Quero conversar, expor, externar, bater um papo, levar um lero, trocar uma ideia. Com quem? Com você, com ninguém, com o divino, com o profano, com o justo, com o injusto, com o tudo e com o nada, comigo mesmo. Como? Com palavras, com imagens, com sons, com silêncios, com conhecimento, com ignorância, com paixão ou neutralidade, com amor ou ódio, com alegria ou tristeza, como eu quiser ou puder. Quando? Talvez agora, ou daqui a pouco, ou nunca, ou sempre. Sobre o quê? Sobre nada... ou TUDO!
quinta-feira, julho 14, 2016
O Banquete Sagrado: notas sobre os 'de comer' em terreiros de candomblé
"É um estudo específico sobre alimentação ritual. Premiado com menção honrosa pelo Prêmio Silvio Romero no ano de 1998, este trabalho, agora sob forma de livro, não somente reúne elementos do folclore e da cultura popular, mas é pioneiro sobre o assunto no campo da antropologia da alimentação no Brasil"
sexta-feira, abril 22, 2016
O Centro do Rio
Muitas obras, algumas
violências e tantas hipocrisias.
O Centro do Rio
sempre me despertou admiração e encanto. Principalmente pelas construções
antigas, carregadas de histórias. Os sobrados, os casarões, os palácios, as
ruas…
Uma das coisas que a
insegurança, ou a sensação de insegurança, nos tira é a oportunidade de
contemplação. Mas nem sempre foi assim, tão proibitivo (e pouco recomendado)
contemplar os sobrados, os casarões, os palácios, as ruas…
O Rio passa por uma
transformação. Os Jogos Olímpicos parecem pedir uma mudança de paisagem. O Rio
precisa de roupa nova para essa festa. E contamos que as vestimentas sejam de
qualidade e duradouras. Embora, pelo acontecimento recente e triste na Ciclovia
Tim Maia…
VLT, Museu do Amanhã,
Museu de Arte do Rio, Aquário, Passeios públicos, Túneis… As obras são
diversas.
Infelizmente não são
apenas obras de melhoria que vemos se multiplicarem. Os assaltos também. O Rio
de Janeiro, em particular o Centro do Rio, Cidade Olímpica, está cada vez mais
violento. Os assaltos ocorrem diariamente, em vários pontos da cidade,
independente do período do dia, independente da presença de aparato de
“segurança”. E as aspas nunca foram tão adequadas para se falar em segurança no
Rio de Janeiro. Nem a presença da mídia coibe a ação dos assaltantes. Assaltantes
de todas as idades.
A insegurança é um
monstro. E, como todo monstro, se alimente de algo para crescer e se
multiplicar, para tomar espaço.
Será que todo celular
roubado será utilizado pelo criminoso que praticou o assalto? E cordões,
relógios? Duvido muito. Arrisco dizer que a maioria dos itens serão convertidos
em dinheiro para, aí sim, ser usufruído de algum modo por aquele assaltante.
Mas, como se dá a transformação
dos celulares, dos cordões, dos relógios, em dinheiro? Comércio! Alguém precisa
adquirir a mercadoria. Compra e venda. Oferta e procura. Simples assim.
Mas o monstro tem uma
dieta diversificada. Por isso cresce saudável.
Há alguns anos tenho
percebido a tranquilidade que algumas pessoas consomem maconha nas ruas do Centro
do Rio. Sim, fico chocado, impressionado, preocupado e indignado, ao passar por
pessoas fumando maconha em plena Avenida Rio Branco, ou na Presidente Vargas,
as duas principais vias do Centro, às três da tarde de um dia útil.
Recentemente alguns
veículos de imprensa noticiam o combate ao tráfico no Morro da Conceição. Um
morro no coração do Centro do Rio, de grande importância histórica, com
construções seculares e grande potencial turístico, a exemplo de Santa Teresa.
A região no entorno
do Morro da Conceição conta com alguns dos aparelhos culturais novos ou
recentemente valorizados por conta da revitalização da região portuária. Dois
museus, bares, bailes de rua.
As pessoas que
trabalham no Centro, em especial nas proximidades da Praça Mauá, têm ali um ponto
de fácil acesso para curtir.
Infelizmente o
consumo de entorpecentes parece fazer parte desse “curtir” para muitas pessoas.
E, mais uma vez, temos a velha questão de causa e consequência. Procura e
oferta. Compra e venda. Consumo e fornecimento.
E quando o ponto é
bom, o comerciante se esforçará para se manter ali. A logística é fácil, pois
ele pode entregar a mercadoria ao consumidor em pouco tempo. E o consumidor
existe e tem condições financeiras para consumir o seu produto. É simples. É
muito simples.
Mas infelizmente
temos outro tipo de alimento em abundância, muito apreciado pelo mesmo monstro:
a hipocrisia.
Comprar mercadoria
roubada é crime e alimenta o crime. A desculpa do desconhecimento é tão
perniciosa quanto o próprio ato de comprar mercadoria roubada.
