Quero conversar, expor, externar, bater um papo, levar um lero, trocar uma ideia. Com quem? Com você, com ninguém, com o divino, com o profano, com o justo, com o injusto, com o tudo e com o nada, comigo mesmo. Como? Com palavras, com imagens, com sons, com silêncios, com conhecimento, com ignorância, com paixão ou neutralidade, com amor ou ódio, com alegria ou tristeza, como eu quiser ou puder. Quando? Talvez agora, ou daqui a pouco, ou nunca, ou sempre. Sobre o quê? Sobre nada... ou TUDO!
quarta-feira, agosto 12, 2015
quinta-feira, maio 14, 2015
terça-feira, abril 14, 2015
sexta-feira, março 06, 2015
Algumas pessoas carecem. Eu não!
Assaltos e sequestros-relâmpagos em shoppings do Rio, da
Zona Sul do Rio. Discutem de quem é a responsabilidade pela segurança nesses
ambientes, discutem o “abuso” dos criminosos em atuarem em áreas como essas,
discutem, discutem, discutem…
Me compadeço das vítimas. Tenho medo e a cada dia fico mais
medroso. Espero que as autoridades façam o que se espera, de maneira simples e
eficaz e responsável e justa: conduzir os bandidos (todos) à justiça, para que
respondam por seus crimes a luz da legislação vigente. Quero paz!!
Dito isto, devo comentar (e registrar) minha discordância
com os que bradam que os shoppings da Zona Sul se tornam ambientes inseguros.
Não penso assim. Eu, por exemplo, me sinto seguro.
Ao adentrar nesses ambientes, automaticamente tenho toda a
atenção dos prestimosos seguranças. Mesmo os que estão à paisana, facilmente
reconhecíveis pela ânsia em me “ajudar”. Estão sempre próximos. Sempre atentos. Sempre
prontos para me prestar seu “apoio”. Às vezes penso até que almejam que eu “precise
de ajuda”. Por vezes penso que os seguranças dos shoppings da Zona Sul do Rio
de Janeiro têm a certeza absoluta de que “pedirei ajuda”. E até se decepcionam
quando não têm a oportunidade de me “ajudar. Triste.
Me sinto culpado por decepcioná-los. Mas, acima de tudo,
lamento o fato de que, ao me dispensarem tanta atenção, deixam de observar os
que realmente precisam de “ajuda”. São pessoas que, para os seguranças dos
shopping centers da Zona Sul do Rio de Janeiro, aparentemente (aparência,
aparência suspeita, boa aparência, aparência…) não precisarão de “ajuda”,
pessoas com as quais eles não precisam se preocupar. Para eles seria um espanto
se determinadas pessoas necessitassem de “ajuda” e eu não.
Essa mesma presteza demonstrada de forma nada sutil pelos seguranças
dos shopping centers da Zona Sul do Rio de Janeiro eu noto também em seus congêneres
que trabalham mercados, galerias, lojas de rua, vias públicas, espaços culturais
e outros estabelecimentos. Até em policiais, sempre tão prestativos.
Já escrevi para estabelecimentos como Hortifruti,
Supermercado Zona Sul e outros para reclamar de tanta “atenção”. Mas parece que
os responsáveis por esses estabelecimentos não conseguem coibir o impulso
assistencialista dos seguranças. Ou até entendem e estimulam. Quem sabe?
Algumas vezes considero um preconceito dos seguranças de shopping
centers da Zona Sul do Rio de Janeiro (e seus congêneres), por acharem que
precisarei de “ajuda”. Ou mesmo com quem eles pensam que nunca precisarão de
ajuda. Um conceito que, por sua reincidência, por sua reiteração, por sua persistência,
por sua obstinação… mas parece um conceito. Um infeliz conceito. Uma infeliz
certeza.
Mas não são apenas os seguranças de shopping centers da Zona
Sul do Rio de Janeiro (e seus congêneres) que pré(conceituam) minha carência de
auxílio, de ajuda, de assistência. Existem muitas pessoas que, preparadas e
ávidas para “ajudar”, correriam para me “acudir” e outras tantas que, por medo
ou receio de uma situação em que eu necessite de ajuda, se afastariam, precavidamente.
Triste. Muito triste.
Finalizo. Existem, infelizmente, muitas pessoas que precisam
desse tipo de ajuda. Eu não. Aos seguranças de shopping centers da Zona Sul do
Rio de Janeiro eu digo: eu não preciso do tipo de ajuda, do tipo de atenção, do
tipo de assistência que cismam em me proporcionar.
Não sou um carente.
Sou um cliente.
segunda-feira, março 02, 2015
Cai Lun foi para o espaço
Quando penso em NASA, o que me vem a mente é, em essência, tecnologia. Exploração espacial, satélites moderníssimos, viagens a outros planetas, caminhada na Lua... Mas a essência é tecnologia de ponta.
Há algum tempo assino o "Image of the Day for NASA" uma newsletter do NASA News Services. E vivo me deliciando com as imagens incríveis que são postadas.
Hoje, um detalhe me chamou atenção. A foto tirada em 1º de Março pelo astronauta Terry W. Virts (@AstroTerry) e entitulada "Astronauts Complete Series of Three Spacewalks" mostra seu colega Barry Eugene "Butch" Wilmore durante uma caminhada espacial (a execução de um serviço externo) na Estação Espacial Internacional (EEI).
O detalhe a que me refiro é um caderno, preso ao braço de Butch. Isso mesmo. Um caderno. Papel. Folhas presas num espiral. Não é um tablet ou um smartphone ou qualquer outro gadget conhecido ou não. Era um caderno.
