linhas:

Incomodo* 
    Elevador
        Zona sul
            Racismo

(*) por isso o nome do arquivo, atribuído automaticamente e aceito~

O arquivo data, como vejo depois de iniciar o texto, de Novembro de 2013. Tenho essa mania de, quando dá vontade de escrever (desabafar em palavras) e não tenho tempo nem inspiração, faço anotações simples, seja em arquivos, seja em e-mails salvos a seguir em rascunho, poucas vezes em papel. Algumas vezes descarto, outras vezes dou continuidade ao projeto. Neste caso, após muitos meses, cá estou tentando concluir. Vamos lá.

Sou negro, como podem ver pela foto do perfil. Uma característica que poderia passar despercebida considerando que vivo num país miscigenado, num Estado com uma população negra relevante, blábláblá.
Mas eis que essa característica simples assume uma relevância absurda quando percebida num ambiente onde sua predominância é baixa, onde não é “esperada” (por alguns, sequer aceita). Tal como um golfinho ou uma baleia quando aparecem numa praia da Zona Sul, quando o fato ganha repercussão uma vez que tais seres estão afastados de sua área (não de seu habitat, pois é o mar). Estão onde não se espera que estejam. São observados, analisados.

Embora não por ser mamífero, também sou observado e analisado, talvez com mais atenção, ao dividir o elevador (aqui mesmo no prédio onde moro) ou ao entrar em estabelecimentos comerciais da região (Supermercado Zona Sul e Hortifruti, por exemplo).

A primeira anotação feita neste arquivo de Novembro de 2013 foi “incomodo”, na forma verbal, primeira pessoa do singular, pois é isso mesmo que percebo: EU incomodo. Um mamífero de pele escura num bairro predominantemente de mamíferos de pele mais clara causa estranheza em muitos mamíferos.

As pessoas mal disfarçam seu incomodo no elevador, por exemplo. Algumas vezes, até me dão privilégio da exclusividade, ao se negarem a adentrar, recusando a gentileza mais que humana daquele tempinho que um mamífero passa “segurando” a porta do elevador para o outro mamífero.

Nos estabelecimentos, notoriamente os citados acima, conto com a prestimosa atenção dos seguranças (alguns à paisana) que me acompanham por cada corredor, cada gôndola. Como declarei recentemente num tweet para o Supermercado Zona Sul, seria patético se não fosse cruel (não encontrei melhor palavra para, naquele momento, exprimir o que sentia).

O absurdo assume certas características por vezes curiosas, por vezes cruéis e/ou essencialmente criminosas. É que o incômodo, muitas vezes gera confusão.

O raciocínio de certa forma é até simples. Sendo um ambiente onde a predominância é de mamíferos de pela clara, um mamífero de pele escura pode assumir um comportamento distinto. Algo excepcional. Afinal, o que ele estaria fazendo “fora de seu habitat”?

Muitas vezes, na rua, em restaurantes, bares ou outros estabelecimentos, eu sou confundido (ou simplesmente relacionado, pela aparência) com algum artista ou jogador de futebol. É interessante, confesso. Mas, não posso dizer que me sinto bem. Estando ou não satisfeito, sou o que sou, e não gosto quando me atribuem, para o bem ou para o mal, algo diferente (seja por ignorância, seja por conceitos pré-concebidos).

Em outras vezes, a maioria na verdade, a confusão é outra. O estereótipo do criminoso, do bandido, do vagabundo, parece se formar nas mentes de seguranças, de porteiros, de policiais, de atendentes, de pessoas comuns, mamíferos com diferente nuances de pele, seja mais clara ou mais escura. E a atenção que me é dispensada se torna incômoda, restritiva, constrangedora, humilhante, cruel, desumana.

Com alguns outros mamíferos de pela escura, além de tudo isso, a “atenção” se torna violenta. Há poucos dias veio à tona a notícia, então quente (clique aqui, tem um vídeo interessante, aqui também), de um mamífero de pele mais escura que foi preso e ficou encarcerado durante mais de duas semanas por ser confundido (olha a confusão aí gente! chora... por que é triste) com um assaltante. A "confusão", me fez lembrar um episódio de um seriado americano:


Racismo versus preconceito. Racismo não existe, somos uma só raça, blábláblá. Ah, mas falamos em racismo num contexto histórico-sociológico e não genético-biológico blábláblá. Ah, mas ninguém no Brasil pode se dizer negro ou branco, dada a intensa miscigenação ao longo da história blábláblá. Ah, mas eu não tenho preconceito, meu melhor amigo é negro, meu namorado é negro, minha namorada é negra, minha mãe/pai é negro, o tio-avô da minha prima de segundo grau é negro, eu sou negro blábláblá.

