Quero conversar, expor, externar, bater um papo, levar um lero, trocar uma ideia. Com quem? Com você, com ninguém, com o divino, com o profano, com o justo, com o injusto, com o tudo e com o nada, comigo mesmo. Como? Com palavras, com imagens, com sons, com silêncios, com conhecimento, com ignorância, com paixão ou neutralidade, com amor ou ódio, com alegria ou tristeza, como eu quiser ou puder. Quando? Talvez agora, ou daqui a pouco, ou nunca, ou sempre. Sobre o quê? Sobre nada... ou TUDO!
sábado, setembro 06, 2014
sexta-feira, setembro 05, 2014
quinta-feira, setembro 04, 2014
Racismos brasileiros
No Brasil, além do racismo velado, temos o racismo embalado e o térmico. Um, feito "no embalo da torcida"; outro, "no calor do momento".
quarta-feira, agosto 20, 2014
Para ela, qualquer um serve
Em tempos de eleição, quando muitos estão refletindo e
analisando em quem votar, seja para presidente, seja para governador ou
deputado na esfera estadual e federal, algumas coisas nos (me) fazem refletir.
Estava eu hoje na Avenida Rio Branco, no Centro do Rio,
aguardando o ônibus para o retorno ao lar após mais um dia de trabalho. Eu e
muitas pessoas. Com a implantação dos corredores exclusivos para ônibus,
chamados BRS, em algumas regiões, com ali no Centro, existem pontos específicos
para cada grupo de ônibus. Eu utilizo o BRS1 e, por isso, estava ali aguardando
ônibus desse grupo.
Havia uma senhora que possivelmente não estava acostumada
com essa reestruturação na logística do transporte público do Rio. Seu destino:
Copacabana. São vários os ônibus que a atenderiam. Porém, vale lembrar que Copacabana
é uma região onde também foi implantado o sistema BRS. Logo, pontos certos de
parada.
Ela abordou um desses veículos e perguntou ao motorista se
ele “poderia parar” na esquina de determinada rua onde, ficou claro, não era
ponto de ônibus, muito menos ponto daquele BRS. O motorista explicou esse “detalhe”
e informou que o ponto não ficava longe de onde ela queria saltar.
Ela recusou e preferiu tentar conseguir o “favor” de outro. Alguém
que talvez estivesse em companhia dela, argumentou a razão da recusa. Ao que
ela respondeu: “Esse não presta, só para no ponto”.
A declaração pode parecer simples. E talvez até seja. Mas
nada tem de inocente quando “transportamos” isso para questões diversas da vida em
sociedade. Principalmente, como relatei no início, nas questões eleitorais.
Explico melhor com uma analogia que se formou em minha mente
conturbada quase que automaticamente.
Para o Governo do Estado do Rio de Janeiro concorrem
políticos que deixaram marcas de inépcia, má administração, uso indevido do
cargo público dentre outras cicatrizes nas áreas pelas quais infelizmente
estiveram. Muitos, como eu, ficam na dúvida não sobre qual é a melhor opção,
mas qual é a menos danosa. Eu, sinceramente, considero que todos estão bem
nivelados no quesito incompetência.
Para aquela senhora, no entanto, qualquer uma das opções serve. Não fará
diferença. Todos a deixarão fora do ponto, como ela tão deseja.
domingo, agosto 10, 2014
Na cacunda de meu pai
Sou um saudosista incorrigível. Com a consciência
de que o tempo passa para todos. O mundo de ontem só existe em minhas memórias. Risos
e lágrimas. Lembranças doces e amargas. As mais antigas delas são do primeiro
tipo. Lembro-me de estar no colo de minha mãe, recebendo os sons do mundo
através de seu peito, no ritmo de seu coração. E lembro-me também de estar na cacunda
de meu pai, sentido sua barba e seu cabelo, tenho a certeza de estar num local seguro,
vendo a grandiosidade do mundo lá de cima. Lá se vão mais de três décadas.
Os sons do mundo não são mais filtrados pelo peito de minha mãe.
E o ritmo com que chegam nada lembra a cadência das batidas de seu coração. A
aspereza não é mais a da barba de meu pai. E parece não haver mais local seguro
num mundo que se mostra cada vez mais mesquinho e pequeno. O tempo passa.
