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sábado, janeiro 31, 2009

Coalizão Zim

Sobre a situação atual do Zimbábue, apesar de estar um pouco defasado na leitura de notícias e não ter iniciado meus estudos de fato, para melhor compreender as minúcias do continente africano, tenho minha opinião. O que li recentemente sobre a aceitação de Morgan Tsvangirai em aceitar fazer parte do governo de coalizão com o ditador escroto e escroque Robert Mugabe, embora possa representar uma luz no fim do túnel para a situação crítica em que vivem milhões naquele país africano, me deixa apreensivo. Representa, embora de forma não definitiva, uma vitória para o mal representado pelo já citado ditador.

Cólera, fome, repressão, supressão de direitos básicos, pobreza, inflação… são condições, pelo que podemos ler, presentes no cotidiano do povo de Zimbábue. Fruto de um roubo. Sim, um roubo. Como todos sabem (ou podem saber, pesquisando os eventos recentes daquele país), pois ficou provado, o mencionado escroto e escroque perdeu as eleições para presidente, mas se manteve no poder pela força, pela corrupção, assassinando seu próprio povo.

Apesar da apreensão, tenho esperança que cesse o sofrimento dos zimbabuanos. E também espero – e aqui não receio críticas dos que têm interpretações sublimes a respeito direitos humanos para seres desumanos – que Mugabe não viva muito mais. Se o propósito altivo de sua existência era nos ensinar… Bem, já aprendemos. Ou pelo menos devíamos ter aprendido, com Mugabe, com Hitler, com Sadan, com Bush… O mundo ficaria melhor sem esses seres humanos que, nalgum momento de sua existência, perderam uma característica que os deveria acompanhar a todos até os últimos dias: a humanidade.

domingo, novembro 16, 2008

O Brasil na África e a África no Brasil

A história da escravidão é algo definitivamente complexo. Dentro do fenômeno escravidão que assolou o país durante praticamente três séculos e deixou suas marcas, existem várias histórias. A triste matéria é rica demais e durante décadas teve sua versão minimizada, não por falta de conhecimento dos fatos, estes estavam lá.

Mas a historiografia de hoje não é a mesma de ontem. Novas abordagens, novos olhares sobre velhos documentos, a crítica às fontes, nos permitiram conhecer detalhes de algo antes posto como linear, regular, uniforme.

Autores como Pierre Verger, João José Reis, Alberto da Costa e Silva, Robert Slenes, Keila Grinberg, Manolo Florentino, Flávio dos Santos Gomes e tantos outros, nos dão um panorama do intricado período.

Num ano de tantas efemérides e na semana em que se comemora [trazer à memória, lembrar, recordar] a morte de Zumbi dos Palmares (cuja história sua e do Quilombo que comandou também passa por revisão com base em novos estudos) e dia da Consciência Negra (20 de Novembro), temas como escravidão, racismo, preconceito, desigualdade, ensino da História e Cultura Afro-Brasileira (Lei 10.639), ações afirmativas, religião serão debatidos, criticados, expostos.

Um desses temas, que particularmente me atrai, é a relação atual entre os países do continente africano e o Brasil. Relação essa que tem um capítulo especial que começa com os anos finais da escravidão, com as trocas intensificadas (de escravos, inclusive) e o retorno de africanos e/ou descendentes (que aqui nasceram) para a África. A GloboNews apresentou em março e abril deste ano um especial – Os Retornados – que aborda essa temática.

Mas uma vez a Internet se apresenta como veículo de democratização da informação, tendo em vista que, assim como eu, muitos não possuem televisão por assinatura e/ou tempo para assistir certos programas. Com isso, sempre conto/contamos que disponibilizem os vídeos na rede. Assistam abaixo. Dois programas de pouco mais de 20 minutos cada.

Nos 120 anos do fim da escravidão, a Globo News apresenta uma série exclusiva sobre os retornados brasileiros. São milhares de ex-escravos que voltaram para a África ocidental em busca de oportunidades e lá, em países como o Benim, tiveram um papel fundamental no desenvolvimento da região… É o Brasil na África.

Grande família brasileira na África


Marca brasileira

A menina no mercado

Havia uma menina no mercado. Devia ter uns 12 anos. Talvez menos. Estava atrás de mim no caixa. Tinha dois pacotes de macarrão instantâneo n...