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sábado, janeiro 31, 2015

A vaquinha do governo

O governo resolveu fazer uma vaquinha para salvar o país. Achou isso melhor, mais prático e mais fácil do que eliminar a corrupção. Além de ser uma medida mais rápida de ser aplicada, uma vez que não corre o risco de quebra-quebra (já que estamos falando de mais de 20 centavos) e não precisa dar satisfação a ninguém. Por ser uma entidade muito eficiente e contar com pessoas competentes e proativas, resolveram sinalizar graficamente qual será a contribuição do povo. Assim não fica dúvida alguma. Muito didático.

Crise hídrica

A capacidade de criar expressões bonitas e rebuscadas para falar de coisas simples (e por vezes feias, tristes e preocupantes) parece não ter fim.

A seca, temperada com a falta de estrutura, de planejamento e maus hábitos, virou crise hídrica.

Talvez não saibam, mas existe uma dessas expressões para o desmatamento: supressão vegetal.

Tanto a supressão vegetal como a crise hídrica são “fenômenos” que ocorrem e são praticados há muito tempo no Brasil.

Toda essa polêmica envolvendo o racionamento de água só é polêmica pois agora atinge determinado setor da sociedade, determinadas regiões.

Racionamento de água ocorre em Mesquita, cidade da Baixada Fluminense no Estado do Rio de Janeiro, há décadas. Assim como o racionamento de energia elétrica. São racionamentos forçados, pela falta de estrutura histórica daquela região.

Raramente foi noticiado. Protestos e reclamações ocorreram, claro. Mas ninguém ateou fogo ou queimou ônibus. Dificuldades com falta de civilidade são fatais. Mesquita sobreviveu e sobrevive. Hoje com problemas velhos e novos. Mas está lá. Mesquita é apenas um de muitos exemplos de racionamento de água e luz (e boa gestão).

Água é algo muito valioso e importante e vital para ser tratado com a irresponsabilidade que nossos gestores têm demonstrado. Não apenas irresponsabilidade, mas falta de bom senso, falta de escrúpulos, falta de coragem. Sobram a má fé e a ignorância. Tentam mascaram o interesse político por trás de suas declarações. 


Infelizmente esses canalhas são presenteados com uma chuva de votos a cada 2 anos. E florescem, e brotam e se desenvolvem e se alastram pela sociedade.

A corrupção é uma serra

Uma floresta promissora. Diversa. Grandiosa. Extensa. O mundo olhava atendo para ela. O que acontecia ali?

Nela, uma árvore se destacava. Com suas raízes profundas e ramificações, na superfície e no subterrâneo. Era também muito alta. A mais alta da floresta. De seu topo se via toda a extensão da mata. Era uma bela árvore. Importante. Imponente. Dela sobreviviam, direta e indiretamente, muitas e muitas outras árvores menores, próximas e distantes. Sua sombra gerava conforto a todos que estavam próximos. Seus frutos alimentavam os muito próximos e os muito distantes.

Durante muito tempo uma praga, até então pouco percebida, embora presente, se multiplicou e ganhou força, comprometendo toda a estrutura da grandiosa árvore. A árvore perdeu força. Suas folhas estavam secando. Seus galhos estavam mais fracos. Seus frutos já não tão abundantes.

E toda a floresta ficou preocupada, apreensiva. A promessa de um futuro mais rico se transformava em medo. Pois ficava claro que, se a árvore caísse, derrubaria muitas e muitas outras. E a floresta padeceria.

Uma fábula tosca, nascida dessa minha mente perturbada. Mas com base em fatos. Se vocês buscarem vídeos de desmatamento, talvez encontrem muitos nos quais, quando uma árvore de grande porte é cortada, ao cair, derruba muitas outras. Logo, não é apenas a árvore cortada que morre, outras menores e igualmente promissoras e importantes morrem também.

Uma pauta que ocupa os noticiários, assim como a chamada crise hídrica, está relacionada com a operação Lava-Jato. A maior empresa do Brasil (será que ainda é neste momento?) abalada por uma rede de corrupção, que envolve fornecedores, governo e os próprios funcionários.

Eis o quanto é perniciosa a corrupção. Em todos os níveis. Sempre terá impactos. A única relativização que se pode fazer, mesmo assim com parcimônia e cuidado e bom senso, é a extensão desse impacto.