Quem cheira uma
carreira de cocaína deve saber que é responsável por toda uma cadeia de
acontecimentos até ali, e além dali, envolvendo sofrimento de muitos. O mesmo
para os que consideram o ato de fumar maconha coisa inocente e aceitável. Que o
ato de acender um baseado ilumine todos os acontecimentos até ali, e além dali,
e que o tragar traga também responsabilização.
Autógrafo na era do e-book
Há uns 15 anos, num dos ótimos momentos da roda de samba que acontecia no Museu da Imagem e do Som (MIS), em sua sede da Praça XV, no Centro do Rio, ocorreu o lançamento do Livro A Velha Guarda da Portela de Carlos Monte (pai da maravilhosa Marisa Monte) e João Baptista M. Vargens.
Nunca gostei de abordar famosos para autógrafos. E no MIS não foi diferente. Somado ao fato de que estava bem cheio e a aproximação mais difícil. Mas tive outra oportunidade. A Velha Guarda (ou alguns de seus integrantes) comandava uma pequena casa de show, muito bem localizada num sobrado da Rua Primeiro de Março, também no Centro do Rio. E, pouco tempo depois, entre um samba e uma cerveja, lá estava eu no camarim, com aquelas lendas vivas colhendo autógrafos. Mais um momento mágico.
O lugar é outro. Renascença Clube. Com toda sua força e história. O livro também era outro. Poétnica. Livro com poesias do autor produzidas no período de 1966 a 2013. O autor? Nei Lopes. Com toda sua força e história. Com toda sua consistência artística e intelectual. Além de autógrafo com dedicatória, tive o privilégio de uma foto. Momento mais do que mágico. Seguido por uma roda de samba. E algumas cervejas.
Outros livros foram autografados ao longo desses anos. Caneta no papel. Dure o tempo que durar.
Ao longo desses anos surgiu na minha vida de leitor o e-book. Tenho um Kindle. Facilidade de aquisição. Preço. Variedade. Internet, sincronização e lá está o ícone do livro novo. Livro?
E meus autógrafos? Será com assinatura digital?
E minha dedicatória? Será um e-mail para ser anexado?
E o olhar do autor? E o deslumbramento de estar diante de quem produziu aquela história, aquelas palavras?
E a fila para colher a assinatura?
A caneta no papel?
Os argumentos contra e a favor do livro digital, do e-book, são tão frios quanto um click e tão vazios quanto as prateleiras de uma biblioteca sem papel.
Ao longo desses anos surgiu na minha vida de leitor o e-book. Tenho um Kindle. Facilidade de aquisição. Preço. Variedade. Internet, sincronização e lá está o ícone do livro novo. Livro?
E meus autógrafos? Será com assinatura digital?
E minha dedicatória? Será um e-mail para ser anexado?
E o olhar do autor? E o deslumbramento de estar diante de quem produziu aquela história, aquelas palavras?
E a fila para colher a assinatura?
A caneta no papel?
Os argumentos contra e a favor do livro digital, do e-book, são tão frios quanto um click e tão vazios quanto as prateleiras de uma biblioteca sem papel.
Sobre o silêncio
O que dizer quando o que se tem a dizer nada acrescenta?
A relevância da palavra só existe quando o conteúdo da mesma for, em si, relevante.
O que não digo tem mais consistência do que poderia sequer pronunciar.
Embora, se comparado ao que penso,
e não sou competente para transpor no limiar da língua,
meu silêncio só consiste em ausência de som.
Por isso, o meu silêncio, peço que o relevem.
segunda-feira, janeiro 18, 2016
Martin Luther King Day
“Injustice anywhere is a threat to justice everywhere. We are caught in an inescapable network of mutuality, tied in a single garment of destiny. Whatever affects one directly, affects all indirectly.”
"A injustiça em qualquer lugar é uma ameaça à justiça em todo lugar. Estamos presos em uma rede inevitável de mutualidade, amarrados em um único tecido de destino. O que quer que afeta uma pessoa diretamente, afeta indiretamente todos."
-Martin Luther King
"A injustiça em qualquer lugar é uma ameaça à justiça em todo lugar. Estamos presos em uma rede inevitável de mutualidade, amarrados em um único tecido de destino. O que quer que afeta uma pessoa diretamente, afeta indiretamente todos."
-Martin Luther King
quarta-feira, dezembro 02, 2015
terça-feira, dezembro 01, 2015
Há 60 anos...
Uma Rosa chamada Rosa Louise McCauley
Uma Rosa que brotou
E nos encantou
Uma Rosa de luz
E que nos conduz
Ao putrefato racismo
Seu perfume de liberdade
Nos fez resistir
Nos fez refletir
Seu perfume de liberdade
Que nos impregna
E nos envolve
E nos ilumina
E nos dá força
E nos inspira
Flor corajosa
Rosa amorosa
Rosa mulher
Anjo bem-nos-quer
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