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segunda-feira, novembro 22, 2010

Há 100 anos

Um fato na história dos direitos humanos que realça a importância de nos indignarmos, de não aceitarmos sermos tratados de maneira indigna. Realça também o quanto o Estado foi (hoje o meios são outros) cruel com quem assumisse postura crítica contra ações e políticas que desrespeitassem direitos fundamentais, básicos. Uma história que nos mostra que, embora legalmente abolida pouco mais de duas décadas antes, a política escravagista estava bem viva (como até nossos dias), seja num aparato legal que respaldava punições análogas às que eram aplicadas aos escravizados, seja na mentalidade dos entes públicos (militares e civis) que viam o homem negro, os trabalhadores da base da pirâmide daquela hierarquizada sociedade, como inferiores. E, como inferiores, era inaceitável o fato de irem contra ao que lhes era imposto.

Mas eis que um semialfabetizado, negro, de 30 anos, não aceitou, não acatou. João Cândido Felisberto em 22 de Novembro de 1910 iniciou a luta não apenas por seus direitos, mas pelos direitos de todos os seres humanos que não era tratados como tais. Há 100 anos teve início a Revolta da Chibata. Valeu João!

sábado, fevereiro 28, 2009

Darfur destruída: quebrando o silêncio

O documentário abaixo, criado pela Aegis Trust em parceria com outras organizações de direitos humanos, mostra não as vítimas, mas sim autores das atrocidades que ocorrem em Darfur há anos. Como desertores, eles contam (alguns pela primeira vez, publicamente) como o governo sudanês criou (e tenta 'des'-criar) a milícia Janjaweed, qual a atitude do governo quando as atrocidades ganharam repercussão mundial, como o governo arma e paga a Janjaweed. Falam também sobre as ações contra civis, os ataques aéres, os estupros...

O filme - Darfur Destroyed: Sudan’s Perpetrators Break Silence - tem duração de 20 minutos, aproximadamente, e tem legendas em inglês. Estou preparando uma transcrição em português que pode ser baixada clicando aqui, porém, como poderão ver, ainda não terminei (mas o link permanecerá o mesmo). A propósito, sobre essa questão dos links eu farei uma postagem em breve, com enfoque arquivístico.

sábado, novembro 15, 2008


A crise mundial
World crisis


Neste sábado, líderes das nações economicamente mais poderosas do mundo, além daquelas ditas economias emergentes, participam de uma reunião para discutir a crise econômica que atinge vários países.

This saturday, leaders of world most economically powerful nations, and these emerging economies, participate in a meeting to discuss the economic crisis afflicting many countries.

Crise que começa no setor financeiro, diminuindo o lucro dos ricos e preocupando governos. Os EUA já engedraram um pacotão para ajudar os coitados. Aqui no Brasil, o Luiz da Silva faz o mesmo. Fico pensando: será que ele se imaginava fazendo o jogo que tanto criticou?

Crisis that began in the financial market, reducing the profits of the rich and while governments. The U.S. has launched an economic package to help the "Poor". Here in Brazil, Luiz da Silva did the same. I wonder if he imagined doing something he always criticized.

O fato é que parece ter havido uma união mundial em prol de uma causa humanitária. Humanitária porque, quer queiramos, quer não, da maneira como as coisas estão estruturadas, se o rico deixa de obter muito lucro, o pobre deixa de ganhar o básico para sua subsistência. Se a bolsa "cai" um ponto percentual, alguém deixa de ganhar um milhão, e muitos deixam ganhar o pão. A lógica é absurda, desumana, cruel.

The fact is that there seemed to be a global union for a humanitarian cause. Humanitarian because, like it or not, the way things are structured, if the rich no longer get much profit, the poor cease to win the basic for living. If the stock market goes one point down, someone stops earning a million, and many people starve. The logic is absurd, inhuman, cruel.

Esse é o preço de se pautar desenvolvimento basicamente em fatores econômicos. A verdadeira crise mundial não começa nos índices da bolsas de valores. Ela começa justamente quando os valores se perdem, ou são deturpados.

This is the price of understanding development just as an economic goal. The real world crisis does not begin in the stock exchanges indexes. It begins precisely where the values are lost, or are misrepresented.

Esse tipo de união, esse clamor da elite, não vemos em questões que envolvem os mais pobres. A bolsa de valores humanos parece ter quebrado e poucos se importam. Os grandes conglomerados de miseráveis e famintos ficam ser socorro. Os executivos-executores de nações mais pobres não sofreram sanções de fato, continuam executando seus povos. Não houve pacotes de ajuda para os seres humanos que tiveram suas vidas falidas.

This sort of union, this demand of the elite, we don't see on issues involving the real poor. The human stock market seems to have broken and few seems to be concerned. Large conglomerates of miserable and hungry had no help. The executive-killers of some poorest nations did not suffer real sanctions, still running their peoples. There was no package of help for humans beings who have had their lives failed.

Nesse ponto a fraternidade não tem vez, ou é relativizada uma vez que se aplica ou entende-se num pequeno grupo: aqueles que deixaram de ganhar seus milhões, seus bilhões. Um exemplo contundente da desigualdade.

At this point the fraternity have no place or is only applied to a small group: those who failed to keep earning millions, their billions. That is called inequality.

Artigo 1°
Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos.
Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em
espírito de fraternidade.

Article 1
All human beings are born free and equal in dignity and rights.
They are endowed with reason and conscience and should act
towards one another in a spirit of brotherhood.

A menina no mercado

Havia uma menina no mercado. Devia ter uns 12 anos. Talvez menos. Estava atrás de mim no caixa. Tinha dois pacotes de macarrão instantâneo n...