Vamos pegar o gancho do nome da operação da polícia federal: lava-jato. Imaginem alguém com espirito empreendedor e pouco caráter que resolve abrir um lava-jato “doméstico”. Sabe que haverá um aumento no consumo de energia elétrica por conta da lavadora de alta pressão e também aumento no consumo de água, por motivos óbvios. A “solução” é fazer um gato, de água e luz. Pronto, eis o negócio montado. Empreendimento criminoso, pura e simplesmente. Ele furta água e luz, e todos pagam a conta. Nesse momento eu pago pelas milhares de ligações clandestinas de água e energia elétrica. E você também está pagando. Percebem o impacto? Talvez seja um pouco mais difícil imaginar a extensão desse impacto.

Pois bem. Quando essa mesma corrupção, esse mesmo crime, envolve a maior empresa do país, responsável direta e indiretamente pela manutenção de tantos… Bem, o impacto é visível, claro e assustador.

A diminuição de seu valor de mercado, a queda no valor de suas ações, a perda de seus ativos e de sua credibilidade são alguns dos resultados da corrupção (e da mão suja do governo federal e a corja do PT).

Não estão apenas tentando acabar com a grandiosa árvore. Estão tentando arrasar com tudo. Pois, se a árvore cair…



sábado, outubro 26, 2013

Financiamento (à revelia) de campanha eleitoral

Muito se discute, mas ainda não foi implantado – pelo menos em lei – o financiamento público de campanha eleitoral. Ainda tramita no Senado Federal PROJETO DE LEI Nº 268/2011.

A [falta de] qualidade de boa parte de nossos políticos me faz duvidar da eficácia de uma lei como essa. Mas não tenho uma opinião totalmente formada a respeito.

E como eleitores, nós também devemos aprimorar nossas escolhas. Como cidadãos, devemos aprender a utilizar as ferramentas existentes para controle e acompanhamento do que é nosso. Devemos fortalecer nossos direitos e também nossos deveres. Se é certo que tenho direito a uma cidade limpa, é igualmente certo que tenho o dever de manter essa cidade limpa!

Fala-se muito em corrupção do ente político, no atacado, mas se minimiza ou se ignora por completo a corrupção daquele que escolhe o mesmo ente político (o cidadão, o eleitor), no varejo.

Mas voltando ao financiamento público de campanha eleitoral...

Esse financiamento já ocorre e muitos nem se dão conta. Fica mais evidente nos meses que antecedem as eleições. Nossos representantes (eleitos democraticamente) usam verbas de gabinete para estreitar o contato com sua base eleitoral. Quem paga isso? O partido? A coligação? Não. Sou eu, é você. É dinheiro público! Apesar de alocado como uma rubrica bem distinta e específica (discutível, claro), é o mesmo dinheiro que poderia (deveria) ser usado para levar saneamento e consequente saúde e qualidade de vida àquele que é obrigado por lei a exercer seu dever de cidadão, em períodos de dois em dois anos. E que, por ironia, pode ter contribuído para eleger (democraticamente) o mesmo representante que usa a verba de gabinete para estreitar o contato com sua base eleitoral. É um ciclo. É causa e efeito.

Podemos comprovar o financiamento público de campanha de forma mais evidente ainda, eu diria até escandalosa, no modo como a Presidente da República Federativa do Brasil tem usado a mídia e os recursos e as ferramentas de Estado (pelo menos deveriam ser de Estado, e não de Governo, ou do Partido) para fazer sua campanha antecipada.

Cresceu o número de entrevistas em rádio, o número de aparições, os pronunciamentos, os anúncios, as propagandas... O leilão (?) do Campo de Libra foi um exemplo. Aquela aparição em rede nacional foi campanha antecipada. E não foi das mais sutis.

E quem financia isso tudo. O ParTido? O cartel político que forma a base aliada (a propósito, aliada a quê? aliada para quê?)? Hummm, eu acho que não.

Se já não fosse grave estarmos financiando uma campanha eleitoral velada (ou explícita) com vistas a 2014, ainda financiamos uma campanha de governo, política e partidária. À revelia.

quinta-feira, agosto 29, 2013

Vandalismo político

Mais uma vez a Câmara dos Deputados debocha dos brasileiros. Protegidos pelo execrável voto secreto, os deputados inocentaram um bandido. O criminoso foi condenado pela Justiça e seus colegas deputados "disseram": a Justiça não importa nesta casa!