Ontem eu tive a alegria de reencontrar uma pessoa que fez
parte de minha infância. Uma vizinha que se mostrou tão genuinamente feliz ao
me rever quanto eu ao revê-la. Foi um momento feliz, com lembranças felizes. Em determinado momento ela
me fez uma pergunta interessante, embora não tenha sido a primeira vez que a
ouço. Começo pela resposta: não existe.
A não existência de algo pode ser intrigante. Ainda mais
quando esse algo é tão básico e natural para tantas pessoas. Ou pelo menos deveria ser. A pergunta foi:
como é a relação com seu pai?
Hoje é dia dos pais. Como sempre, a exploração comercial da
data começou com a devida antecedência de semanas. A tortura também.
Não encaro muito bem essas ocasiões. As mais de três décadas
não me tornaram o que chamam de uma “pessoa preparada”. A distância que se
criou é grande demais. Se houve mágoa, talvez hoje não seja a causa. É um dia
triste.
Mas a memória é algo incrível. Algumas vezes serve como
ferramenta de resgate que ultrapassa a barreira do tempo e do espaço. Posso desejar um
feliz dia dos pais, com sinceridade, a meu pai. E posso, também, desejar um
feliz dia dos pais a minha mãe, pois acumulou a função durante muitos anos.
E posso me recordar daquele mundo de outrora, visto de cima,
na cacunda de meu pai.
sexta-feira, julho 11, 2014
domingo, maio 18, 2014
Minha família
Quem disse não nos conhece
♥ E quem disse que não rimos
♥ E quem disse que não choramos
♥ E quem disse que não choramos de rir
♥ E quem disse que não rimos após o pranto
♥ E quem disse que não nos abraçamos
♥ E quem disse que não brigamos
♥ E quem disse que não abraçamos uma briga
♥ E quem disse que não brigamos por um abraço
♥ E quem disse que não nos amamos
♥ E quem disse que não vivemos
♥ E quem disse que não amamos viver
♥ E quem disse que não vivemos amando
♥ E quem disse que não festejamos
♥ E quem disse que não dançamos
♥ E quem disse que não nos lembramos
♥ E quem disse que não velamos
♥ E quem disse que não rezamos
♥ E quem disse que disso não lembramos
♥ Disso tudo que é a vida
♥ Quem em família... rimos
♥ E choramos
♥ E abraçamos
♥ E brigamos
♥ E amamos
♥ E vivemos
♥ E festejamos
♥ E dançamos
♥ E velamos
♥ E rezamos
♥ E nos lembramos
♥ Disso tudo que é a vida ♥
♥ E quem disse que não rimos
♥ E quem disse que não choramos
♥ E quem disse que não choramos de rir
♥ E quem disse que não rimos após o pranto
♥ E quem disse que não nos abraçamos
♥ E quem disse que não brigamos
♥ E quem disse que não abraçamos uma briga
♥ E quem disse que não brigamos por um abraço
♥ E quem disse que não nos amamos
♥ E quem disse que não vivemos
♥ E quem disse que não amamos viver
♥ E quem disse que não vivemos amando
♥ E quem disse que não festejamos
♥ E quem disse que não dançamos
♥ E quem disse que não nos lembramos
♥ E quem disse que não velamos
♥ E quem disse que não rezamos
♥ E quem disse que disso não lembramos
♥ Disso tudo que é a vida
♥ Quem em família... rimos
♥ E choramos
♥ E abraçamos
♥ E brigamos
♥ E amamos
♥ E vivemos
♥ E festejamos
♥ E dançamos
♥ E velamos
♥ E rezamos
♥ E nos lembramos
♥ Disso tudo que é a vida ♥
♥ Dedicado a minha família ♥
Assinar:
Postagens (Atom)
A menina no mercado
Havia uma menina no mercado. Devia ter uns 12 anos. Talvez menos. Estava atrás de mim no caixa. Tinha dois pacotes de macarrão instantâneo n...
-
Rio 2016 Que tudo corra (e nade, e salte, e pule, e jogue...) muito bem. From RAYMA (publicado no El Universal em 03/10/2009)
-
Korowai Batu na Record e em outras Agora pouco, fazendo a análise das opções na TV com o nessas-horas-útil controle remoto, me deparei e ass...