São tantos livros, tantas pesquisas, tantos artigos, tantos seminários, congressos, simpósios, tantos encontros, tantos documentários, tantos filmes, tantos programas, tantos gráficos, tantas estatísticas, tantas comparações, suposições, afirmações e negações, tanta história, tanta biologia, tanta sociologia, tanta genética, tanto blábláblá…  que vamos nos afastando da simples realidade.

Ser preterido no atendimento ou perseguido em estabelecimentos comerciais, ser evitado em elevadores, ser confundido com famoso ou com bandido, ser preso… ser morto. O ser negro incomoda muita gente. Ser negro pode causar muita confusão.

quarta-feira, novembro 20, 2013

Um "dia" que incomoda muita gente

Uma busca simples por "Dia da Consciência Negra" no Twitter e é possível ter noção de como o ser humano pode ser pequeno e limitado. A ignorância e a estupidez são tão ou mais arraigadas que o preconceito, e com certeza bem menos veladas que o racismo (ainda mais em tempos de internet).

segunda-feira, novembro 05, 2012

1 ano, 5 meses, 1 dia


Nessas semanas que antecedem a posse do Ministro Joaquim Barbosa, atual vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, como presidente da casa, eu comecei a vislumbrar a possibilidade de o Ministro assumir, interinamente que seja, a Presidência da República. Um presidente negro no Brasil.

A constituição prevê, em seu artigo 80, que “em caso de impedimento do Presidente e do Vice-Presidente, ou vacância dos respectivos cargos, serão sucessivamente chamados ao exercício da Presidência o Presidente da Câmara dos Deputados, o do Senado Federal e o do Supremo Tribunal Federal”.

Numa pesquisa rápida (ou aqui), tive uma surpresa. Não seria novidade. Entre 14 de Junho 1909 e 15 de Novembro de 1910 o Brasil foi governado por um mulato. Com o falecimento de Affonso Penna, assumiu seu vice, Nilo Procópio Peçanha.

A pesquisa também mostrou que a origem mestiça de Nilo Peçanha não passou incólume aos olhos da sociedade (e da imprensa) na época.  Foi “ridicularizado na imprensa em charges e anedotas que se referiam à cor da sua pele”.

História

Achei bastante interessante também a mensagem apresentada ao Congresso Nacional em 3 de Maio de 1910. Com certeza é um documento histórico importante que apresenta um retrato do Brasil no início do século XX.

Indústria, educação, saneamento, imigração, política externa e interna, iluminação pública, conservação de patrimônio, infraestrutura, seca no nordeste… Está tudo lá.

Destaque para o “abandono” ao assumir a presidência, quando apenas dois ministros aceitaram continuar. E também para o subsidio (e cuidados e benefícios) concedido aos imigrantes.

Vale a pena ler. Em alguns momentos irá parecer algo bem atual. Clique aqui.

sexta-feira, maio 14, 2010

The Color of Beauty

Renee Thompson is trying to make it as a top fashion model in New York. She's got the looks, the walk and the drive. But she’s a black model in a world where white women represent the standard of beauty. Agencies rarely hire black models. And when they do, they want them to look “like white girls dipped in chocolate.”

The Colour of Beauty is a shocking short documentary that examines racism in the fashion industry. Is a black model less attractive to designers, casting directors and consumers? What is the colour of beauty?

This film is part of the
Work For All series, produced by the National Film Board of Canada, with the participation of Human Resources and Skills Development Canada





Fonte: National Film Board of Canadá

sábado, maio 08, 2010



Marcapasso da compreensão


O marcapasso é um dispositivo que produz um estímulo elétrico conduzido até o coração quando este apresenta um número de batimentos abaixo do adequado para o funcionamento do organismo, para manutenção da vida. O aparelho compreende que nossa bomba interna precisa ser ajustada e faz esse ajuste.





Homem é baleado na cabeça ao tentar entrar numa agência bancária. O cliente havia sido foi barrado na porta giratória por usar um marcapasso. O crime foi cometido pelo segurança do banco, que está preso. O Banco emitiu nota lamentando e ao mesmo tempo se defendendo, com uma observação sobre o segurança ser de empresa terceirizada. Seria melhor não terem emitido a nota. Ora, será que a empresa a qual pertence o segurança se apossou do banco naquele momento? A agência bancária é de quem afinal?