Nenhum sistema é perfeito. E não seria diferente com a Democracia. Isso mesmo, ela não é perfeita. Mas é coerente.  Isto é. Consideremos que entre nós, brasileiros, existem não apenas cidadãos inocentes e éticos, mas também culpados e corruptos. Consideremos que num sistema democrático pressupõem-se direitos iguais. Consideremos que um desses direitos é o de se candidatar a cargos públicos. Logo, seria coerente corrêssemos o risco de termos determinadas figuras indesejadas como nossos representantes.

Algo muito prezado em nossa imperfeita democracia é o direito de livre manifestação. E quando penso nos eventos recentes que ocorrem por todo o país, não posso deixar de fazer um paralelo com a recente vergonha a que os deputados nos sujeitaram quando cuspiram na cara da Justiça e da Ética.

Tenho criticado bastante a covardia de alguns ditos manifestantes (aliás, a imprensa deveria parar de chamar criminoso de manifestante... vândalo é criminoso!) quando escondem o rosto para, aproveitando-se de um ato de protesto por um Brasil melhor, depredam o patrimônio público e privado; cerceiam nosso direito de ir e vir; sujam as ruas espalhando lixo, ateando fogo; desacatam oficiais da segurança pública; vandalizam nossa cidade, vandalizam nossa cidadania e, mais que isso, vandalizam nossa já imperfeita democracia.

Dizem que esses marginais “protestam”, dentre outras coisas, contra a corrupção na política (como se ser corrupto fosse uma "doença" que acometesse somente quem ocupa cargo público). Pergunto: qual a diferença entre esses e aqueles sobre os quais falei acima? Se existe, são poucas. Vamos às similaridades.

O vândalo se esconde atrás de máscaras, cobram o rosto com camisas, lenços, etc.
Os políticos se escondem atrás do voto secreto.

O vândalo, quando os agentes de segurança pública conseguem prendê-los, pouco tempo ficam numa delegacia. Seus iguais se manifestam. Advogados aparecem.
Os políticos... idem.

O vândalo se acha no direito de fazer o que faz, justifica suas ações pelo bem da sociedade, se isola numa ética totalmente própria que obedece a seus interesses.
Os políticos... idem.

Então, vamos mantendo essa tal coerência em nossa imperfeita democracia, com as máscaras e o voto secreto, assim como aqueles que os usam como escudo, os vândalos e os políticos. Dois seres tão antagônicos e ao mesmo tempo tão parecidos, tão próximos em sua "maneira de ver o mundo".

sábado, janeiro 05, 2013

O [ex]Prefeito fez sujeira


Hoje estive em Mesquita. Metrô até a Central, Japeri direto saindo às 11h00min (literalmente peguei o trem das 11). Menos de 50 minutos desço na Estação de Mesquita. Minha (?) terra. Até hoje não sei expressar de fato o que sinto todas as vezes que chego lá. Mas… sigamos.

Rampa acima, rampa abaixo, saio da Estação. Primeiro visual é da Praça da Telerj (até hoje é assim conhecida). Muitas histórias, muitas lembranças dali. O prédio da antiga Telerj continua lá. Ao lado, o Colégio Estadual Brasil, onde concluí o então 2º grau. A praça está diferente. Vê-se que as administrações que se seguiram à emancipação não fizeram muito, ou nada, para manter um espaço tão importante para uma cidade (suas Praças). Alguns moradores podem discordar. Eu mantenho a crítica!

Ao redor da praça, nas diversas esquinas que ali desembocam, vejo algo bem atual nos noticiários. Lixo. Montes e montes de lixo. Ao longo da Estação, também se pode ver esses pequenos lixões que se formaram. Solução dos moradores (e da prefeitura, como explicarei mais a frente) para dispor do lixo que deveria ser coletado pela Prefeitura.

A administração anterior havia publicado nota na qual justificava o problema como sendo em decorrência de reflexos na manutenção dos serviços pela prestadora (dizia a prefeitura que a empresa faz o serviço a 8 anos… gostaria de ver esse contrato) que estava “passando por dificuldades por conta de problemas ocorridos em outros municípios”. A nota ainda está disponível aqui.

