Mas, afora meu pessimismo, fica a esperança de que os jogos se realizem num clima de tranqüilidade e muita paz.
Tem mais embaixo.
Quero conversar, expor, externar, bater um papo, levar um lero, trocar uma ideia. Com quem? Com você, com ninguém, com o divino, com o profano, com o justo, com o injusto, com o tudo e com o nada, comigo mesmo. Como? Com palavras, com imagens, com sons, com silêncios, com conhecimento, com ignorância, com paixão ou neutralidade, com amor ou ódio, com alegria ou tristeza, como eu quiser ou puder. Quando? Talvez agora, ou daqui a pouco, ou nunca, ou sempre. Sobre o quê? Sobre nada... ou TUDO!
Alvorecer de um novo dia
Nota Zero
Depois de todo alvoroço dos primeiros dias, com promessas de choque de gestão na saúde, combate à criminalidade e outros ajustes tão necessários, o que vemos é o caos. Até aí tudo bem.
Os hospitais continuam sem condições de atender a demanda da população, que por sua vez continua sofrendo a cada dia. Os profissionais de saúde fazem os milagres possíveis com recursos tão escassos e seus salários indignos. Pessoas morrem mais e mais nos hospitais por falta de condições básicas de serem atendidas. Isso quando têm a “sorte” de conseguir acesso a tal privilégio, o atendimento.
A segurança parece uma utopia. O número de assaltos aumenta, assim como o de encontros fatais com balas perdidas. Vidas inocentes são dilaceradas cotidianamente. Crianças, jovens, adultos, idosos. Não há idade certa para tragédias como as que vemos, lemos, ouvimos e sofremos todos os dias. Talvez o caso mais emblemático tenha sido o de Edna Ezequiel, moradora do Morro dos Macacos, em Vila Isabel, no Rio de Janeiro. Num espaço de pouco mais de um mês chorou a morte de sua filha Alana (12 anos) e de seu irmão Hélio. Ambas vítimas das já famosas (e temidas) balas perdidas, expressão infeliz para designar balas que matam inocentes e que a meu ver diminui a responsabilidade do Estado sobre essa tragédia social.
Na educação a tragédia social se repete. Milhares de crianças e jovens estão sem aulas por falta de professores. Há o risco de perder o ano letivo, pois muitas disciplinas não estão sendo ministradas. O motivo básico é falta de gestão e respeito a esse serviço básico tão importante que é a educação. Com isso temos um déficit de professores causado por uma baixa taxa de ingressantes (concursados) e um alto número de aposentadorias, além, é claro, da evasão. Professores ganhando abaixo de R$ 500!!! Estagiários de muitos cursos universitários ganham mais do que isso para trabalhar 4 horas por dia. Exercer uma função tão nobre como a de educador por ideologia, sem nem mesmo ter condições de arcar com despesas de transporte? Isso é querer demais.
E se não fosse o bastante ainda iniciamos o mês de maio com a triste imagem abaixo. A homenagem do nosso querido governador Sérgio Cabral à ex-governadora Rosinha Garotinho — cujo nome foi dado a uma ponte em Campos.
Chegamos, assim, ao fundo do poço. Até agora nota zero, Cabral.
Havia uma menina no mercado. Devia ter uns 12 anos. Talvez menos. Estava atrás de mim no caixa. Tinha dois pacotes de macarrão instantâneo n...