Quando ouvi a notícia, além de ficar chocado com a violência gratuita (eu ainda me choco), fiquei imaginando como seria a vítima. Sem mais delongas, imaginei naquele momento qual seria a cor de sua pele. Não seria a primeira vez. Dois dias depois eu vi a foto da vítima, o Sr. Domingos Conceição dos Santos. E a dúvida que tive ao ouvir a notícia se dissipou.

Lembram-se do caso do jornaleiro assassinado em 2006 por um segurança do banco Itaú no Rio de Janeiro? O mesmo cenário, os mesmos tipos, a mesma tragédia.

Fico muito intrigado quando ouço discursos vazios e ao mesmo tempo calorosos a respeito das questões raciais no Brasil – ah, pela enésima vez, raça aqui considerada como fenômeno social, sociológico, já que todos sabemos que a palavra é inapropriada e incorreta se aplicada num contexto biológico. Na rua, nos meios de comunicação, no trabalho, nas conversas de botequim... parece que é sempre a mesma coisa. E aí me vem a mente o tratamento que recebi em determinado estabelecimento comercial, a reação da pessoa à frente na calçada ou ao ocupar o lugar vazio no ônibus, ou o repúdio ao lugar vazio quando este é ao meu lado. Me vem em mente comentários sutis com clara conotação racial, seja rebaixando, seja preconceituando ou mesmo conceituando de maneira negativa as pessoas cuja pele é negra em suas várias nuances. Por vezes, tais comentários ou expressões são usados sem que o falante tenha consciência do falado, tamanha é a incorporação e a naturalização disso. Como dizem, está no sangue.

Gostaria que analisassem quando uma pessoa (pode ser você) usa a gíria/expressão “nego” ou “neguinho” ou a forma ainda mais reduzida e simplificada “neguim”. Nego é, neguinho fez, neguinho aconteceu... Contem quantas vezes esse “neguim” ou esse “neguinho” ou esse “nego” representa um sujeito que realizou coisas boas. Acreditem, é um teste interessante.

Alex de Castro, do LLL escreveu um post muito interessante sobre isso há uns dois anos. O título é
O uso do nego. Também indico Quem sabe da ofensa é o ofendido, do mesmo blogueiro.

Essas situações me permitem ter uma percepção do ponto de vista do segurança do banco, da loja de departamentos, do supermercado, da atendente da lanchonete, da pessoa na calçada, no ônibus, do colega do trabalho, do colégio. Se nas pequenas situações, no cotidiano, essas sutilezas foram tão enraizadas, tão cruelmente naturalizadas no agir, no falar, no olhar de tantos (e esses tantos não se restringem a uma etnia) dificilmente eu explicaria a ação do segurança da agência como um reflexo livre do contexto racial. Essa má resolvida mazela.

Esse e outros seguranças – não todos, pois generalizar seria um erro – não são preparados para dar segurança às pessoas (e nem à instituições). Não estão preparados para lidar com seres humanos e, justamente por isso, são nocivos aos seres humanos. E estão armados.

Acho que as pessoas deveriam todas usar um marcapasso. Não especificamente para o funcionamento de nossa bomba interna, mas um que emitisse um estímulo a nossa consciência todas as vezes que detectasse que nossa visão do outro está sendo deturpada por nossos preconceitos (ou conceitos). Um marcapasso que nos permitisse compreender que o outro somos nós.


"Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter." - Martin Luther King

quinta-feira, abril 08, 2010

Os males que a escravidão criou

... "Firmava-se duradouramente o princípio da impunidade e do casuísmo da lei que marca nossa história e permanece como um desafio constante aos tribunais e a esta Suprema Corte. Consequentemente, não são só os negros brasileiros que pagam o preço da herança escravista." Leia na íntegra clicando aqui ou aqui.

Depoimento de Luiz Felipe de Alencastro no Supremo Tribunal Federal, em audiência pública sobre as cotas raciais. Em 04 de Março de 2010. Alencastro é Cientista Político e Historiador, Professor titular da cátedra de História do Brasil da Universidade de Paris IV Sorbonne.

Leia também:

Audiência Pública sobre Políticas de Ação Afirmativa de Reserva de Vagas no Ensino Superior ... outros depoimentos.

A menina no mercado

Havia uma menina no mercado. Devia ter uns 12 anos. Talvez menos. Estava atrás de mim no caixa. Tinha dois pacotes de macarrão instantâneo n...