Se alguma pessoa caiu nessa conversa, eu não fui uma delas. O fato é que Mesquita não evoluiu de forma sustentável nos 8 anos da administração petista (e aqui eu lanço críticas ao “grupo” pois foi clara a arrogância como governaram, bradando possíveis vantagens com a relação com o governo federal). O que foi observado no fim de 2012 e que ainda se observa (e se sente) pelas ruas é resultado de incompetência, má fé, corrupção, impunidade e outros ingredientes que fazem com que uma prefeitura preste um desserviço a sua população. Esses ingredientes estiveram presentes ao longo dos anos, em abundância.

Tenho sempre comentado sobre qual seria o mais adequado destino do ex-prefeito de Duque de Caxias findo seu mandato em 2012: a cadeia! Ao mandatário anterior da Cidade de Mesquita o mesmo destino. Ambos, e tantos outros, merecem. Seria justo.

Meu retorno se deu há poucas horas, também de trem, pela Estação de Edson Passos, ainda em Mesquita. Aproveitei os minutos de espera para contemplar um pouco mais do mesmo. Naquele bairro, próximo ao Estádio do América, há alguns anos foi construído um conjunto habitacional que parecia, e parece, ter como único objetivo aglomerar desordenadamente mais pessoas do que seria adequado, enfeiando uma paisagem já comprometida. Que me perdoem os moradores, mas sempre considerei as construções (mesmo antes dos inúmeros puxadinhos e adaptações sem critério) de extremo mau gosto.

Pois bem, ali em Edson Passos outras montanhas de lixo se acumulam. Algumas, após moradores atearem fogo, exalam o cheiro que, creio eu, deva se assemelhar aos piores lixões ilegais espalhados pelo Estado.

Seria muito bom se os eleitores se lembrassem de tudo isso caso o Sr. Arthur Messias e seu colega de Duque de Caxias, Zito, tivessem a desfaçatez característica de políticos dessa laia, e voltassem a pleitear cargos públicos, pedindo voto desses mesmos moradores que tanto prejudicaram.

Termino descrevendo uma cena bem interessante que vi, ali mesmo, em Edson Passos, Mesquita, Rio de Janeiro, Brasil. Um agente da prefeitura (um varredor de rua), devidamente uniformizado e paramentado, ajudava a aumentar o volume de lixo num dos montes, descarregando sua lata de lixo.

Isso é bem simbólico. Principalmente quando dizem que a solução [dos moradores] é se desfazer do lixo de maneira irregular.

segunda-feira, março 19, 2012

A Corrupção não é fantástica. É real

A reportagem exibida em 18 de Março de 2012 causa revolta, indignação, espanto e incredulidade em alguns. O que tivemos ali foi um retrato da atual situação da gestão dos recursos públicos. O absurdo merece ser revisto, analisado, criticado e combatido. Só de pensar que alguns de nossos representantes trabalham (sendo pagos com nosso dinheiro) para que a imprensa não seja livre...

 

quinta-feira, agosto 04, 2011

O Nelson, o Tonho, a Crítica e a Honra
Comparações e definições

Comparações algumas vezes são difíceis. Por vezes até inadequadas. Mas outras vezes permitem relacionar questões a princípio sem relação aparente de modo a podermos enxergar, e expressar, nossa opinião, tecer comentários, analisar de forma mais ampla, olhar por outro ângulo... Tal como uma licença poética usada para outro fim que não a poesia e a rima.

Nelson Jobim, acaba de deixar o Ministério da Defesa. Entregou sua carta de demissão (ou foi demitido) por conta de suas declarações. As mais recentes tiveram como “alvo” as ministras-chefe da Casa Civil e da Secretaria de Relações Institucionais. Antes, já havia entrado em polêmica ao declarar não ter votado na atual presidente.

Vê-se que a crítica não é e nunca foi bem vista no atual governo. E no anterior também. Aceite, concorde, cumpra... ou cale-se... ou caia fora. Quardadas as devidas proporções, imaginem se todo funcionário do serviço público federal tivesse sua posse (ou manutenção de seus postos) condicionada a sua opinião/expressão política nas urnas. Quem não é dos nossos é contra nós! É inimigo! Deve ser afastado, excluído! Essas são características de governos totalitários. A semelhança com Chaves e Castros Brothers não é mera coincidência.