Apesar de certas dificuldades na absorção de tanta inovação que chega em avalanche, eu sou um entusiasta da tecnologia. Porém não de forma irrestrita, cega, fundamentalista. Eu admiro, gosto, tento acompanhar, uso, me surpreendo, sonho...
Mas eis que temos o papel. Tecnologia com mais de mil anos, sempre presente em nosso cotidiano, em nossas atividade.
Será que Cai Lun imaginou que seu invento pudesse ir tão longe?
Para ver o tweet de Virts clique aqui.
sábado, janeiro 31, 2015
Os anciões e a preservação da essência de nossa cultura
O que um episódio de Jornada nas Estrelas pode nos fazer refletir sobre
preservação no contexto informacional? Muita coisa!
Não posso me considerar um aficionado pela séria, embora goste muito da
temática. Ficção, tecnologia, espaço... a fronteira final.
Tantos séculos à frente e a referência ao passado é sempre constante.
Fatos, relatos, imagens... Até representações holográficas desse passado
remoto. Informação, preservada e acessível.
Há algum tempo fiz a seguinte pergunta a uma amiga: qual a data do
e-mail mais antigo que você ainda guarda? Sinceramente não me recordo da
resposta. No meu caso, o mais antigo datava de 4 de Abril de 2004. Quase dez
anos na ocasião da pergunta. Reparei que isso era e ainda é raridade. Hoje já
não tenho esse e-mail. Graças ao IG que parece ter deletado todo conteúdo de
minha conta, sem avisar. Hoje, o mais antigo que tenho data de 2006. Claro,
quando se tem um e-mail corporativo, numa empresa que se preocupa minimamente
com a preservação (mesmo que indiscriminada) por questões de negócio, é fácil encontrar
e-mail mais antigos. É a política do "arquiva tudo".
No caso de fotos é indiscutível que as mais antigas e ainda acessíveis
não estão em mídias digitais, mas em papel. Algumas pessoas até mesmo preservam
aqueles velhos filmes, bastando uma boa vista e uma fonte de luz para “acessar”
a informação ali registrada. Claro, aqui não considero os processo de digitalização para a acesso.
Mas será que em algumas décadas ainda teremos acesso a tais
informações? Ainda poderemos abrir um e-mail antigo, ler seu conteúdo,
recordar?
O fato é que as mídias mais seguras para preservação de longo prazo não
são os discos ópticos, não são os muitos pen-drives acumulados em nossas
gavetas, não são os cartões de “memória” de nossos celulares, câmeras
fotográficas, ou quaisquer outros dispositivos móveis.
O microfilme se destaca nesse quesito. Para muitos ultrapassados, mas
atualmente muito utilizado.
Não esqueçamos o retorno do disco de vinil. Para muitos, simples
saudosismo, onda retrô. Mas em termos de preservação é bem mais seguro que um
CD ou outra mídia usada popularmente para armazenamento de arquivo MP3, por exemplo.
Voltando ao filme…
Num dos episódios, Vulcano, o planeta natal do incrível personagem
Spock, é destruído. No filme, ele comenta algo, num tom de lamento. É mais ou
menos assim: “…mesmo que a essência de nossa cultura tenha sido preservada
pelos anciões…”.
O fato é que fica claro, naquela declaração, que não é a tecnologia,
não são as mídias, as responsáveis pela preservação do conhecimento daquele
povo. São os anciões.
Tal como os griôs nas sociedades africanas (pelo menos as mais
tradicionais) os anciões vulcanos têm esse importante papel: a preservação da
memória, principalmente por meio da disseminação.
Dito isso, vamos a análise crítica e as comparações para tentar emendar
essas duas linhas de raciocínio.
Já não temos mais disquetes. Os CD-ROMs são praticamente inexistentes.
Temos um ou mais pen-drives. Temos nossos cartões de memória em nossos
smartphones e/ou em quaisquer outros dispositivos móveis. São nossos espaços
locais. Temos também nossos espaços na nuvem, na clould. Este último, claro,
estamos terceirizando (Google, Amazon, Apple…) e raramente refletimos sobre como
nosso espaço está sendo cuidado. Ou, se deixarmos de “frequentar” esses espaços
virtuais durante algum tempo, quando retornarmos, será que “nossas coisas”
acessíveis? Normalmente só nos preocupamos quando, por algum problema técnico, nosso espaço na nuvem fica inacessível.
E como estamos cuidados de nossos espaços locais? Os guardamos em local
seguro? Fazemos migrações periódicas de maneira a mantermos os arquivos
acessíveis por programas atualizados? Eliminamos o desnecessário, as duplicações?
Fazemos verificações sobre a segurança dos arquivos, sua integridade, etc.?
E nossas mídias humanas? Como as tratamos? Nossos anciões, nossos velhos, nossos “mais
antigos”. Eles estão acessíveis? Ainda conseguimos “lê-los”? Estamos cuidados
deles de modo a preservar o que nos têm a oferecer? Estamos, de alguma forma,
registrando o que os guardiões da essência de nossa cultura nos transmitem?
E, por fim, temos consciência de que nós, os “não tão antigos”, os Spocks desse espaço,
também somos responsáveis pela preservação de nossa memória?
A vaquinha do governo
O governo resolveu fazer uma vaquinha para salvar o país. Achou isso melhor, mais prático e mais fácil do que eliminar a corrupção. Além de ser uma medida mais rápida de ser aplicada, uma vez que não corre o risco de quebra-quebra (já que estamos falando de mais de 20 centavos) e não precisa dar satisfação a ninguém. Por ser uma entidade muito eficiente e contar com pessoas competentes e proativas, resolveram sinalizar graficamente qual será a contribuição do povo. Assim não fica dúvida alguma. Muito didático.
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