sábado, fevereiro 20, 2010

Reformulando a História do Brasil

Programa Entre Aspas, da GloboNews. "Pesquisadores que tiveram acesso a documentos, antes secretos, produziram novas teses sobre a História do nosso país. O historiador Marco Antônio Villa e o jornalista Leandro Narloch falam sobre o assunto."


Muito interessante a exposição sobre o descompasso entre a academia e a sala de aula. Isso ficou claro em meus estudos sobre Historiografia e, principalmente, sobre Teoria da História. A História é uma construção e como tal traz consigo traços ideológicos, preconceitos, subjetividades. A crítica, com isso, ganha importância. A simples aceitação do oficial (ou do oficioso) favorecerá ou o grupo dominante ou o grupo que almeja dominar, sendo, com isso, um obstáculo ao conhecimento, à verdade.

Percebam que, durante a entrevista, o jornalista deixa clara qual "verdade" prefere. Nada mais humano, apesar de incomodar tendo em vista a maior parte das declarações e comentários. Mas não me espanta. Já disse aqui no TUIST que em minhas postagens eu externo meus desabafos, meus preconceitos, minhas verdades... que, assim como minha existência, não são absolutas.

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Já começou há muito tempo

Em Outubro de 2008, dias antes de Eduardo Paes ter se consolidado como prefeito eleito para a Cidade do Rio de Janeiro, escrevi uma postagem sobre o início de uma ocupação irregular próximo à Cidade do Samba. Está lá.

Pouco mais de um ano depois a situação é a mesma, mas com maiores proporções. Se a gestão de César Maia nada fez, a de Paes também cruzou os braços. Minha opinião: a ocupação é difícil de se notar, seja pelo elevado (o registro foi feito de dentro de um ônibus especial, mais alto que os do transporte padrão) ou pela Av. Rodrigues Alves, por conta do muro.

Parece que a máxima "o que os olhos não veem, o coração não sente" pode ser aplicada. Só que neste caso o coração seria a opinião pública. Afinal, o que dá mais visibilidade (mídia), uma ocupação que quase ninguém vê (e/ou não se importa) ou o conjunto de ações inertes, quase cinematográficas realizadas no calçadão de praias mundialmente famosas num dia de Sol?

E, por falar em (in)ações do Estado, fica também o registro de um absurdo. Mais um. Uma mistura de lixão, depósito de entulho e local de desova de carros às margens da Linha Vermelha, uma das principais vias da Cidade, e caminho para os que aqui chegam (do Aeroporto Internacional, das Rodovias Presidente Dutra e Washinton Luiz, ...). Esse é um "quadro" da paisagem que se vê ao olhar para a direita.



Mas isso todos sabem, todos veem.

sexta-feira, janeiro 22, 2010

Incoerências no GMail


Há algum tempo noto uma mensagem no GMail que me intriga. Hoje parei para analisar a razão de a mansagem me chamar atenção. Acabei descobrindo (percebendo, já que sempre esteve lá) outra mensagem, na mesma tela, uma contradizendo outra.

Além da incoerência aparente, uma das mensagens contribui para algo que considero nocivo no gerenciamento da informação. Vamos as mensagens:

1ª - "(as mensagens que ficarem na lixeira por mais de 30 dias serão excluídas automaticamente)"

2ª - "Nenhuma conversa na Lixeira. Quem precisa excluir quando se tem mais de 7000 MB de armazenamento?!"

Ambas aparecem ao acessar a Lixeira; a segunda, como indica, com a Lixeira vazia. A incoerência é clara. Ao mesmo momento que o sistema avisa que as mensagens serão excluídas automaticamente após 30 dias, estimula a retenção das mensagens tendo em vista o espaço disponibilizado. Na tela inicial o sistema ainda apresenta a taxa de aumento da cota de armazenamento, sempre subindo.

A nocividade está exatamente nesse estímulo da guarda ou manutenção de uma mensagem sem critério. Com certeza, nesse momento, a dona do GMail (Google) não está preocupada com os custos com servidores para manter todo esse volume informacional. Mas não é apenas a questão financeira que está envolvida. Esta, no caso dessa empresa bilionária, deixemos de lado. Falo aqui dos prejuízo informacional. Com um aviso simples (mesmo que na lixeira) cria-se uma cultura de retenção, de acumulo de informação inútil. Poderíamos, nesse caso, aplicar uma versão modificada do dito popular "quem muito quer, nada tem", como "quem muito guarda, nada encontra".

Apesar disso, o GMail - assim como outros serviços similares - oferece, além da básica organização cronológica, outros mecanismos que permitem organizar ou gerenciar melhor as mensagens (informação), como os marcadores (bastante similares às pastas), filtros e o agrupamento por conversa.

quinta-feira, janeiro 21, 2010

Os pecados do Haiti

Por Eduardo Galeano (*)

"A democracia haitiana nasceu há um instante. No seu breve tempo de vida, esta criatura faminta e doentia não recebeu senão bofetadas. Era uma recém-nascida, nos dias de festa de 1991, quando foi assassinada pela quartelada do general Raoul Cedras. Três anos mais tarde, ressuscitou. Depois de haver posto e retirado tantos ditadores militares, os Estados Unidos retiraram e puseram o presidente Jean-Bertrand Aristide, que havia sido o primeiro governante eleito por voto popular em toda a história do Haiti e que tivera a louca idéia de querer um país menos injusto."
(...)

"A história do assédio contra o Haiti, que nos nossos dias tem dimensões de tragédia, é também uma história do racismo na civilização ocidental."

Texto completo

Fonte: ENVOLVERDE - Revista Digital de Meio Ambiente e Desenvolvimento

A menina no mercado

Havia uma menina no mercado. Devia ter uns 12 anos. Talvez menos. Estava atrás de mim no caixa. Tinha dois pacotes de macarrão instantâneo n...