Não analiso aqui o caráter construtivo ou não das críticas recentes. Foram críticas e ponto. Com relação ao incomodo causado pela declaração do voto, bem... Presidente(a), não votei em vossa excelência, assim como não votei no seu antecessor (em ambos os mandatos). Trabalho numa empresa estatal (com capital da União). Também serei demitido?

Tonho Crocco, músico gaúcho, autor de uma música veiculada na internet na qual tece críticas ao aumento de 73% nos salários que os deputados estaduais gaúchos se concederam em 2010. Ele está sendo processado pelo Ministério Público. O autor da ação, deputado federal Giovani Cherini (PDT-RS), segundo informações recentes, pretende desistir. Porém, o que chama atenção aqui, assim como no exemplo anterior, é a fobia de crítica que parece acometer os políticos e gestores. Tonho foi processado porque ousou criticar, ousou se indignar e expressar essa indignação numa linguagem universal, a música, e num ambiente de ampla visibilidade, a Internet.

“A assessoria do deputado informou que a decisão de Cherini se deu “como presidente da Casa, em defesa à honra dos legisladores em conjunto”...” Honra?! Esse aumento passou de R$ 11.564,76 para R$ 20.042,34 o salário do ilustres deputados. Isso é uma afronta, um descaso, um desrespeito total com a população. E os cretinos (será que serie processado também?) ainda falam em honra?

Eles deturpam o “princípio que leva alguém a ter uma conduta proba, virtuosa, corajosa, e que lhe permite gozar de bom conceito junto à sociedade”. A honra.

Eles não suportam, não respeitam e não aceitam a “arte, capacidade e habilidade de julgar, de criticar”. A crítica.

Eles “agem desonestamente, em benefício próprio e/ou dos seus, especialmente nas instituições públicas, lesando a nação, o patrimônio público”, e se acham acima do bem e do mal, sua ética e sua moral (ou a falta de ambas) é relativa, funcionando de acordo com interesses bem próprios. Para eles, a justiça é ferramenta que deve lhes servir, e só. Para eles a lei é algo que escrevem e reescrevem, e que apagam e usam e desusam quando bem entendem, quando lhes convêm. Eles são corruptos.

sábado, janeiro 31, 2009

Coalizão Zim

Sobre a situação atual do Zimbábue, apesar de estar um pouco defasado na leitura de notícias e não ter iniciado meus estudos de fato, para melhor compreender as minúcias do continente africano, tenho minha opinião. O que li recentemente sobre a aceitação de Morgan Tsvangirai em aceitar fazer parte do governo de coalizão com o ditador escroto e escroque Robert Mugabe, embora possa representar uma luz no fim do túnel para a situação crítica em que vivem milhões naquele país africano, me deixa apreensivo. Representa, embora de forma não definitiva, uma vitória para o mal representado pelo já citado ditador.

Cólera, fome, repressão, supressão de direitos básicos, pobreza, inflação… são condições, pelo que podemos ler, presentes no cotidiano do povo de Zimbábue. Fruto de um roubo. Sim, um roubo. Como todos sabem (ou podem saber, pesquisando os eventos recentes daquele país), pois ficou provado, o mencionado escroto e escroque perdeu as eleições para presidente, mas se manteve no poder pela força, pela corrupção, assassinando seu próprio povo.

Apesar da apreensão, tenho esperança que cesse o sofrimento dos zimbabuanos. E também espero – e aqui não receio críticas dos que têm interpretações sublimes a respeito direitos humanos para seres desumanos – que Mugabe não viva muito mais. Se o propósito altivo de sua existência era nos ensinar… Bem, já aprendemos. Ou pelo menos devíamos ter aprendido, com Mugabe, com Hitler, com Sadan, com Bush… O mundo ficaria melhor sem esses seres humanos que, nalgum momento de sua existência, perderam uma característica que os deveria acompanhar a todos até os últimos dias: a humanidade.

A menina no mercado

Havia uma menina no mercado. Devia ter uns 12 anos. Talvez menos. Estava atrás de mim no caixa. Tinha dois pacotes de macarrão instantâneo n...